quarta-feira, 15 de maio de 2019

Imunoterapia: a evolução no tratamento do cancro

A imunoterapia é uma abordagem terapêutica de sucesso no combate ao cancro, que utiliza o sistema imunológico do doente para combater o tumor.

 

Artigo da responsabilidade da Dra. Ana Raimundo, Oncologista, Diretora Clínica da CUF Instituto de Oncologia

 

 

 

 

A imunoterapia é incontornável quando se fala atualmente no tratamento do cancro. Contudo, a ideia de utilizar as defesas naturais do próprio organismo, como é o caso do sistema imunitário, para combater e destruir células estranhas (células tumorais) vem de longa data. No século XIX, W. B. Colley observou a regressão de tumores cutâneos após a injeção de fragmentos bacterianos nestas lesões malignas. Este resultado era consequência da estimulação das células do sistema imunitário contra as células tumorais, perante a presença de antígenos estranhos. Os antígenos tumorais são moléculas reconhecidas como estranhas pelo sistema imunitário, desencadeando a produção de anticorpos e respostas celulares imunes que vão combater as células tumorais.

Conhecimento aprofundado

A estratégia de utilizar bactérias atenuadas no tratamento de tumores remonta a 1976, quando foi comprovada a eficácia da administração intravesical (dentro da bexiga) da vacina antituberculosa BCG, como meio de prevenir a recorrência de tumores da bexiga não musculoinvasivos. A administração intravesical de BCG ainda hoje continua a ser utilizada.

Na última década, temos assistido à multiplicação de ensaios clínicos utilizando esta estratégia terapêutica, cujos resultados demonstraram o seu benefício no controlo da doença em muitos tipos de cancro, tais como: melanoma, cancro do pulmão, bexiga, rim, cancro da cabeça e pescoço e linfoma de Hodgkin.

A imunoterapia tem demonstrado os seus benefícios na doença avançada, mas também no tratamento adjuvante.

O que potenciou todo este desenvolvimento da imunoterapia como uma das principais estratégias no tratamento do cancro foi a própria evolução no conhecimento do sistema imunitário e da forma como as células deste sistema interagem entre elas e no ambiente tumoral. Este conhecimento mais aprofundado permitiu novas formas de estimular este sistema de defesa, de forma mais eficaz. Mais eficaz porque os tumores têm a capacidade de evitar o reconhecimento e eliminação pelo sistema imunitário, podendo, deste modo, desenvolver-se e metastizar.

Nos últimos dez anos, ocorreu um progresso imenso no conhecimento dos mecanismos que as células tumorais utilizam para escapar a esta vigilância, tendo sido desenvolvidas novas formas de imunoterapia que estimulam as células principais na defesa contra os tumores – os linfócitos T – a reconhecerem e destruírem as células tumorais.

Leia o artigo completo na edição de maio 2019 (nº 294)


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Aparelho digestivo, o gastrenterologista e os portugueses

Estima-se que um terço dos portugueses venha a necessitar de um gastrenterologista durante qualquer período da sua vida.

 

Pelo Prof. Rui Tato Marinho, Vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia; Diretor do Serviço de Gastrenterologia e Hepatologia, Centro Hospitalar Lisboa Norte

 

Há quem diga que a especialidade de Gastrenterologia é muito complexa. São muitos órgãos, a dispersão é muito grande. Hoje, até é difícil encontrar aquele gastrenterologista que saiba a fundo de todos os órgãos. Vamos contar essas estruturas: esófago, estômago, intestino delgado, cólon, fígado, vias biliares, vesícula biliar, pâncreas, veias hemorroidárias. Quase uma dezena.

Enquanto que o cardiologista tem apenas um órgão como imagem de marca, o gastrenterologista tem que dispersar essa imagem por quase uma dúzia de órgãos.

Factos e Números

Qual a relevância dos gastrenterologistas e das doenças do aparelho digestivo: ninguém gosta de ter diarreia, prisão de ventre, hemorroidas, ficar amarelo (icterícia), vomitar sangue, ter azia, refluxo, pedras na vesícula, dor abdominal, etc. Como se depreende, não são sintomas nada agradáveis. Mas ainda há mais.

Estima-se que um terço dos portugueses venha a necessitar de um gastrenterologista durante qualquer período da sua vida.

Vejamos os factos e números. Qual a relevância das doenças dos vários órgãos que constituem o aparelho digestivo?

Das 10 principais causas de morte dos portugueses, um terço delas dizem respeito a órgãos digestivos: cancro do estômago, cancro cólon, doenças do fígado (cirrose e cancro do fígado). Um terço dos cancros são do aparelho digestivo, são aqueles que a chamamos “Big Five” (esófago, estômago, pâncreas, cólon, fígado), sendo responsáveis por 10% das mortes dos portugueses. Dois dos cancros de pior prognóstico (pâncreas e fígado) tem a ver com a Gastrenterologia; e 95% estão mortos ao fim de uma ano. Relativamente estes cancros, estima-se que venhamos a assistir ao seu aumento nos próximos 30 anos, o que traz um desafio muito grande à nossa prática diária. O número de mortos por cancro do pâncreas duplicou nos últimos 25 anos e, em Portugal, está quase a ultrapassar o da mama: 1551 e 1798, respetivamente, em 2017.

Leia o artigo completo na edição de maio 2019 (nº 294)

 


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segunda-feira, 13 de maio de 2019

Faça exercício para combater a hipertensão: o seu coração agradece!

Está provado que o exercício físico reduz a incidência hipertensão, bem como o risco de doenças cardiovasculares. Se essa condição faz parte do seu dia a dia, venha descobrir quais os exercícios mais adequados para si.

 Artigo da responsabilidade da Profª Rita Franco, Licenciada em Ciências do Desporto e Educação Física pela Faculdade de Coimbra e em Fisioterapia pela Escola Superior de Saúde de Aveiro. Exerce funções no Holmes Place Arrábida como fisioterapeuta, personal trainer, instrutora de Pilates e Body Balance. Trabalha também como formadora na Holmes Place Training Academy, no âmbito do Pilates, Personal Training Foundation Course, Plataformas Vibratórias e Ginástica Abdominal Hipopressiva.

 

 

 

 

A hipertensão arterial é considerada a principal patologia cardiovascular dos países desenvolvidos. É um dos principais fatores de risco para a doença arterial coronária, acidente vascular cerebral, doença renal crónica e insuficiência cardíaca.

A hipertensão, o diabetes, o cancro, a obesidade, as doenças cardiovasculares, a osteoporose e a depressão são categorizadas como doenças crónico-degenerativas, por provocarem a degeneração de todo o organismo (Haskell et al., 2007).

O exercício físico reduz a incidência da pressão arterial elevada, mesmo em indivíduos pré-hipertensos, bem como a mortalidade e o risco de doenças cardiovasculares (Becket et al., 2008). Se esta condição faz parte do seu dia a dia, venha descobrir quais os cuidados a ter com a prática de atividade física, bem como os exercícios mais adequados para si.

O QUE É A HIPERTENSÃO ARTERIAL?

A tensão arterial ou pressão arterial é a pressão que o sangue exerce sobre as paredes das artérias. Assim, a hipertensão arterial (HTA) é a pressão excessiva exercida nas paredes desses vasos.

Cada vez que o coração se contrai (sístole), o sangue é expelido através da artéria aorta, atingindo-se assim a pressão máxima. Em seguida, a pressão dentro das artérias desce à medida que o coração relaxa. A pressão mínima atingida é chamada de pressão diastólica (PAD). A pressão arterial varia em resposta às diferentes atividades e emoções.

FUNÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL (PA)

O coração trabalha como uma bomba que mantém o fluxo de sangue no nosso corpo permanentemente em circulação. Com o sangue são distribuídos, através das artérias, oxigénio (O2) e nutrientes. Para isso e para o refluxo de substâncias nocivas e de dióxido de carbono (CO2), é necessária uma certa pressão arterial.

Quando o esforço do coração para bombear o sangue aumenta ou os vasos se estreitam, a PA aumenta. A regulação da PA é feita através de impulsos nervosos e hormonas que atuam sobre o sistema cardiovascular (por exemplo, a adrenalina).

Leia o artigo completo, com os exercícios recomendados, na edição de maio 2019 (nº 294)


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Suplementos alimentares: a realidade em Portugal

Uma alimentação variada e equilibrada fornece todos os nutrientes necessários à manutenção da saúde. Será esta a realidade atual? E será que temos o cuidado de incluir na alimentação diária nutrientes que reforçam a nossa saúde?

 

Artigo da responsabilidade da Dra. Inês Veiga, Farmacêutica

 

A industrialização da alimentação humana e animal faz com que seja cada vez mais difícil acedermos a opções alimentares saudáveis. Talvez por este motivo, na última década, tem aumentado o interesse pelos temas relacionados com a nutrição, impulsionando assim o investimento a nível de investigação científica nesta área.

Atualmente, vários estudos identificam fatores que limitam o aporte adequado de determinados nutrientes protetores essenciais. Hoje, por exemplo, é reconhecido que as técnicas agrícolas intensivas reduzem o teor de selénio nos solos e, consequentemente, nos alimentos. Por  outro lado, estão também identificados fatores que conduzem a uma maior necessidade de ingestão, face aos valores de referência. O stress, o tabagismo, o consumo de álcool e alimentos processados, o facto de passarmos muitas horas em espaços com luz artificial, são alguns dos fatores que aumentam as exigências metabólicas.

Os alimentos, através dos nutrientes que os compõem, têm a capacidade de modular e  condicionar o funcionamento global do nosso organismo. É hoje consensual que uma alimentação equilibrada pode não ser suficiente para prevenir patologias cardiovasculares, neurodegenerativas, autoimunes, cancro, entre outras. Neste contexto, os suplementos alimentares assumem especial destaque, pois permitem aumentar o aporte dos nutrientes que exercem uma ação protetora.

Leia o artigo completo na edição de maio 2019 (nº 294)

 


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Manter-se fit depois dos 40

A partir dos 40 anos, o metabolismo começa a ficar mais lento e isso faz com que a perda de peso ou até a sua simples manutenção seja mais difícil. Porém, não significa que manter-se fit depois dos 40 seja impossível. Para que tal aconteça, é essencial que cada um de nós compreenda como é que o seu organismo reage, bem como os passos a dar para obter um emagrecimento saudável.

Artigo da responsabilidade do Dr. Alexandre Fernandes, Licenciado em Nutrição e Engenharia Alimentar; Terapeuta; Autor

A pele começa a perder a elasticidade, as rugas começam a surgir – uma ruga aqui, uma mancha de idade ali – e, de uma forma geral, o próprio corpo começa a ter uma aparência e uma estética diferente do antigamente, bem como a nível do seu funcionamento. Com o avançar da idade, o organismo produz menos hormonas, o que faz com que haja uma diminuição do metabolismo e um decréscimo da regeneração celular. Também é importante realçar que a pessoa começa a perder algum tecido ósseo e muscular. Por estas razões, o compromisso para ficar em forma é importante porque o exercício e a alimentação podem ajudar a manter ou construir ossos e músculos saudáveis.

IMPULSIONAR O METABOLISMO

Alterando a rotina diária dos exercícios realizados, qualquer pessoa pode impulsionar o seu metabolismo, fazendo-o queimar mais calorias e, desta forma, ajudar a ficar em forma. Existindo uma rotina de treino e bons esquemas de exercício físico – por exemplo, de circuito ou de resistência –, pode fazer aumentar o seu nível de aptidão e condição física, bem como desafiar o seu organismo a ter outras “formas” e “silhuetas”.

Os esquemas de treino devem envolver a realização de diferentes atividades numa sessão de treino. Alguns tipos de atividades são: a passadeira, a bicicleta, o remo, a elíptica e aulas de grupo (step, zumba, dança, aeróbica, etc).

Antes de começar a “mexer-se”, convém consultar o seu médico assistente para despistar algum tipo de patologia e obter uma aprovação para a prática de atividade física.

Para quem não pode frequentar um ginásio, então o ideal é começar por uma caminhada diária de 10 minutos e ir aumentando o tempo, até atingir os 45 minutos a 1 hora, com um passo rápido e sem interrupção. Vai ver que consegue e que vai sentir benefícios, tanto físicos como mentais e emocionais.

A roupa e o calçado são essenciais para uma boa prática desportiva, por isso não descuide estes acessórios. Lembre-se de levar sempre consigo uma garrafa de água quando vai fazer exercício.

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sexta-feira, 10 de maio de 2019

Hormonas e saúde: influência decisiva

Não há nenhum metabolismo no corpo que esteja independente da ação hormonal. As hormonas são, pois, fundamentais para a manutenção da saúde.

 

Artigo da responsabilidade da Dra. Ivone Mirpuri

Médica Patologista Clínica; Especialista em Medicina Antienvelhecimento, pela World Society of Anti-Aging Medicine; Especialista em Hormonologia, pela International Hormone Society; Certificação em Medicina Antienvelhecimento, pelo Cenegenics,  Nevada University, USA

 

 

 

 

 

Uma hormona é definida como uma substância que é produzida num determinado órgão, mas que exerce a sua ação à distância desse órgão e atuam ligando-se a “recetores” nas células. São importantes substâncias de que dependem todos os sistemas do nosso corpo, os quais deixam de funcionar eficazmente quando as hormonas escasseiam, algo que acontece ao envelhecermos.

UM PROBLEMA DAS MULHERES E DOS HOMENS

Com o processo de envelhecimento, os nossos níveis hormonais vão decaindo, à razão de 1 a 3% ao ano. Isto faz com que todos os sistemas e metabolismos do organismo comecem a deteriorar-se. O corpo começará a funcionar menos bem e a surgirem  as chamadas doenças degenerativas: tumores, perdas cognitivas, doença de Alzheimer, Parkinson, demências e, também, hipertensão, doenças cardiovasculares e diabetes.

Na menopausa, a mulher perde muitas das suas hormonas. Então, como podem as mulheres trabalhar mais uns 15 anos em média, quando a cabeça delas está “perdida, vazia, com falta de concentração, de memória”?! Nós, mulheres, que fomos exímias trabalhadoras, mães, gestoras do lar, educadoras dos filhos, que mil coisas conseguíamos fazer outrora e simultaneamente, ficamos sem vitalidade, sem energia, a sentirmo-nos envelhecer, quando ainda temos tanto que depende de nós e uma vida longa pela frente. Queremos viver com energia, vitalidade, mais saúde e menos doença.

E os homens, que outrora cheios de energia, ideias e criatividade, se sentem a esmorecer, aqueles que, com cargos de chefia, não tomam já as decisões mais acertadas, falta-lhes a memória, o entusiasmo, o planeamento futuro, a capacidade de pensar “mais além”, tornando-se uns “chefes insuportáveis”.

A idade pode-nos trazer sabedoria e compreensão ou tornar-nos egoístas, com pensamentos deturpados, tomada de más decisões e destruição de muitas famílias e de uma nação.

Efetuar o equilíbrio hormonal proporciona-nos a lucidez e saúde por mais tempo.

TRATAR AS CAUSAS

Compete a todas as especialidades esta visão e conhecimento. Pois em todos os sistemas se vão repercutir as deficiências hormonais relacionadas com a idade. E se o médico não estiver atento às queixas como possível sinal e sintoma de deficiência hormonal, vai tratar sintomaticamente este utente, em vez de poder ter tratado as causas.

Não há nenhum metabolismo no corpo que esteja independente da ação hormonal. As hormonas são, pois, fundamentais para a manutenção da saúde.

Mas para que elas funcionem bem, para que as células possam receber a sua “sinalização”, nada se consegue sem ter em atenção os cinco pilares da saúde antienvelhecimento, sobre os quais se deve apoiar toda a ação médica: alimentação, exercício físico, suplementação alimentar, modulação hormonal e estilos de vida saudáveis.

O médico deveria ter tempo para elucidar o doente em todos estes campos, ou apoiar-se em quem o possa ajudar, para que tudo funcione bem. Há que pensar que  o corpo é bioquímica na sua essência, por isso, todos os médicos devem ter conhecimento aprofundado de bioquímica, fisiologia e fisiopatologia.

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Diabetes: como se caracteriza e combate esta pandemia?

A forma mais comum da doença está intrinsecamente associada à aquisição de hábitos de vida que conduzem ao excesso de peso e à obesidade, designadamente a alimentação hipercalórica e o sedentarismo. É a estes dois níveis que importa atuar, quer na população em geral, quer na população com risco aumentado de desenvolver diabetes.

Artigo da responsabilidade do Dr. Rui Duarte, Médico diabetologista; Presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia

 

 

 

Em 2017, havia 451 milhões de pessoas, com mais de 18 anos, portadoras de diabetes em todo o mundo. As estimativas apontam para que, até 2045, 693 milhões de pessoas vivam com esta doença. Estima-se que 49,7% das pessoas que vivem com diabetes não estejam diagnosticadas e 374 milhões de pessoas tenham intolerância à glicose, o que significa que estão em risco elevado de desenvolverem diabetes em anos próximos.

Os gastos globais em saúde com pessoas com diabetes foram estimados em 850 mil milhões de dólares em 2017, segundo o Atlas de Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF).

Nos últimos dez anos, na Ásia, nomeadamente na China e na Índia, deu-se uma “explosão” na prevalência da diabetes. Potencialmente, porque estes países passaram da fome para uma relativa abundância de oferta em produtos alimentares processados e em tecnologia moderna.

Será em África e na América Latina que irá aumentar mais a prevalência da diabetes nos próximos anos, segundo a Federação Internacional de Diabetes. Em tribos indígenas americanas, confinadas às suas reservas, a prevalência da diabetes chega aos 40-45% e, em algumas ilhas do Pacífico e nos países árabes, em geral, a prevalência da diabetes atingirá 20% da população.

SITUAÇÃO EM PORTUGAL

Em Portugal, de acordo com os dados do Relatório Anual do Observatório Nacional da Diabetes, no ano de 2015, estimava-se a existência de 591 a 699 novos casos por dia. A prevalência estimada desta patologia na população portuguesa, com idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos, é de 13,3%, o que significa que mais de um milhão de portugueses neste grupo etário tem a patologia e que, além disso, dois milhões de pessoas têm pré-diabetes. A prevalência da diabetes, nomeadamente da diabetes tipo 2, na idade adulta é, assim, muito elevada.

Qualquer número acima dos 10% já é preocupante e coloca-nos entre os países ocidentais com a maior taxa da doença. Claro que, quando se aponta para uma prevalência de cerca de 13,3% no Observatório Nacional da Diabetes, estamos a contar, também, com os casos ainda por diagnosticar (a diabetes é, muitas vezes, assintomática, nos estádios iniciais). Mas a prevalência da diabetes conhecida e autorreportada no último Inquérito de Saúde já atingia os 9,8%, o que mostra um número muito elevado de portugueses já com a doença diagnosticada.

Nas pessoas com mais de 60 anos, em particular, temos uma prevalência próxima dos 30% de diabetes. No entanto, isto não significa que a diabetes seja uma doença da senioridade, pois hoje assistimos a muitos casos de diabetes tipos 2 que ocorrem mais cedo, aos 30-40 anos.

Leia o artigo completo na edição de maio 2019 (nº 294)

 


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