Nutricionista, formada na USP. Amo ter uma vida mais saudável, emagrecimento saudável é o meu foco. Amo viajar, dançar, NetFlix e fazer uma social com os amigos. Cachorro, vinho tinto e alface.
segunda-feira, 8 de julho de 2019
Férias sem contratempos
O verão é tempo de férias, viagens, sol e praia, de total descontração e, muitas vezes, também de alguns excessos. Por isso, nunca é demais prevenir os eventuais problemas de saúde típicos da estação: não deixe que uma estúpida insolação ou uma inesperada diarreia arruínem as suas férias. E há ainda outros perigos à espreita…
Dos grandes problemas característicos do verão destacam-se os provocados pelo Sol. De facto, são muito frequentes os casos de queimaduras solares, mais ou menos graves, durante esta época do ano. É que, embora apanhar sol seja benéfico para os ossos e para a pele, pois tem um efeito favorável em casos de acne, psoríase e alguns tipos de eczemas, as exposições prolongadas são inegavelmente prejudiciais.
Mas apesar das reiteradas advertências dos especialistas sobre a comprovada relação entre as exposições prolongadas aos raios solares e o aumento da incidência do cancro de pele, persiste o empenho de muitos em conseguir um bronzeado perfeito, no menor tempo possível.
O bronzeado é uma resposta defensiva da pele. A sua cor depende do nível de melanina; se a pele não está dotada de proteção suficiente, produzem-se as queimaduras. É por isso que os especialistas recomendam apanhar sol em pequenas quantidades e progressivamente, utilizando, nos primeiros dias, um fator de proteção mais elevado, sobretudo no caso de peles muito sensíveis e quando se trata de crianças e idosos. Fazendo as coisas corretamente, demora-se entre 15 e 20 dias para conseguir o bronzeado; tentá-lo em menos tempo é expor-se ao risco de queimaduras na pele e, com o passar dos anos, de algo mais grave…
Passar demasiado tempo ao Sol pode, ainda, provocar insolação, sobretudo nas crianças. Os primeiros sintomas são: cefaleias intensas, febre, vómitos, vertigens e até convulsões. Quando se deteta uma insolação, há que afastar a pessoa do Sol, deitá-la e aplicar-lhe panos de água fria; se a pessoa não perdeu a consciência, há que fazê-la tomar bebidas frias, com um pouco de sal, para evitar a desidratação. É obrigatório consultar o médico.
Regras elementares
Para “saborear” o Sol de forma saudável, há que ter em conta algumas regras elementares. Assim, não se devem ingerir alimentos pesados, antes de apanhar banhos de sol; é aconselhável, isso sim, beber muitos líquidos, ao longo do dia.
Por outro lado, não é recomendável apanhar muito sol quando se está a seguir um regime alimentar restritivo, já que pode dar lugar a estados de fadiga. Isto porque, quando se leva a cabo uma dieta de emagrecimento, pode produzir-se uma carência em certas vitaminas, como a C e a D, carência esta que provoca fragilidade cutânea.
Para um excelente bronzeado, recomendam-se as vitaminas A e D, que se encontram abundantemente no peixe, nos ovos, nos produtos lácteos, nas frutas frescas e nos vegetais crus, assim como nos frutos secos.
Intoxicação alimentar
Por muito que se alerte para o risco das intoxicações alimentares, durante o verão, por muito que a Organização Mundial de Saúde estabeleça normas sobre manipulação, conservação e consumo de alimentos, a diarreia continua a ser o problema de saúde que mais afeta a veraneantes.
A profusão de quadros diarreicos deve-se a duas causas principais: às mudanças nos hábitos alimentares e à incidência negativa das temperaturas elevadas, próprias da época, sobre a conservação dos alimentos.
Há dois tipos de diarreia: com febre e sem febre. A primeira é provocada, habitualmente, pela bactéria Salmonella e tem como primeiros sintomas, para além da febre elevada, mal-estar, dores abdominais e a diarreia propriamente dita, com fezes que são inicialmente viscosas, tornando-se, depois, líquidas.
A Salmonella encontra-se, fundamentalmente, nos ovos, nas carnes, nos peixes e nos mariscos, nos alimentos crus, na água e no leite. Desde que a bactéria se introduz no organismo até que se manifestam os seus efeitos, costumam decorrer entre 6 a 24 horas. Logicamente, há que acorrer, de imediato, ao médico ou a um serviço de urgência.
Por sua vez, as diarreias sem febre podem ser provocadas por numerosos gérmenes, entre os quais se destacam, pela sua gravidade, os estafilococos. A afeção deve-se à contaminação dos alimentos por uma toxina produzida pelo dito gérmen. O início destas diarreias é repentino e muito agudo e as fezes são líquidas desde o primeiro momento. A toxina pode encontrar-se nos produtos lácteos, no fiambre ou nas conservas. Os sintomas aparecem pouco tempo após a ingestão da comida contaminada e prolongam-se durante algumas horas.
Leia o artigo completo na edição de julho/agosto 2019 (nº 296)
Férias sem contratempos publicado primeiro em https://saudebemestar.com.pt/
Sexo é saúde
A energia sexual desperta no verão! Aproveite o acordar das hormonas para trazer o sexo à ribalta da sua vida. Este dossier é uma verdadeira consulta de Sexologia, onde fazemos um diagnóstico ao papel dos afetos, à diminuição do desejo, ao peso da rotina, aos tabus e aos preconceitos. Porque sexo é saúde, tanto física como mental.
O sexo está cada vez mais presente em tudo o que nos rodeia. Quebraram-se barreiras e preconceitos, desfizeram-se mitos e tabus. Liberalizaram-se uniões de facto e casamentos homossexuais. O erotismo invade a televisão, o cinema, a publicidade e a imprensa. Atualmente, é normal falar abertamente dos problemas e das dificuldades, de como potenciar o prazer ou abraçar novas experiências, de como prevenir riscos; em síntese, hoje, é possível abordar a questão sexual nas suas múltiplas vertentes e em toda a sua plenitude. E ainda bem, porque o sexo é saúde, tanto física como mental.
APROVEITE O VERÃO
O verão, juntamente com as férias, são ingredientes que propiciam uma atividade sexual compensadora. Esta é, comprovadamente, a época do ano em que a sexualidade está mais exacerbada, devendo ser aproveitada para cultivar cumplicidades e a intimidade no casal, melhorando a sua qualidade de vida em comum.
As fantasias e a imaginação eróticas podem e devem ser partilhadas entre parceiros sexuais, sendo igualmente importante tirar partido e até rir de dificuldades pontuais, o que contribui para a aproximação do casal.
INSTRUMENTO TERAPÊUTICO
A prática sexual é, de acordo com os especialistas, um instrumento terapêutico poderoso e insubstituível. Para começar, o sexo é um remédio muito bom contra as insónias – a seguir a fazer amor adormece-se melhor –, melhora o humor e a autoestima, ativa a circulação sanguínea e estimula o coração. Além disso, o sexo pode contribuir para o emagrecimento: de acordo com alguns especialistas, amor ardente e prolongado pode queimar até 300 calorias.
O prazer sexual contribui para um melhor equilíbrio hormonal na mulher, contribuindo, assim, para regular os ciclos de menstruação e permitindo que esta seja menos dolorosa. Uma atividade sexual regular ajudará ainda, segundo estudos, a prevenir o cancro do útero.
O CORAÇÃO PALPITA!
Falar de sexo é falar também de carinho e carícias. Sendo isto tão óbvio, poder-se-á não reparar que as carícias estimulam os centros nervosos, descongestionando os músculos e favorecendo a produção de hormonas sexuais femininas – os estrogénios – que facilitam a irrigação e o estímulo da pele.
Outra consequência da prática sexual para o organismo humano é a oxigenação do sangue e a dilatação das artérias, que resultam de um maior ritmo cardíaco. Quando nos apaixonamos, o coração bate mais rápido, palpita! Talvez por isso se tenha associado o coração às paixões. Não admira, pois, que fiquemos mais jovens, mais bonitos, mais bem dispostos, mais saudáveis…
Leia o artigo completo na edição de julho/agosto 2019 (nº 296)
Sexo é saúde publicado primeiro em https://saudebemestar.com.pt/
quarta-feira, 3 de julho de 2019
domingo, 30 de junho de 2019
quinta-feira, 27 de junho de 2019
Conheça curiosidades sobre a doação de sangue - em CLÍNICA GERAL
Conheça curiosidades sobre a doação de sangue - em CLÍNICA GERAL publicado primeiro em https://vivasaude.digisa.com.br/
9 dicas para um verão mais amigo do ambiente
Com o bom tempo, aumentam o número de passeios, as idas à praia, os jantares com amigos, a participação em eventos outdoor e as atividades de férias. Para ajudar a população a ter um comportamento mais amigo do ambiente, em particular nesta altura do ano, tanto dentro como fora de casa, aqui fica um conjunto de dicas.
POUPAR O AMBIENTE EM CASA
- Poupe água
Apesar de 75% da superfície coberta do Planeta ser constituída por água, apenas 3% dela é potável, por isso, é essencial poupá-la.
Sabia que 240 litros de água perdem-se pelo cano se tomar banho e lavar o cabelo com a torneira sempre aberta? Se fechar a torneira para se ensaboar, gasta apenas 80 litros. No verão, opte por banhos mais rápidos e, sempre que a água não esteja a ser utilizada, feche a torneira.
Para não desperdiçar a água limpa do banho, enquanto esta aquece, coloque-a num depósito para que possa depois ser utilizada, por exemplo, para regar as plantas do jardim ou da varanda. E, enquanto se está a ensaboar, mantenha a torneira fechada.
- Estenda a roupa no exterior
A máquina de secar roupa é hoje um dos eletrodomésticos mais utilizados para facilitar as tarefas domésticas, mas do ponto de vista económico, ambiental e em termos de eficácia não existe melhor alternativa do que o estendal tradicional. Aproveite o bom tempo e deixe secar a sua roupa ao ar livre. Desta forma, poupa energia, contribui para que não sejam emitidos gases com efeito de estufa e, além disso, os raios ultravioletas têm um poder desinfetante dos tecidos. Só vantagens a ter em conta!
- Recupere materiais para decorar a varanda ou terraço
O bom tempo convida a usufruir de espaços, como o terraço ou a varanda. Sem gastar muito dinheiro, aproveite para dar uma nova vida aos seus móveis antigos e coloque-os no exterior. Se optar por mobiliário novo, existe já uma oferta alargada feita a partir de materiais 100% reciclados.
- Separe as embalagens em casa
Depois dos momentos à mesa, apenas para si ou partilhados com amigos e família, não se esqueça de colocar todas as embalagens usadas no ecoponto adequado. Por exemplo, as embalagens de take-away, que na maioria são compostas por alumínio ou plástico, devem ser colocadas no ecoponto amarelo; o mesmo destino deverão ter as embalagens de bebidas, como as latas de cerveja ou refrigerantes, as garrafas de plástico ou os pacotes de leite.
Sabia que cada 100 toneladas de plástico reciclado evitam a extração de uma tonelada de petróleo? Ou que o alumínio obtido a partir de embalagens usadas consome apenas 5% da energia necessária na produção de alumínio a partir de matérias-primas minerais?
Já as garrafas de vidro devem ser enviadas para o ecoponto verde, de forma a que possam dar vida a outras garrafas no futuro, poupando recursos. Sabia que a energia poupada pela reciclagem de uma garrafa de vidro é suficiente para manter acesa uma lâmpada de 100 watts durante 4 horas?
POUPAR O AMBIENTE FORA DE CASA
5. Use a bicicleta
Se está a pensar fazer um programa diferente em família na sua cidade, opte por um passeio de bicicleta. Além de fazer exercício, esta é uma excelente opção em termos ambientais, já que não produz qualquer tipo de poluição, bem como uma oportunidade para conhecer Portugal de uma forma única. De Norte a Sul, junto ao mar ou no campo, existem mais de duas centenas de circuitos para pedalar e descobrir o nosso país através de uma alternativa amiga do ambiente.
6. Dê descanso a tudo, menos à reciclagem
Uma ida à praia, um festival, as férias, um piquenique ou um passeio. São alguns dos exemplos de programas para os dias mais quentes, que passamos fora de casa. Na impossibilidade de encontrar ecopontos nesses locais, transporte consigo um saco e, logo que possível, coloque cada embalagem no devido lugar.
São hábitos simples, mas que têm um grande impacto no Planeta. Por isso, mesmo em tempo de férias, não dê descanso à reciclagem. Se for de férias para fora da sua cidade, de certeza que existirá um ecoponto próximo – o Sistema Ponto Verde abrange 100% do território nacional, com mais de 43 mil ecopontos em todo o País
7. Proteja a praia
Nas idas à praia, lembre-se que este é um espaço público e natural, mas onde é possível fazer a reciclagem. Leve sacos pequenos para separar os resíduos produzidos e, à saída, coloque-os nos respetivos ecopontos.
As beatas também não devem ficar na areia: estas não são biodegradáveis e em muitas praias já há cinzeiros portáteis disponíveis, que pode levar consigo para as colocar e depois devolver, antes de ir para casa.
8. Separe, mesmo que na rua
Vai pela rua a beber o resto da água que lhe sobrou do almoço ou, na paragem do autocarro, termina um pacote de sumo ou de bolachas. Se em casa colocaria estas embalagens no ecoponto amarelo, porque não manter este hábito fora de casa?
Não se esqueça de que uma lata de bebida pode ser infinitamente reciclada.
9. Recicle em festivais, feiras e romarias
Já sabe em que eventos vai marcar presença neste verão? Seja em feiras, romarias ou festivais de música, não se esqueça de juntar a reciclagem à festa. Depois de se refrescar com uma bebida, coloque o copo, a garrafa ou a lata no ecoponto amarelo que certamente haverá no recinto. Todos os anos Portugal recebe centenas de artistas e de espetáculos. Com todos os aspetos positivos associados a estas iniciativas, não podemos esquecer os impactos ambientais, como a produção de resíduos, pelo que a ajuda de todos é preciosa para tornar os eventos mais sustentáveis.
Fonte: Sociedade Ponto Verde
9 dicas para um verão mais amigo do ambiente publicado primeiro em https://saudebemestar.com.pt/