segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Suplementos para seniores: vitaminas e minerais protetores

Numerosas investigações comprovam que a toma diária de suplementos de vitaminas e minerais especificamente formulados para adultos com mais de 55 anos pode contribuir para a maior proteção do sistema imunitário desta população.

 

Nas próximas décadas, as pessoas mais velhas representarão uma percentagem crescente da população. É importante termos consciência de que aumenta o risco de problemas de saúde à medida que envelhecemos.

Felizmente, um acervo cada vez mais vasto de trabalhos de investigação mostra-nos que uma nutrição adequada e o consumo de suplementos de vitaminas e minerais permitem reduzir os problemas de saúde e prolongar o número de anos de vida saudável da população sénior.

A toma diária de um suplemento de vitaminas e minerais, especificamente formulado para adultos com mais de 55 anos, pode contribuir para a maior proteção do sistema imunitário desta população, nomeadamente em tempo de gripes e constipações.

Em artigos publicados no Journal of the American Medical Association, recomenda-se que os seniores tomem um suplemento multivitamínico diário, para satisfazerem as suas necessidades em vitaminas. A investigação confirma que os idosos se defrontam com um risco acrescido de carência de vitaminas e que o consumo inadequado de várias vitaminas e sais minerais tem sido associado a doenças crónicas, incluindo a doença cardíaca, o cancro e a osteoporose.

Segue-se um resumo de diversos trabalhos de investigação, onde se demonstra o efeito benéfico de um consumo adequado de vitaminas e sais minerais para as doenças crónicas frequentemente associadas ao envelhecimento.

Doença de Alzheimer e funcionamento cognitivo

A doença de Alzheimer é uma doença degenerativa do cérebro, que pode levar uma pessoa a esquecer-se de acontecimentos ou tarefas familiares recentes. O risco da doença de Alzheimer aumenta com a idade.

Certos nutrientes, como os antioxidantes e as vitaminas do grupo B, desempenham um importante papel no funcionamento saudável do cérebro. A presença de um elevado nível de antioxidantes no sangue é associada ao melhor desempenho da função mental, incluindo a memória.

Uma dieta rica em antioxidantes pode proporcionar proteção contra a doença de Alzheimer e atrasar a evolução em pessoas previamente diagnosticadas como sofrendo da doença.

A vitamina B12 e o folato podem ter efeitos benéficos para as capacidades cognitivas em geral. A presença no sangue de níveis baixos de folato e de vitamina B12 e níveis elevados de homocisteína têm sido associadas a uma incidência mais elevada da doença de Alzheimer.

Um suplemento multivitamínico que inclua as vitaminas C, B6, E e D, o ácido fólico e sais minerais, como ferro, zinco e selénio, pode melhorar a função mental e até atrasar o aparecimento da doença de Alzheimer.

Antioxidantes, fitoquímicos e prevenção da doença ocular

À medida que uma percentagem significativa da população vai envelhecendo, aumenta a incidência das doenças oculares associadas à idade. Dois dos problemas oculares predominantes que afetam as pessoas com mais de 60 anos são a degenerescência macular relacionada com a idade (DMRI) e as cataratas.

Os antioxidantes, em particular a luteína carotenoide, podem prevenir a degenerescência macular e a formação de cataratas.

Tem-se demonstrado que as vitaminas C e E e os carotenoides atrasam o aparecimento de problemas de visão relacionados com a idade, como as cataratas e a degenerescência macular.

Nutrientes e função imunitária

À medida que uma pessoa envelhece (depois dos 55 anos), a sua resposta imunitária começa a enfraquecer. Um sistema imunitário enfraquecido pode aumentar o risco e a gravidade das infeções.

O consumo de suplementos com zinco, selénio e antioxidantes (vitamina E e betacaroteno) pode melhorar a função imunitária e reduzir a incidência de doenças infecciosas.

Leia o artigo completo na edição de janeiro 2020 (nº 301)


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Comer bem para envelhecer com saúde

A ADOÇÃO DE HÁBITOS ALIMENTARES SAUDÁVEIS PODE TER UM CONTRIBUTO IMPORTANTE NA DIMINUIÇÃO DO RISCO DE VÁRIAS PATOLOGIAS ASSOCIADAS AO ENVELHECIMENTO, PROMOVENDO UMA MAIOR LONGEVIDADE E, SOBRETUDO, UMA MELHOR QUALIDADE DE VIDA, COM MAIS AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA.

 

Artigo da responsabilidade da Dra. Sofia Oliveira Pinto, Nutricionista na Clínica de Estética e Medicina Integrativa da Liga (CEMIL), Parceira Fitness Hut – Grupo VivaGym

O envelhecimento é um processo natural e dinâmico que se caracteriza por um conjunto de alterações fisiológicas, funcionais e psicológicas com potencial impacto no estado nutricional. A título de exemplo, com o avançar da idade é frequente surgirem problemas de dentição e mastigação, diminuição das capacidades sensoriais (como o paladar, a visão e/ou o olfato), alterações gastrointestinais e patologias de ordem mental e psiquiátrica (como a demência), que podem condicionar a ingestão alimentar e, consequentemente, comprometer o estado nutricional.

NECESSIDADES ESPECÍFICAS

Em virtude destas alterações, os idosos apresentam necessidades energéticas e nutricionais específicas, cujo alcance é fundamental para a otimização do seu estado nutricional. Se, por um lado, as necessidades energéticas são, geralmente, menores (pela menor prática de atividade física e consequente redução da massa muscular), as necessidades de vitaminas e minerais mantêm-se inalteradas ou, em alguns casos, aumentam, devido a uma menor capacidade de absorção e/ou utilização eficaz por parte do organismo do idoso. Destacam-se os seguintes micronutrientes:

Cálcio – A ingestão de níveis adequados deste mineral é importante para contrariar a diminuição da massa óssea e o aumento da incidência de fraturas associadas ao envelhecimento. As principais fontes alimentares de cálcio são os laticínios, os hortícolas de folha verde escura, as sardinhas enlatadas, as amêndoas e o feijão;

Vitamina D – Esta vitamina distingue-se de todas as outras pela particularidade de ser produzida pelo organismo humano mediante a ação da luz solar sobre a pele. No entanto, com o envelhecimento verifica-se uma diminuição da capacidade de síntese desta vitamina por parte dos tecidos. O fígado de peixe e respetivos óleos, os peixes gordos (como o salmão, o arenque, o atum, a sardinha e a cavala) e a gema de ovo são as principais fontes alimentares desta vitamina;

Vitaminas do complexo B – O folato e as vitaminas B6 e B12 são particularmente importantes pela sua relação inversa com a homocisteína, um aminoácido cujos níveis séricos aumentam com a idade. Níveis elevados de homocisteína no sangue constituem um fator de risco para o desenvolvimento de algumas doenças, nomeadamente doenças cardiovasculares e Alzheimer. Os cereais e derivados pouco refinados, as leguminosas (como o feijão, grão, favas, ervilhas, lentilhas), os frutos gordos (como a noz, avelã, amêndoa, caju) e o fígado são simultaneamente boas fontes de ácido fólico e de vitamina B6. Já a vitamina B12 está presente nas vísceras, carnes, marisco, ovos e nos lacticínios.

Leia o artigo completo na edição de janeiro 2020 (nº 301)

 


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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Sono: uma visão integrada na clínica Sleeplab

O sono é um estado de repouso fundamental para o ser humano. É indispensável para o desenvolvimento do cérebro, da memória e de outras funções do organismo – capacidade de aprender, memorizar, tomar decisões e fazer escolhas lógicas. Para além disso, reforça as defesas do sistema imunitário, ajuda a combater processos malignos, a prevenir infeções e a evitar doenças.

Impacto do sono da saúde

A organização Centers for Disease Control and Prevention (CDC), uma das mais prestigiadas organizações mundiais de saúde, declarou a existência de uma epidemia de privação de sono nos países industrializados.

Dormir menos de seis ou sete horas por noite, de forma repetida, destrói o sistema imunitário e aumenta exponencialmente o risco de ter cancro. O sono insuficiente é também um dos fatores de estilo de vida que pode determinar  o desenvolvimento da doença de Alzheimer. As perturbações do sono contribuem ainda para condições psiquiátricas relevantes, nomeadamente depressão, ansiedade e tendência suicida.

Para além disto, dormir pouco aumenta a concentração de uma hormona que produz a sensação de fome e suprime a produção de outra hormona que indica saciedade, o que contribui para aumentar o risco de  obesidade.

Perturbações do sono

Existem dezenas de perturbações do sono, das quais se destacam a insónia, a apneia do sono e a hipersónia.

A insónia é o distúrbio do sono mais frequente no adulto, podendo apresentar-se na forma aguda (duração inferior a três meses) ou crónica (duração superior a três meses). Quem sofre de insónia pode apresentar dificuldade em iniciar o sono (insónia inicial), sendo esta a queixa mais frequente. No entanto, existem outras formas de insónia, igualmente perturbadoras, como a dificuldade em manter o sono (insónia intermédia), a dificuldade em dormir até à hora pretendida (insónia terminal) ou, com menor frequência, uma sensação inespecífica de sono não reparador.

Apesar de afetar até cerca de 50% da população, a insónia continua a ser pouco diagnosticada e pouco acompanhada por profissionais competentes. O crescente consumo de “medicamentos para dormir” é cada vez mais preocupante, uma vez que pode mascarar e dificultar o diagnóstico de insónia e das patologias associadas.

A apneia do sono é outra perturbação do sono que tem vindo a receber atenção crescente pela comunidade médica, tendo sido inclusivamente abordada noutro artigo desta revista. A sua associação a várias doenças, como a hipertensão arterial, a diabetes mellitus, o acidente vascular cerebral (AVC), o enfarte agudo do miocárdio e arritmias cardíacas tornam esta doença particularmente preocupante. Existe, também, uma forte associação entre a apneia do sono e a disfunção erétil, razão pela qual alguns especialistas recomendam o rastreio de apneia de sono em doentes diagnosticados com esta patologia.

A sonolência diurna excessiva (ou hipersónia) caracteriza-se pela incapacidade da pessoa permanecer acordada ou alerta durante os principais períodos do dia, traduzindo-se em sonolência e períodos de adormecimento incontroláveis e não intencionais. Esta pode ser resultado de outras patologias, como a apneia do sono, mas também do uso de medicamentos. Excluídas estas causas, é necessário considerar a possibilidade de uma hipersónia primária, sendo o exemplo mais típico a narcolepsia.

Existem, ainda, outras perturbações do sono que importa diagnosticar e tratar, entre as quais se destacam as alterações do ciclo sono-vigília (como por exemplo o jetlag), e as parassónias, vulgarmente conhecidas como sonambulismo.

Abordagem multidisciplinar

Segundo o Dr. Tiago Sá (diretor clínico da clínica Sleeplab, pneumologista com certificação internacional em medicina do sono), as perturbações do sono continuam a ser pouco diagnosticadas e pouco acompanhadas por profissionais qualificados. Este defende que o diagnóstico é um passo fundamental, salientando que existem diversos tratamentos capazes de proporcionar uma melhoria significativa da saúde e qualidade de vida dos doentes. Segundo o mesmo, a abordagem deverá passar por uma equipa multidisciplinar, pois só com esta se podem construir soluções adequadas a cada doente em particular.

É com base nestas premissas que nasce a clínica Sleeplab – uma clínica médica dedicada ao diagnóstico e tratamento de distúrbios do sono, que se distingue por centralizar conhecimentos, recursos e meios de diagnóstico que auxiliam de forma rigorosa a identificação e tratamento de distúrbios do sono.

A Sleeplab dispõe de uma equipa multidisciplinar que conta com médicos de áreas fundamentais para a abordagem das doenças do sono, nomeadamente: Pneumologia, Neurologia, Psiquiatria, Medicina Interna, Otorrinolaringologia e Cardiologia. A equipa aposta na permanente atualização de conhecimentos e competências, sendo esta uma das prioridades da direção e corpo clínico. Todos os equipamentos utilizados são de última geração, proporcionando a realização de diagnósticos precisos e de tratamentos adequados.

 

Destaque

10 sinais e sintomas a ter em conta 

  1. Ressonar
  2. Apneias noturnas
  3. Excesso de peso
  4. Pescoço largo
  5. Sono agitado
  6. Insónia
  7. Sonolência diurna
  8. Cansaço
  9. Dificuldade de concentração
  10. Irritabilidade

 

Destaque

5 Conselhos para dormir melhor 

  1. Tenha uma rotina – adormecer e acordar em horários regulares ajuda o organismo a perceber quando é hora de dormir e melhora a qualidade do sono;
  2. Faça exercício físico – Exercitar-se nas primeiras horas do dia reduz os níveis de stress e ansiedade, promove uma sensação de bem-estar durante todo o dia e melhora a qualidade do sono;
  3. Evite o consumo de cafeína ou bebidas estimulantes a partir da hora do almoço;
  4. Evite o consumo de tabaco e bebidas alcoólicas, particularmente nas duas horas antes de se deitar;
  5. Não use dispositivos electrónicos 45 minutos antes da hora de dormir – A luz dos écrans estimula o estado de alerta e dificulta o início do sono.

 

Saiba mais em: www.sleeplab.pt

Ou visite em:  Rua Dom António Ribeiro nº7 – Loja D,1495-049, Algés

Email: geral@sleeplab.pt

Tlf: +351 214 180 317

Whatsapp: +351 927 557 502.

 

 

 


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Perturbações do sono: como tratar?

O SONO É UM REGENERADOR DO ORGANISMO E QUAISQUER FATORES QUE O PERTURBEM VÃO INDUZIR DESEQUILÍBRIO E DOENÇA, QUE DEVE SER TRATADA COM O MESMO CUIDADO E ATENÇÃO QUE QUALQUER OUTRA PATOLOGIA.

Artigo da responsabilidade do Dr. Arnaldo Matos, médico otorrinolaringologista, Hospital da Lapa, Porto

É um tema apaixonante e controverso, uma vez que várias especialidades médicas disputam a primazia de tratar e investigar patologias como a roncopatia, a apneia e outras perturbações do sono. Sendo muitas vezes “territórios de fronteira“, facilmente se reclamam como mais aptos ou preparados para a resolução do problema.

Assim, a Otorrinolaringologia, a Pneumologia e a Psiquiatria, por razões diversas, mas muitas vezes coincidentes, tratam estas patologias.

Idealmente, deve haver sintonia de esforços, para um correto diagnóstico e tratamento.

SINTOMAS A TER EM CONTA

Quando alguém suspeita de uma perturbação do sono, sua ou de um familiar, deve consultar o médico de família para uma avaliação do problema, pois este saberá indicar o especialista a consultar.

Os sintomas de alarme são vários, mas devemos ter em atenção os mais comuns e os que melhor ilustram estas doenças, porque na verdade qualquer alteração da arquitetura normal do sono produz doença.

O ressonar, por si só, não é doença, mas se mudar o padrão de ronco, frequência e altura pode ser sinal de patologia.

Um sono agitado, insónias ou hipersonolência e sudação excessiva durante a noite seguramente devem ser encarados com seriedade e esclarecidas as causas.

Nas crianças, além dos sintomas referidos, podem surgir irritabilidade, mau rendimento escolar e enurese noturna (urinar na cama).

Um sintoma muito importante é a apneia, período durante o qual a respiração para durante o sono, mais de 10 segundos.

Sintomas e sinais mais discretos são a fadiga e cansaço diurno, especialmente matinal, a tendência para adormecer facilmente em situações pouco usuais, como a ler, a conduzir, enquanto espera numa repartição pública, por exemplo.

Alterações do humor e da capacidade de concentração, e mesmo diminuição da atividade sexual, podem todos ser consequências de alterações do sono.

O excesso de peso, o consumo de álcool e as drogas – como, por exemplo, os tranquilizantes – agravam e podem desencadear a doença.

Nos casos mais graves, as perturbações do sono podem surgir e agravar doenças como a hipertensão arterial, arritmias cardíacas, refluxo gastroesofágico e um sem número de outras complicações, incluindo enfarte de miocárdio e acidente vascular cerebral.

Se estes sintomas surgem, particularmente a apneia, o paciente deve ser orientado para avaliação clínica.

ESTUDO CLÍNICO

O especialista em Otorrinolaringologia vai obter a história clínica, usando questionários que estão estandardizados, e desde logo fica com uma perceção do problema.

Ao realizar o exame físico, para além do peso e altura, deverá medir o perímetro do pescoço e examinar o nariz, boca, faringe e laringe, para poder perceber o local de colapso das vias aéreas superiores causadoras da obstrução que determina a apneia.

Para o estudo do sono, o “golden standard” é a polissonografia, isto é, um exame em que vão ser monitorizados vários parâmetros: número de apneias e hipopneias (períodos em que há esforço para ventilar, com redução entre 30 a 90%, que dura mais de 10 segundos, diminuição da saturação do oxigénio maior ou igual a 3% e/ou período de despertar no eletroencefalograma), movimentos das pernas, movimentos do tórax, eletroencefalograma (monitorização das características do sono) e saturação do oxigénio.

Depois de interpretado o exame, pode ser programado o tratamento mais adequado para a patologia e para o paciente em questão.

Leia o artigo completo na edição de janeiro 2020 (nº 301)


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Largue o tabaco!

Numerosos estudos, em todo o mundo, já demonstraram que o consumo de tabaco é responsável pelo aparecimento e desenvolvimento de doenças graves. São conhecidas três dezenas de patologias diferentes que têm o tabaco como foco de desenvolvimento, entre elas o cancro do pulmão, a bronquite e os enfisemas.

 

A nicotina é considerada a grande responsável pela dependência tabágica, ao criar no fumador níveis de habituação tendencialmente mais elevados. O consumo de tabaco é um problema que afeta cada vez mais pessoas, sendo responsável por 10 a 15% da mortalidade, em geral. O número de fumadores assume proporções assustadoras, aproximando-se dos mil milhões, em todo o mundo. Na Europa, o fumo do tabaco é responsável por quase dois milhões de mortes anuais.

Em Portugal, as estatísticas indicam que cerca de 20% da população portuguesa é fumadora, numa proporção de três homens por cada mulher. É um facto que os homens têm vindo a fumar cada vez menos, embora ainda sejam os mais fumadores. Por outro lado, a taxa das mulheres fumadoras tem vindo a aumentar.

O cancro é a segunda causa de morte em Portugal e, dos vários tipos de cancro que contribuem para este ranking fatal, o cancro do pulmão e outros cancros relacionados com o consumo do tabaco são os seus principais contribuidores. De acordo com um relatório do Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo, uma pessoa morre a cada 50 minutos, em Portugal, vítima de doenças relacionadas com o hábito tabágico.

O consumo global de cigarros tem vindo a aumentar, desde que os cigarros manufaturados foram introduzidos no início do século XX. E o número de fumadores irá crescer, sobretudo, devido ao aumento da população mundial. Os cigarros matam cerca de metade dos indivíduos que fumam durante a sua vida. Metades desses morrerão entre os 35 e os 69 anos.

Nenhum outro produto de grande consumo tem um tão elevado nível de perigosidade como os cigarros, superando o número de mortes provocado pela SIDA, drogas, acidentes de viação, homicídios e suicídios.

Iniciação na adolescência

A grande maioria dos fumadores inicia o consumo de tabaco na adolescência. Na União Europeia, o pico da iniciação tabágica ocorre entre os 13 e os 15 anos. Atualmente, a experimentação e uso de cigarros, incluindo os eletrónicos e outros produtos de tabaco, pelos adolescentes e jovens está a sofrer um crescimento exponencial. Mais de metade dos jovens que experimentam fumar tornam-se dependentes. Quanto mais precoce é a iniciação e mais frequente é o uso de tabaco, maior é o risco. Portanto, adiar a iniciação tem, só por si, um valor preventivo.

Por outro lado, o uso do tabaco pode funcionar como porta de entrada nas drogas ilegais. A este respeito, alguns estudos sugerem que o uso do tabaco constitui um maior risco para o futuro uso de drogas ilegais do que a ingestão de álcool. O uso de tabaco associa-se, também, a outros comportamentos de risco para a saúde e pode funcionar como indicador da tendência para outros comportamentos desviantes.

Cerca de 90% dos fumadores fuma todos os dias, podendo ser considerados dependentes do tabaco. Nestes casos, deixar de fumar é muito difícil: cerca de 70% dos fumadores declara que gostaria de deixar de fumar, mas apenas alguns o conseguem.

Por este conjunto de razões, controlar o tabagismo e as suas consequências passa, obrigatoriamente, pela prevenção primária dirigida aos jovens, procurando evitar a iniciação e a habituação tabágicas.

Malefícios do tabaco

Os fumadores têm, em média, menos 10 anos de vida que os não-fumadores. Isto porque as substâncias absorvidas destroem alguns órgãos importantes, ao mesmo tempo que fragilizam o organismo em relação a vírus e a doenças oportunistas.

A doença mais vulgar associada ao consumo do tabaco é o cancro. Este pode ocorrer não apenas nos pulmões, mas também na laringe, na faringe ou na boca. Os problemas respiratórios também se agravam, podendo surgir bronquites crónicas ou enfisemas, e ficando os fumadores mais suscetíveis a gripes e constipações. O sistema cardiovascular é, igualmente, afetado, na medida em que tabagismo constitui um risco cardíaco, favorecendo o aparecimento da angina de peito e do enfarte do miocárdio.

Mas estas são apenas as doenças mais conhecidas, pois a lista de problemas de saúde associados ao tabaco é extensa. Eis mais alguns exemplos:

  • envelhecimento precoce, com o aparecimento de rugas e cabelos brancos;
  • a tosse crónica também é bastante vulgar entre os fumadores e, na maior parte dos casos, indicia problemas respiratórios mais graves;
  • o cheiro do tabaco é bastante desagradável e bastante difícil de retirar das roupas e das casas, mas também leva a uma diminuição das capacidades olfativas;
  • os dentes também sofrem as consequências do tabaco, enfraquecendo e ficando amarelados;
  • o fumo aumenta o risco de doenças reumáticas;
  • o tabaco pode causar a infertilidade, tanto em homens como em mulheres, ocasionando ainda outras doenças do aparelho reprodutor.

Esta extensa lista de doenças contribui, certamente, para que um fumador pense duas vezes no seu hábito e equacione os custos e as consequências para a saúde que o vício provoca.

Leia o artigo completo na edição de janeiro 2020 (nº 301)


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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Vitaminas e minerais contra os efeitos do stress psicológico

Artigo da responsabilidade do Dr. João Miguel Fernandes, médico psiquiatra; consultor científico Laboratórios Atral S.A.

O conceito de burnout (ou exaustão profissional) é considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) um fenómeno ocupacional. Não é classificado como uma doença, mas antes definido como “uma síndrome conceptualizada como resultando do stress crónico no local de trabalho que não é adequadamente gerido”. Caracteriza-se por três dimensões:

1) sentimentos de falta de energia e exaustão;

2) distanciamento mental do trabalho ou sentimentos de negativismo ou cinismo em relação ao trabalho; e

3) redução da eficácia profissional.

Stress psicológico e stress oxidativo

A maior parte dos estudos que abordaram os mecanismos endócrinos e imunológicos subjacentes à síndrome de burnout tem-se focado em duas vertentes:

  • por um lado, no conjunto de interações do sistema endócrino que exercem um papel fundamental na resposta a estímulos internos e externos (incluindo a fatores de stress psicológico); e
  • no impacto do stress psicológico crónico na função imunitária, responsável pela proteção e defesa do organismo, nomeadamente contra infeções.

Por outro lado, vários estudos têm evidenciado que o stress psicológico, nomeadamente o associado ao local de trabalho, se associa a um aumento do stress oxidativo no organismo, situação na qual há um excesso de produção de substâncias (os chamados radicais livres) lesivas para o organismo,  e à existência de um estado pró-inflamatório, com maior risco de infeção e de doenças cardiovasculares, como o enfarte do miocárdio ou doença coronária.

Nutrientes antioxidantes e de fortalecimento do sistema imunitário

Tal como inicialmente referido, a síndrome de burnout não se encaixa na definição de “doença”, no entanto, é muitas vezes tratada como se de uma depressão ou perturbação ansiosa se tratasse, até por frequentemente estarem presentes sintomas destas condições.

Não obstante, devido às relações entre burnout, stress psicológico, stress oxidativo e função imunitária, tem sido dada particular relevância ao papel de diferentes nutrientes capazes de exercerem funções antioxidantes e de fortalecimento do sistema imunitário. Assim, a toma de suplementos contendo estes nutrientes pode constituir uma estratégia de normalização dos desequilíbrios endócrino, metabólico e energético associados ao burnout.

A título de exemplo, entre as substâncias autorizadas pela Comissão Europeia a alegar propriedades antioxidantes ou protetoras contra o stress oxidativo, incluem-se o zinco, a vitamina B2 (riboflavina), a vitamina C e vitamina E, entre outras, ao passo que aquelas que contribuem para uma função normal do sistema imunitário incluem, o folato, o zinco e as vitaminas B6 (piridoxina) e B12 (cianocobalamina) e vitamina C, entre outras.

As substâncias que contribuem para um metabolismo produtor de energia normal incluem, entre outras, as vitaminas B2, B3 (niacina), B5 (ácido pantoténico) e B7 (biotina), o cálcio e o fósforo.

 

LABORATÓRIOS ATRAL, S.A. – Sede: Rua da Estação, 42 – Vala do Carregado – 2600 -726 Castanheira Do Ribatejo

NIF: 500162085

PSA/ATRAL/VARIMINESTRESS/2020Q1-1

 

Artigo publicado na edição de janeiro 2020 (nº 301)


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Aprenda a afastar o stress

Não deixe que o stress excessivo faça parte da sua vida quotidiana. Se sente algum sintoma, atue com rapidez e corte o mal pela raiz. Existem muitos métodos e terapias que ajudam a levar uma vida mais saudável e equilibrada, mesmo com o ritmo de vida acelerado dos tempos modernos.

 

Parece ser a doença do nosso tempo e, na verdade, é tão familiar que quase não nos assusta. Falamos do stress, uma perturbação que pode afetar-nos física e psicologicamente e cujos efeitos tendem a transformar a vida quotidiana num autêntico inferno.

A jornada laboral foi esgotante: às 9h da manhã, esperavam-na uma mesa cheia de papéis até acima, mil tarefas pendentes do dia anterior, o telefone não parou de tocar o dia inteiro, toda a gente lhe pediu dados e informações e o chefe não lhe deu tréguas. Ao final da tarde, teve de ir buscar as crianças ao colégio, levá-las às atividades extra-escolares e, antes de ir para casa, passar pelo supermercado e pela lavandaria. Quando, por fim, chegou ao “lar doce lar”, iniciou-se a segunda parte da jornada: ajudar as crianças nos trabalhos da escola, pôr a casa em ordem, preparar o jantar… Entretanto, telefona a mãe ou uma amiga, que acaba por “roubar” uma boa meia hora. Quando dá por si, são 10h da noite e ainda não conseguiu ter um momento de relax. Está cansada e, também por isso, não consegue dormir descansadamente, com o que só agrava o seu estado. Um dia após outro a este ritmo origina sensação de rotina, cansaço e, por fim, stress.

Stress, saúde e comportamento

Dentro de certos limites, o stress é um facto absolutamente normal, útil e até mesmo necessário à vida, porque empurra o indivíduo para uma análise mais cuidadosa das suas necessidades e impele-o para a procura de soluções novas e alternativas.

No entanto, existe um stress nocivo e perigoso para a saúde, que conduz a estados de ansiedade, à depressão, a perturbações funcionais e à doença.

O stress nocivo – ou crónico – produz uma ampla gama de efeitos sobre o comportamento e sobre a saúde, embora as pessoas respondam de forma diferente a um mesmo tipo de estímulo. Um indivíduo pode, além disso, responder de maneira diferente a um mesmo estímulo, conforme as circunstâncias. Por exemplo, se um indivíduo estiver a atravessar uma fase particularmente delicada da sua vida, poderá viver o aumento de responsabilidades laborais como uma carga injusta, que se pode transformar numa causa de maior ansiedade. Pelo contrário, se esse mesmo indivíduo estiver a passar por uma fase mais calma, poderá encarar esse aumento de responsabilidades como um desafio positivo, para um crescimento profissional.

Embora uma lista dos efeitos do stress seja um tanto arbitrária, pode ser utilizada para compreender a variabilidade das respostas, perante os episódios stressantes. Vejamos:

Efeitos sobre a saúde – Entre os principais, contam-se: asma, dores no peito e nas costas, doenças coronárias, desmaios e vertigens, dispneia, dor de cabeça, diarreia, amenorreia, pesadelos, insónias, neurose e psicose, perturbações psicossomáticas, diabetes, eczema, úlcera, perda do desejo sexual e fraqueza.

Efeitos subjectivos – Ansiedade, agressividade, apatia, aborrecimento, depressão, cansaço, frustração, sentimentos de culpa, vergonha, irritabilidade, baixa autoestima, sensação de ameaça e tensão, solidão, incapacidade para tomar decisões e para se concentrar, amnésias frequentes, hipersensibilidade à crítica, bloqueios mentais.

Efeitos sobre o comportamento – Predisposição para o consumo de medicamentos, ataques de cólera, períodos de abatimento, excesso ou perda de apetite, consumo excessivo de álcool e tabaco, comportamento impulsivo, dificuldade em falar, intranquilidade e tremores.

Crises de ansiedade

No momento em que as situações que se nos colocam diariamente superam a nossa capacidade de as enfrentar e nos impedem de levar a cabo uma vida normal, encontramo-nos perante um estado de stress, o qual gera, por sua vez, crises de ansiedade e angústia. Quando chegamos a esta situação, há que instaurar um tratamento contra o stress, sem demora.

Mais de 15% da população sofre, pelo menos uma vez, ao longo da sua vida, uma perturbação de ansiedade, que consiste numa série de reações, tanto a nível físico como psíquico, reações essas intensas, frequentes e incontroláveis. Aos olhos do observador externo, as crises podem parecer excessivas e desproporcionadas para a causa que as desencadeou.

Quando estas sensações se produzem de forma continuada, convém consultar um especialista, porque seguramente que se está imerso numa preocupante crise de stress.

Stress laboral

Sem dúvida, o trabalho é uma das causas mais frequentes de stress, pois está demonstrado que o excesso de tensão, não só não aumenta o rendimento, como dificulta o trabalho em equipa e a vida familiar do afetado.

Dossiers amontoados, prazos para cumprir, uma pressão constante, instabilidade laboral, mau ambiente entre colegas, chefes autoritários, horários intermináveis: estas são algumas das causas que podem levar o trabalhador a sentir uma quase insustentável angústia, cada vez que tem de enfrentar um novo dia.

A Comissão Europeia, através da Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e Trabalho, realizou um estudo sobre o stress laboral, no qual concluiu, entre outras coisas, o seguinte: cerca de 28% dos trabalhadores europeus sofre de stress e 20% atinge o nível “burnout” – que significa, literalmente, “queimado”. Os elevados custos pessoais e sociais gerados pelo stress laboral deram lugar a que diversas organizações internacionais, como a União Europeia e a Organização Mundial de Saúde, insistam cada vez mais na importância da prevenção e controlo do stress no âmbito laboral.

Leia o artigo completo na edição de janeiro 2020 (nº 301)


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