sexta-feira, 3 de abril de 2020

acalma.online: nova plataforma de apoio psicológico por videoconsulta

O hub de empreendedorismo social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Casa do Impacto, acaba de lançar o acalma.online, como resposta aos efeitos da pandemia COVID-19 na saúde mental. A plataforma oferece videoconsultas de apoio psicológico online e gratuitas para combater as dificuldades decorrentes do isolamento social e incerteza face ao futuro. Psicólogos podem-se inscrever para dar consultas.

 

No acalma.online qualquer pessoa pode ter acesso gratuito, e de forma intuitiva, a psicólogos clínicos devidamente treinados e obter apoio na redução de sintomas associados à situação que vivemos, como a ansiedade e a depressão.

Para beneficiar do serviço, deve-se:

  1. Aceder à plataforma e selecionar o psicólogo pretendido;
  2. Proceder à marcação (horário pretendido e informação pessoal);
  3. Uma vez confirmada, a consulta acontecerá na plataforma, na data combinada.

Cada videoconsulta tem a duração de 30 a 45 minutos e podem ser estendidas, caso o Psicólogo verifique essa necessidade.

A crise que atravessamos não se deve apenas à ameaça de contaminação. É também um desafio à nossa saúde mental quando confrontados com situações com as quais não estávamos habituados a lidar. Por isso aliámo-nos a quem detém o know-how, para oferecer uma ferramenta simples e disponível para todos, que promove o alívio do impacto negativo através de apoio psicológico especializado. O acalma.online quer mobilizar a sociedade para a importância da saúde mental com uma proposta de valor complementar às iniciativas que foram surgindo neste âmbito. ” explica Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto.

A plataforma acalma.online de apoio à saúde mental foi desenvolvida pela Casa do Impacto no âmbito do movimento Tech4COVID19, onde o Hub desafiou a startup de marcação de consultas online, Doctorino, e duas residentes, a Hug-a-Group e a ZenKlub, startups de impacto que já se dedicavam à saúde mental. A With Company é a responsável pelo branding do projeto e a Doctor Spin pela comunicação.

Na plataforma já se encontram mais de 30 psicólogos clínicos certificados pela Ordem dos Psicólogos prontos a apoiar pessoas afetadas pelas consequências da pandemia como o isolamento, o confinamento a um espaço, a adaptação a novos modelos de trabalho, o aumento do risco social, o impacto económico e o futuro imprevisível, por exemplo.

Os psicólogos inscritos são voluntários, o que confere a gratuitidade das consultas. Psicólogos clínicos com cédula ativa na Ordem dos Psicólogos interessados em fazer parte do projeto, receber formação e uma experiência em intervenção em situação de crise podem inscrever-se aqui.

Os psicólogos atuam segundo o Modelo de Intervenção em Crise, que consiste na criação de uma relação rápida e segura, e de forma não intrusiva, no apoio a necessidades e preocupações imediatas; no alívio imediato e estabilização da sintomatologia psicopatológica; no apoio na resolução da resposta desadaptativa ao acontecimento gerador de desorganização; na promoção de competências para resolução da situação desencadeadora de mal-estar e na promoção de competências para um crescimento pós-traumático, de forma a que as pessoas tenham um papel ativo na sua recuperação.

 

Sobre a Casa do Impacto: Fundada em 2018, a Casa do Impacto é um hub dinamizado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa que tem como missão impulsionar uma nova geração de empreendedores que estão a desenvolver modelos de negócio com impacto social e ambiental positivo, alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas. O espaço integra escritórios, co-work, atividades de formação e experimentação, e investimento.


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quinta-feira, 2 de abril de 2020

Ventilador português desenvolvido em Matosinhos: primeiras 100 unidades já em maio

EDP, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação La Caixa/BPI e REN são primeiras entidades a apoiar a produção do ventilador pulmonar português desenvolvido em Matosinhos pelo CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto.

 

A EDP, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação La Caixa/BPI e REN são as primeiras entidades a apoiar o projeto do ventilador pulmonar português, desenvolvido no CEiiA com a comunidade médica e científica em resposta à emergência nacional e global de saúde causada pela Covid-19.

A associação destas fundações e empresas ao projeto Atena é decisiva para os hospitais portugueses disporem já em Maio de 100 unidades do modelo de ventilador mecânico invasivo concebido e desenvolvido para salvar a vida de quem entra em falência respiratória aguda.

O envolvimento destas quatro entidades foi determinante para reforçar a nossa capacidade de resposta no desenvolvimento destas primeiras 100 unidades. Temos consciência de que se trata de uma meta ambiciosa mas temos um desafio maior pela frente, o valor da vida, e para isso é necessário que existam nos hospitais os ventiladores necessários para que não seja necessário fazer escolhas em função da idade”, explica José Rui Felizardo, CEO do CEiiA-Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto.

Os números da Organização Mundial de Saúde, segundo os quais 14% dos infetados com Covid-19 têm pneumonia e 5% dos doentes evoluem para um estado muito crítico dos pulmões são vidas a salvar.

O trabalho conjunto entre engenheiros do CEiiA, intensivistas, pneumologistas, anestesistas e internistas de hospitais públicos e privados do Norte e Sul do país e a Escola de Medicina da Universidade do Minho para conceber e desenvolver o novo ventilador chegou à fase de protótipo funcional, para teste com pulmões artificiais, cumprindo todos os requisitos funcionais definidos pela comunidade médica. Este projeto resulta de três semanas de cooperação em que o CEiiA reorientou e emprestou à comunidade médica a sua capacidade de engenharia para o desenvolvimento de meios e equipamentos considerados decisivos no combate à doença.

A decisão de avançar com um ventilador mecânico invasivo para responder a todas as situações de falência respiratória aguda, incluindo os casos mais graves como os da Covid-19, tem do ponto de vista técnico e de segurança vários requisitos:

– controlar todos os parâmetros essenciais para responder à doença respiratória aguda (volume corrente, frequência respiratória, FiO2, PEEP, rácio I:E, pressão de suporte, trigger, ciclagem), incluindo os modos de volume controlado, pressão controlada e pressão assistida;

– emitir alarmes críticos à monitorização do paciente (pressão pico, pressão fim expiração, pressão fim inspiração, volume minuto, frequência respiratória);

– funcionar a partir da rede de gases hospitalar ou de botijas (versão portátil).

Entre as características também definidas e validadas pela comunidade médica estão ainda a sua utilização fácil e intuitiva, de fácil movimentação, seguro e fiável e também simples de limpar e descontaminar. Em termos técnicos, deve garantir o seu funcionamento contínuo sem falhas por um período mínimo de 15 dias, 24 horas por dia, e ser compatível com outros componentes médicos.

Este desafio colectivo de criar e produzir um ventilador pulmonar decorre da recomendação da OMS para que os países obtivessem equipamentos ventiladores pulmonares para responder a esta emergência de saúde sem precedentes, mas também decorre da responsabilidade especial da ciência e da tecnologia encontrarem respostas, do envolvimento de quem usa e sabe de medicina, de experiência em engenharia de desenvolvimento, mas sobretudo de cooperação e planeamento, de dedicação e compromisso. Para a comunidade crescente de profissionais envolvidos neste projeto, há um mesmo sentido: “por ti, por nós, por todos”.

 

Sobre o CEiiA

O CEiiA é um centro de engenharia e desenvolvimento de produto que concebe, desenvolve e opera produtos e serviços nas indústrias da mobilidade, pensados a partir da sustentabilidade (Sustainability by Design). O CEiiA cria uma agenda I&D+i “Smart &Sustainable Living” com a ambição de contribuir para a sustentabilidade do nosso planeta, atuando ao nível das cidades e dos oceanos, procurando valorizar o talento e contribuindo para a competitividade da nossa indústria no contexto global.

 


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Meditação: agradável e revigorante

A meditação é uma técnica natural, que se pratica durante 15 a 20 minutos, confortavelmente sentado em casa, com os olhos fechados. E pode ser mais uma ajuda nestes dias de incerteza que se vivem.

 

Centenas de estudos independentes, levados a cabo em mais de 200 instituições, de 33 países, documentam os benefícios para a saúde obtidos através da prática regular da meditação, uma técnica simples e natural, que se pratica durante 15 a 20 minutos, duas vezes por dia, confortavelmente sentado e com os olhos fechados.

Nesses poucos minutos, o stress e a tensão são dissolvidos. De forma natural, a meditação cria um estado de repouso e relaxamento profundos, que não é atingido nem mesmo durante o sono. Ao mesmo tempo, a mente permanece plenamente desperta.

Em contraste com outros métodos de relaxamento, não é necessária qualquer concentração ou contemplação. Os pensamentos são uma parte natural da meditação e não necessitam nem devem ser suprimidos. O estado de relaxamento profundo surge sem esforço e de forma sistemática, e a meditação é experimentada como sendo extremamente benéfica, agradável e revigorante.

FORTALECE A CONDIÇÃO FÍSICA E MENTAL

Esta técnica fortalece a condição física e mental da pessoa. Dissolvem-se as tensões e a fadiga profundamente enraizadas. O meditante experimenta um repouso profundo – mental e físico – que é a base da vasta gama de benefícios médicos. Isto resulta num desenvolvimento pleno da personalidade como um todo e conduz a uma maior estabilidade na vida quotidiana e a uma maior capacidade de realização.

Qualquer pessoa pode facilmente aprender a praticar meditação, independentemente da idade, educação, estilo de vida, religião ou cultura. A experiência mostra que a recetividade é bastante elevada e que as pessoas continuam a praticar este método regularmente, mesmo passados vários anos.

Indicadores funcionais e metabólicos

A técnica de meditação produz um relaxamento fisiologicamente mensurável. Cada pessoa aprende a reconhecer por si mesmo os critérios físicos de relaxamento profundo e, desta maneira, a avaliar subjetivamente a correção da sua própria prática.

Uma característica especial da meditação é que, à medida que os meses passam, o nível de relaxamento físico e mental torna-se progressivamente mais profundo – um facto que tem sido demonstrado através da investigação, comparando meditantes de longa data com pessoas que meditam há pouco tempo.

Capacidade para enfrentar o stress

A melhoria subjetiva da qualidade de vida, que é mensurável em termos psicológicos, tem parâmetros físicos correspondentes, os quais indicam que, durante a prática da meditação, é adquirido um estado de relaxamento endocrinologicamente mensurável, por exemplo, através do lactato sanguíneo, da serotonina, da noradrenalina, da dopamina, da fenilanalina plasmática, da prolactina plasmática e da hormona do crescimento.

Uma característica significativa da meditação é que a sua prática não provoca qualquer perda de vivacidade ou capacidade intelectual: pelo contrário, verifica-se que estas aumentam, em comparação com os não meditantes.

Insónias

Num estudo realizado no Canadá, indivíduos que tinham começado apenas há 30 dias a praticar meditação mostraram uma redução no tempo médio para adormecer, de 75 para 15 minutos. Em seguimento mensal, feito ao longo do primeiro ano, após o início da meditação, comprovou-se que este efeito se mantinha. Na prática clínica, este efeito verifica-se, muitas vezes, não apenas em pacientes com dificuldade em adormecer, mas também em todas as outras formas de insónia.

Os médicos relatam que uma grande proporção de pacientes, mesmo aqueles que durante anos usaram medicação para os vários tipos de perturbações do sono, podem voltar a um padrão de sono saudável e repousante, como resultado da prática regular da meditação.

Sintomatologia depressiva

A investigação científica sobre a meditação inclui um elevado número de estudos psicológicos, conduzidos por diferentes equipas de investigação, durante as últimas três décadas, usando os testes de personalidade mais correntes em cada país. No seu conjunto, estes estudos documentam o aumento da estabilidade psicológica, numa ampla gama de variáveis de personalidade, bem como a crescente tolerância ao stress.

Asma

Provas de função respiratória em indivíduos saudáveis demonstraram que, durante a prática da meditação, a resistência ventilatória é significativamente menor e que o consumo de oxigénio e o ritmo respiratório se reduzem. Notaram-se efeitos correspondentes em pacientes com asma: após exatamente três meses de prática regular, os pacientes asmáticos mostraram melhorias significativas na resistência ventilatória, tanto segundo a avaliação do médico como segundo os próprios pacientes.

Muitos médicos têm observado, no exercício da sua profissão, que a maioria dos pacientes com asma apresentam claramente menos ataques, depois de alguns meses de prática de meditação regular, e que esses ataques são de menor intensidade. Num período de seis meses a um ano, muitos pacientes veem-se completamente livres dos sintomas.

Hipertensão

É particularmente gratificante para um médico recomendar a meditação a pacientes hipertensos, como complemento do tratamento convencional. A redução, tanto na pressão sanguínea sistólica como na diastólica, que tem sido comprovada pela extensa investigação científica, pode ser observada passados poucos dias ou semanas do início da prática da meditação.

Logo após o início da prática, é necessário controlar a tensão arterial com bastante frequência, de modo que a medicação possa ser ajustada, em resposta à normalização relativamente rápida da pressão.

O efeito da meditação na redução da pressão sanguínea elevada aumenta gradualmente com o tempo de prática. Meditantes de longa data – mais de 5 anos – revelam uma tensão significativamente mais baixa do que os meditantes recentes.

Doença coronária e hipercolesterolemia

Quanto aos doentes que sofrem de angina de peito, estudos efetuados mostraram um desempenho significativamente melhor em prova de esforço, após 6 a 8 meses desta prática, bem como uma apreciável redução do uso de nitroglicerina.

De acordo com as mesmas investigações, os pacientes relataram uma clara redução nos sintomas da angina de peito na vida diária.

Verificam-se, igualmente, reduções clinicamente comprovadas nos níveis de colesterol sérico, juntamente com redução da obesidade e do consumo de nicotina.

Melhoria geral da saúde

Um estudo realizado nos Estados Unidos comparou a utilização de seguros médicos feita por cerca de 2000 pessoas que praticavam regularmente meditação, com a média da totalidade das 600.000 pessoas com seguro na mesma companhia. As admissões em hospitais foram, em média, 56% mais baixas entre os meditantes e, também, acentuadamente mais baixas nas 20 categorias de doenças mais comuns: uma redução de 87% nas doenças cardiovasculares, 55% nos tumores, 87% nas doenças do sistema nervoso e 73% nas doenças do nariz, garganta e pulmões. É preciso notar que, antes de se iniciar na prática da meditação, o grupo tinha a mesma condição estatística de saúde que os restantes segurados.

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Antibióticos naturais

Equinácia, própolis, uva-de-urso… os preparados de plantas medicinais são uma excelente alternativa para prevenir todo o tipo de infeções, especialmente as do tipo respiratório e urinário.

 

Considerados como os medicamentos que mais contribuíram para o bem-estar da população, os antibióticos são também aqueles que exigem mais cuidado na toma. Isto porque o seu consumo abusivo provoca resistências bacterianas, tornando-se cada vez mais difícil combatê-las, além de provocar importantes efeitos secundários, como a destruição da flora bacteriana benéfica.

Por esta razão, os preparados de plantas medicinais de prescrição farmacêutica são uma excelente opção para prevenir e tratar as infeções, em especial as respiratórias e urinárias.

Os preparados de plantas medicinais devem ser sempre consumidos sob orientação médica, farmacêutica ou de um fitoterapeuta, profissionais que poderão aconselhar sobre a posologia indicada, como devem ser administrados, assim como o tratamento fitoterapêutico mais adequado, afim de evitar reações com outros medicamentos.

Equinácia

Os componentes da Equinácia apresentam bons resultados em caso de gripe ou constipação. A sua composição rica em polissacarídeos, glicoproteínas e ácido chicórico, aumenta as defesas do organismo. Assim sendo, as receitas medicinais desta planta estão altamente indicadas na prevenção de afeções ligeiras e moderadas do aparelho respiratório, sejam de origem viral ou bacteriana. Nesse sentido, as propriedades terapêuticas desta planta, comprovadas em diversos estudos científicos, podem reduzir em cerca de 60 por cento o índice de probabilidade de contrair uma constipação, além de diminuir a sua duração.

Gemas-de-Pinheiro

Os preparados farmacêuticos à base de Gemas-de-pinheiro estão indicados como complemento nas afeções brônquicas agudas e de catarro, pela sua ação antissética e purificadora dos brônquios.

Outras plantas benéficas para o tratamento de patologias do aparelho respiratório são o tomilho, o eucalipto e o rosmaninho.

Própolis

Este produto natural fabricado pelas abelhas contém propriedades antisséticas e antibacterianas de reconhecida eficácia em caso de gripes e resfriados. Está demonstrado que a Própolis é muito ativa no combate a uma das espécies patogénicas responsável por distintas infeções respiratórias, a Staphylococcus aureus. Além do mais, a sua composição rica em óleos vegetais, minerais e oligoelementos permite combater um amplo espetro de bactérias, vírus e fungos. Com efeito, inclusive as abelhas utilizam-no para tapar hermeticamente qualquer orifício na colmeia, com o objetivo de impedir qualquer infeção.

Arando-vermelho

O Arando-vermelho é uma das plantas medicinais com especial atividade antibiótica face às infeções urinárias. Dos frutos deste arbusto extrai-se um sumo rico em proantocianidinas, substâncias que impedem a adesão às vias urinárias da Escherichia coli, a principal responsável pelas infeções do trato urinário. Ao não conseguirem aderir, as bactérias são eliminadas pela urina, evitando assim a infeção. Este interessante mecanismo de ação, que não atua diretamente sobre o microrganismo, é o ideal como tratamento preventivo, em casos de cistites recorrentes e oferece uma elevada segurança. Por outro lado, pode ser administrado em conjunto com a terapia antibiótica dos processos agudos de cistite.

Uva-de-urso

As propriedades farmacológicas da Uva-de-urso devem-se à ação antissética da hidroquinona que se liberta no meio urinário e que, em conjunto com a presença de taninos, potenciam o seu efeito antissético face a um grande número de germes. A sua ação diurética e antissética torna esta planta especialmente eficaz na abordagem a cistites crónicas e agudas, como coadjuvante da terapia antibiótica.

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Vírus: ameaça à espécie humana?

Os vírus são um tipo muito especial de micro-organismos, que produzem um vasto leque de doenças. Muitas vezes, são inócuos, mas outras podem ser graves ou mortais. Contudo, face à pandemia provocada pelo covid-19, é legítimo colocar a questão: serão os vírus, nas suas estirpes mais perigosas, uma ameaça real à espécie humana? Para responder a esta pergunta é necessário conhecer um pouco melhor o que são os vírus.

 

Em 1898, o botânico M. W. Beijerinck descobriu que, se se filtrassem certas culturas de bactérias – gérmenes dos quais se conhecia a sua capacidade para produzir doenças –, o produto filtrado podia conservar a mesma capacidade patológica. Isso queria dizer que existiam partículas mais pequenas do que as bactérias, invisíveis ao microscópio: deram-lhes, consequentemente, o nome de “vírus filtráveis”.

As investigações continuaram e, a partir de 1910, começaram a cultivar-se micro-organismos, que não cresciam em ambientes de laboratório habituais: apenas o faziam sobre o cultivo de células vivas de plantas ou animais. Estas substâncias eram, por conseguinte, capazes de produzir doenças, mas não de se reproduzir por si mesmas. Este fenómeno desafiava todos os conhecimentos existentes na época, sobre a multiplicação dos seres vivos.

Imagine-se a expetativa que se criou quando um dos mais famosos investigadores da época anunciava, na véspera de um importante congresso médico, que iria esclarecer, definitivamente, o que era um vírus. Chegado o momento, afirmou: “Um vírus é um vírus!”. Vejamos o que quis dizer.

Característica comum

No vasto reino dos seres vivos, a imensa maioria – desde a mais humilde das bactérias até à planta mais exótica ou ao mais complexo vertebrado – compartilha uma característica comum: são formados por células. Os organismos superiores têm-nas aos milhões, muitas delas especializadas em funções concretas; as bactérias, por seu lado, contam com uma só célula.

Todas as células, independentemente do ser de onde provêm, apresentam características comuns: estão sempre rodeadas por, pelo menos, uma membrana externa; contêm um líquido – o citoplasma – e uma série de pequenos órgãos internos – as organelas –, cada um encarregado de uma função básica – secreção, geradora de energia, armazenamento, etc. E todas as células têm uma capacidade fundamental, que as define como seres vivos: o poder de se dividirem em duas células idênticas. A respetiva herança genética está contida em grandes moléculas de ácido desoxirribonucleico (ADN), que transportam toda a informação necessária para fazer funcionar a nova célula. As células são visíveis ao microscópio. Durante muito tempo, para se considerar um organismo como um ser vivo, exigia-se que fosse composto por uma ou mais células.

Minúsculas formas de vida

Os vírus, que não são visíveis ao microscópio ótico – apenas no eletrónico –, não têm citoplasma nem organelas. São os agentes infecciosos mais pequenos de que temos conhecimento.

Não surpreende, pois, que durante muito tempo os vírus não fossem vistos como seres vivos. A sua simplicidade é extrema: cada partícula viral é formada por uma única molécula de ADN ou de ácido ribonucleico – ARN –, mais simples ainda do que o ADN, rodeado por umas quantas proteínas, que se conhecem como cápside ou nucleocápside. Podem adotar uma forma icosaédrica – de um poliedro com 20 lados – ou helicoidal. Ocasionalmente, rodeiam-se de uma cobertura semelhante à de uma membrana, “roubada” à célula em que se reproduzem; mas nunca têm citoplasma.

Estas partículas, por si mesmas, são inertes e incapazes de se autorreproduzirem. Também não têm metabolismo: não gastam nem produzem energia, como qualquer organismo celular. Este comportamento contrasta fortemente com os das bactérias, que se reproduzem a grande velocidade – chegam a duplicar o seu número em poucas horas – e que precisam de nutrição.

Especialistas e aproveitadores

Para se reproduzirem, os vírus necessitam de invadir uma célula viva e aproveitar-se dela. As proteínas que os rodeiam servem para isso: fazem com que adiram a diferentes tipos de células. Existem vírus que produzem “doenças” nas próprias bactérias, outros em plantas e outros em animais, incluindo o ser humano. Alguns vírus são capazes de afetar várias espécies de animais e outros apenas uma espécie; e cada vírus especializa-se num tipo distinto de células: uns entram nas do fígado – e produzem hepatite –, outros nos linfócitos – o HIV, que causa a SIDA –, outros na mucosa do nariz – os das constipações – e assim sucessivamente.

Surgem, então, os problemas. As proteínas ficam de fora, enquanto o ADN ou o ARN do vírus entra na célula. Estes ácidos nucleicos levam a informação necessária para programar a célula invadida, conseguindo que esta trabalhe para ele, pois a célula deixa de ser capaz de distinguir se a informação é proveniente do invasor ou de si mesma. É como se, entre as ordens de trabalho que partem do diretor de uma fábrica, alguém introduzisse, sub-repticiamente, outras ordens, com a intenção oculta de destruir a própria fábrica!

A célula vê-se, portanto, obrigada a produzir todas as proteínas que o ácido nucleico do vírus lhe indica, proteínas estas que são as do vírus. Além disso, reproduzem-se várias cópias do ácido nucleico do invasor. Quando a quantidade de proteínas e de ácido nucleico do vírus é suficiente, estes dois componentes associam-se, formando centenas ou milhares de novos vírus. Estes alteram o funcionamento da célula e, em muitos casos, destroem-na, libertando os vírus, que voltam a introduzir-se nas células próximas, onde se repete o ciclo, cada vez com maior rapidez.

Enorme diversidade

Tão numerosas como os vírus são as doenças por eles produzidas. As viroses mais frequentes são as constipações. Nelas, os vírus implicados são muito numerosos.

Algo de semelhante acontece com as gastroenterites, especialmente nas crianças, com os quadros gripais ou com muitas conjuntivites. Nestes casos, as defesas – o sistema imunológico – de cada um são capazes de fazer frente à infeção, vencendo-a em poucos dias.

Quando ocorre uma infeção por vírus, o médico tenta, em primeiro lugar, assegurar-se – através da história clínica, da observação e, por vezes, de alguns exames complementares – de que não se trata de uma doença produzida por bactérias, uma vez que, nesse caso, seria necessário usar antibióticos.

Uma vez que o médico tenha atribuído a infeção a um vírus banal, parecerá despreocupado: é que estas infeções curam-se, geralmente, por si próprias. Não tentará averiguar qual foi o vírus causador do quadro, uma vez que as opções são inúmeras e não haveria qualquer utilidade para o doente, pois o quadro clínico e o tratamento seriam idênticos. Além do mais, não se dispõe de fármacos eficazes contra a maioria dos vírus.

É lógico, portanto, que o seu médico o tranquilize e lhe assegure que se curará, limitando-se a prescrever-lhe medidas simples de conforto: analgésicos, antipiréticos, anti-histamínicos ou antidiarreicos. A maioria destes medicamentos vende-se sem necessidade de receita médica.

Casos mais graves

No entanto, a atitude do médico nem sempre será igual. Quando os vírus são os causadores de doenças mais graves – uma hepatite vírica, por exemplo –, o especialista fará todo o possível por identificar o tipo de vírus. Nestes casos graves e que ainda não dispõem de tratamento, é importante saber qual o causador, para estabelecer o grau de infeção previsível e o prognóstico da doença.

A lista de doenças graves produzidas por vírus não é pequena. As denominadas doenças exantemáticas das crianças – sarampo, rubéola, varicela, entre outras; as hepatites, os herpes, as pneumonias, as miocardites, as encefalites, a poliomielite ou a SIDA são alguns exemplos. Isso sem mencionar as infeções por vírus que aparecem em pessoas nas quais a imunidade é menor, em resultado de tratamentos de quimioterapia, da imunossupressão associada aos transplantes ou de SIDA. Todas elas estão submetidas, além disso, aos ataques de vírus que não conseguem lesar as pessoas sãs, mas que podem ser extremamente graves para os imunodeprimidos, como o citomegalovírus.

Em resumo, os vírus são um tipo muito especial de microrganismos, que produzem um vasto leque de doenças. Muitas vezes, são inócuos, mas outras podem ser graves ou mortais.

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quarta-feira, 1 de abril de 2020

Frigorífico arrumado, alimentos frescos durante mais tempo

Nos dias que correm, o planeamento das compras familiares ficou mais difícil para muitos portugueses, especialmente no que diz respeito aos alimentos frescos. Como conservá-los, de forma a reduzir a necessidade de nos deslocarmos ao supermercado tantas vezes, mantendo uma alimentação o mais saudável e rica possível? Parece uma questão difícil, mas a solução pode estar já dentro de casa.

Em primeiro lugar, a ida ao supermercado deve ser planeada ao detalhe e com racionalidade. Ter em atenção os prazos de validade e comprar os vegetais, as frutas e os alimentos frescos que sabemos que vamos consumir são regras importantes e que devemos cumprir, de forma a reduzir o desperdício e a deterioração dos mesmos.

Mas é em casa que a magia pode e deve acontecer, mais precisamente, no frigorífico. Parece não haver grande ciência nesta tarefa, mas a verdade é que uma boa arrumação no compartimento certo pode ajudar a prolongar a frescura dos alimentos. Como? Seguem-se algumas dicas práticas que serão certamente muito úteis para as famílias portuguesas.

Controlo da temperatura

É importante verificar algumas coisas antes de colocarmos os alimentos dentro do frigorífico: o espaço deve estar limpo e a temperatura deve-se situar entre os 0 e os 4 graus no frigorífico e nos 17 graus negativos no congelador. Assim, com temperaturas baixas e controladas, previne-se o aparecimento de bactérias e micróbios.

Circulação do ar

Os alimentos devem ter alguma distância entre si, de forma a que o ar circule. Se o ar não circular, a temperatura acaba por subir a um ambiente propício ao crescimento de bactérias que estragam os alimentos. Além disso, acabaremos por gastar mais energia e de nada vale poupar no supermercado se a conta da luz disparar.

Atenção às portas!

Pela sua exposição ao mundo exterior, as portas são as zonas mais quentes do frigorífico. Por isso, nunca se devem guardar aqui os alimentos mais sensíveis, como os ovos e os lacticínios. Este é o espaço reservado aos alimentos mais resistentes, como os molhos, a água e os sumos. E, se quisermos ajudar um pouco o trabalho do frigorífico, também convém abrir as suas portas quando temos a certeza de que queremos algo de lá de dentro, mantendo-as abertas pelo mínimo de tempo possível e verificar que ficam bem fechadas após.

De cima para baixo

É nas prateleiras de cima que devemos guardar os alimentos prontos a comer, como as sobras do dia anterior, charcutaria, frutos silvestres e condimentos. Descendo uma ou duas prateleiras, encontramos a zona mais fria do frigorífico, reservada aos alimentos que se estragam mais facilmente, como os ovos, lacticínios, carne e peixe.

Legumes na gaveta, mas…

Os legumes, vegetais e hortaliças requerem, provavelmente, a maior dedicação. Isto porque, apesar de serem muito sensíveis, há vários truques que podem ajudar a prolongar a sua frescura. Antes de tudo, devem ser lavados com água, para dissipar eventuais micróbios, e em seguida secos com uma toalha, de forma a não criar humidade. Depois, é uma boa ideia colocá-los dentro de sacos ou recipientes devidamente preparados cobrindo com uma folha de papel absorvente, afastando a humidade. Por fim, basta guardá-los nas gavetas bem limpas e secas, e ir mudando o papel. Há, no entanto, uma lista de alimentos que, geralmente, colocamos neste grupo e que nem sempre carecem de frio, como o tomate, a fruta, a cebola e outros.

A tecnologia pode ser um grande aliado

A verdade é que, hoje em dia, graças a empresas como a LG, os frigoríficos contam com um conjunto de tecnologias que ajudam (e muito) a manter os alimentos nas condições corretas de conservação. Falamos da LG NatureFRESH™, que integra um conjunto de tecnologias inovadoras: o LINEARCoolingTM, que garante uma refrigeração uniforme apenas com oscilações de 0.5°C com um controlo preciso da temperatura, e o DoorCooling+™, uma solução de saídas de ar frio na frente do frigorífico que ajudam a baixar a temperatura mais rapidamente para preservar a frescura dos alimentos. Já os famosos LG InstaView™ permitem que, com apenas dois toques no vidro da porta, se consiga ver o seu interior, sem necessidade de o abrir.

E depois da tecnologia, a criatividade

A vontade e o jeitinho para a culinária podem desempenhar um papel importante no aproveitamento de todos as sobras que temos no frigorífico. Por isso, é por a cabeça a trabalhar, as mãos na massa e criar uma refeição deliciosa com o que tiver disponível, adiando por mais um dia a ida ao supermercado e reduzindo o desperdício alimentar.

Fonte: LG Electronics Portugal 


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terça-feira, 31 de março de 2020

A SAÚDE E BEM-ESTAR está empenhada em manter a máxima proximidade com os seus leitores nesta época de afastamento social. Por isso, aderimos ao movimento #EuLeioEmCasa e passámos a disponibilizar a revista mensal também em formato digital, com acesso totalmente gratuito, durante o período de quarentena.

Fica aqui a promessa de continuarmos a editar mensalmente, no mais rigoroso respeito pelo isolamento social físico (em papel e agora em formato digital), refletindo sobre a pandemia, mas não fazendo dela o tema único da revista.

Não iremos alimentar o medo, a desinformação e o sensacionalismo. Manteremos as nossas secções e rubricas, na tentativa de promover a normalidade possível, como sempre, com a preciosa colaboração dos “nossos” médicos e especialistas, transmitindo opiniões e conselhos fundamentados, para uma informação rigorosa e credível, tal como habituámos os nossos leitores.

Aqui fica a edição de ABRIL– nº 304, que chegará à banca nos próximos dias e que poderá ser encontrada, como habitualmente, em papelarias, postos de abastecimento e super/hipermercados.

Leia ONLINE

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