quinta-feira, 7 de maio de 2020

Dor e inflamação bucal

OS TRANSTORNOS ORAIS NÃO SE RESUMEM A DORES DE DENTES E PERIODONTITES. VÁRIAS OUTRAS PERTURBAÇÕES PODEM AFETAR A MUCOSA BUCAL, AS GENGIVAS E ATÉ A GARGANTA.

 

Todos nós já sofremos, ocasionalmente, dores e inflamações no revestimento (mucosa) da boca, língua, gengivas e garganta, ou seja, na chamada cavidade orofaríngea. Na maioria das situações, a causa não é grave e os incómodos podem ser atenuados com tratamentos fáceis e acessíveis. Contudo, se um problema persistir por um período de tempo prolongado ou ressurgir, é aconselhável consultar o médico assistente ou o dentista. Vejamos quais os transtornos mais frequentes.

ÚLCERAS

As úlceras bucais são comuns. Resultam de uma fissura na mucosa, a qual expõe o tecido subjacente, que é bastante sensível. Embora sejam geralmente pouco graves, podem ser surpreendentemente dolorosas. Habitualmente, estas úlceras surgem na sequência de uma pequena dentada, ao mastigar, ou em resultado da ingestão de algo muito quente. As aftas são um grupo particular de úlceras, que surgem de forma ,por vezes associadas a períodos de stress.

A maioria das úlceras da boca saram por si só no espaço de uma ou duas semanas. Bochechar com uma solução bucal indicada para o efeito, de venda em farmácia, alivia a dor e acelera o processo de cicatrização.

INFEÇÕES

O revestimento da boca é habitualmente resistente a organismos infecciosos. A maioria das pessoas só sofre infeções na boca quando apresenta a imunidade enfraquecida ou mantém uma dieta pouco saudável. herpes labial é um exemplo do tipo de infeção recorrente, podendo as reativações surgirem na sequência de stress, fadiga, luz solar intensa, alguma outra infeção, febre e até mesmo a menstruação.

Por seu turno, as infeções das gengivas são frequentes em pessoas que negligenciam a sua higiene oral, bem como em fumadores, indivíduos sujeitos a stress ou na presença de uma infeção na garganta. As gengivas tornam-se dolorosas e inchadas, avermelhadas e podendo sangrar.

GARGANTA INFLAMADA

Faringite é o nome que se dá à inflamação da faringe – zona da garganta situada entre a boca/fossas nasais e a laringe/esófago –, cujo primeiro sintoma é a dor. A causa habitual são as infeções virais, mas também pode ser provocada por infeções bacterianas, pelo refluxo dos ácidos do estômago, entre outras razões. O álcool e o tabaco são sempre fatores de agressão e agravamento da inflamação da faringe.

O QUE FAZER?

Para o tratamento sintomático dos estados irritativos e inflamatórios da cavidade orofaríngea, por vezes associados a dor, pode ser eficaz gargarejar ou bochechar com uma solução anti-inflamatória não esteroide de venda em farmácia. Princípios ativos como o diclofenac, sob a forma de solução bucal, podem estar indicados nos casos acima citados, bem como na sequência de tratamentos dentários conservadores ou de extração. Em caso de agravamento ou não melhoria dos sintomas, deve consultar-se o médico.

Artigo publicado na edição de maio 2020 (nº 305)


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quarta-feira, 6 de maio de 2020

Estudo nacional vai investigar relação entre o microbiota intestinal e a severidade da COVID-19

Um estudo nacional liderado pela Professora Conceição Calhau, docente e investigadora da Faculdade de Ciências Médicas|NOVA Medical School da Universidade Nova de Lisboa, e financiado pela Biocodex e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), vai investigar se a severidade da COVID-19 em indivíduos infetados com o novo coronavírus depende de microrganismos que habitam o intestino humano. Os doentes serão recrutados em vários hospitais públicos do país e numa das unidades CUF de Lisboa, num total de 60 participantes.

De acordo com a investigadora, a evidência obtida neste estudo, intitulado Gut microbiota, Spark and Flame of COVID-19 Disease, “fornecerá prova do conceito de que o microbiota intestinal pode ser um fator crítico responsável pelo resultado clínico da doença infeciosa COVID-19”. Se os resultados confirmarem a hipótese, está aberto o caminho para que sejam impulsionadas “novas intervenções médicas direcionadas ao microbiota intestinal contra este tipo de vírus, por exemplo, com prebióticos1 ou probióticos2 associados a outras intervenções farmacológicas COVID-19 atualmente em desenvolvimento”.

A Biocodex, com 65 anos de experiência, chegou a Portugal em 2019 e está empenhada em contribuir com o seu know-how sobre o microbiota lado a lado com entidades, universidades e hospitais nacionais. Este é mais um contributo da farmacêutica na pesquisa em microbiota e sua interação com várias patologias.

O sistema imunitário é modulado pelo microbiota intestinal. Cerca de 70% das células produtoras de anticorpos residem no nosso intestino. “O microbiota intestinal tem, por isso, um papel determinante na saúde e particularmente no sistema imunológico, pelo que o perfil do microbiota de pacientes infetados com o novo coronavírus poderá relacionar-se com a vulnerabilidade, desenvolvimento e severidade da doença”, explica a investigadora.

Neste estudo, que conta com um financiamento total de 50 mil euros, os investigadores vão também tentar perceber se os doentes com obesidade, diabetes ou hipertensão são mais suscetíveis à COVID-19, uma vez que está comprovado que estas doenças estão associadas a uma disfunção do microbiota intestinal. Estes doentes, tal como os que apresentam patologia cardiovascular, pertencem aos grupos de risco COVID-19, embora não sejam ainda conhecidos os mecanismos que os tornam mais vulneráveis e com pior prognóstico após a infeção com o novo coronavírus, algo que esta investigação pode vir a clarificar.

A Professora Conceição Calhau revela que os participantes deste estudo serão recrutados no Serviço de Medicina Interna do Hospital São Sebastião (Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga), no Serviço de Cuidados Intensivos Polivalente do Hospital Curry Cabral (Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central), no Serviço de Atendimento Permanente do Hospital CUF Infante Santo, em Lisboa, na Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente do Hospital de São Francisco Xavier (Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental) e na Unidade de Cuidados Intensivos do Centro Hospitalar Universitário de São João. Os critérios de inclusão são ter COVID-19 e mais de 18 anos.

Para explorar as bactérias (espécie, género ou filo) que podem estar representadas
nos doentes infetados, em menor ou maior quantidade, será analisado o perfil da
microbiota em diferentes estados de doença: doença leve (autoisolamento em casa);
doença grave (isolamento no quarto do hospital) e pacientes críticos (Unidade de
Cuidados Intensivos hospitalar). A caracterização do microbiota intestinal será feita a
partir de amostras de fezes.
Referências
1 – Ingredientes não digeríveis nos alimentos que promovem seletivamente o crescimento e a atividade de um número limitado de espécies bacterianas autóctones e, portanto, conferem um benefício ao hospedeiro. Os prebióticos estão naturalmente
presentes em vegetais e frutas como alho, cebola, espargos, tomate, banana, ameixa e maçã; em grãos e cereais como farelo e nozes, amêndoas.
2 – Micro-organismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem um benefício à saúde do hospedeiro. Podem ser encontrados em iogurtes e leites fermentados ou em suplementos.
Biocodex
A Biocodex é uma multinacional farmacêutica, independente, que se pauta por elevados padrões científicos e de produção, com seis décadas de sucessos comprovados. Fundada em 1953, inicialmente focada exclusivamente na Gastroenterologia com um inovador e exclusivo probiótico Saccharomyces boulardii CNCM I-745®, hoje a Biocodex tem um portefólio de atuação que vai muito para além da Gastroenterologia.
A Biocodex está comprometida com a investigação e inovação e tem a sua própria fábrica e o seu centro de desenvolvimento em França. O centro acolhe uma multifacetada equipa de investigadores que trabalham conjuntamente com algumas das maiores universidades e com os médicos mais reconhecidos na área da microbiota.
A missão da Biocodex Microbiota Foundation é promover a pesquisa em microbiota e sua interação com várias patologias. A pesquisa é apoiada por meio de subsídios concedidos a projetos que investigam a implicação da microbiota na saúde humana.

NOVA Medical School (NMS)
A NOVA Medical School (NMS) é uma unidade orgânica da Universidade NOVA de Lisboa, desde 1977. Conta atualmente com 1.719 alunos no Mestrado Integrado em Medicina, 40 alunos na Licenciatura em Ciências da Nutrição, 726 alunos em formação pós-graduada e um total de 546 docentes e investigadores.
Trabalha com várias unidades de saúde associadas, o que permite aos seus alunos usufruir de uma diversidade de locais de ensino e um conhecimento da realidade hospitalar e de cuidados de saúde primários mais abrangentes.
A NMS tem um centro de investigação – CEDOC-NMS – Centro de Estudos de Doenças Crónicas – e é participante em 4 Unidades de I&D: CHRC – Centro de Investigação Integrada em Saúde, iNOVA4Health – Programa de Medicina Translacional, ToxOmics – Centro de Toxicogenómica e Saúde Humana e CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, da qual a Professora Conceição Calhau é coordena a Linha Temática 1 – Medicina Preventiva & Desafios Societais.


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Doenças do aparelho digestivo: avanços recentes

A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia está a comemorar 60 anos de existência, sempre em prol da saúde digestiva. É um bom momento para explicar o papel desta especialidade e os avanços mais recentes.

 

Artigo da responsabilidade do Prof. Rui Tato Marinho, presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia

 

Corria o ano de 1960 quando um conjunto de médicos, de várias especialidades e áreas de diferenciação, decidiram formar a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG). O Ministério da Saúde (e Assistência) fora criado dois anos antes, em 1958. A SPG é agora uma Associação Científica de Utilidade Pública, sem fins lucrativos, tendo neste contexto várias missões a cumprir.

A especialidade de Gastrenterologia começou a diferenciar-se no século XIX, na Alemanha e na Áustria. Mas a primeira sociedade de Gastrenterologia do Mundo seria criada em 1897, nos Estados Unidos: The American Gastroenterological Association. Num tempo em que o Tempo corria mais devagar!

A NOSSA MISSÃO

O que é uma Sociedade Científica? É uma associação de profissionais de saúde, neste caso, na sua grande maioria, médicos especialistas em Gastrenterologia, uma das cerca de 50 especialidades reconhecidas pela Ordem dos Médicos.

Uma Sociedade Científica tem vários objetivos e missões a cumprir: promoção da investigação científica, organização de reuniões científicas, promover a informação dos profissionais de saúde, do público em geral  e dos decisores políticos. Uma das principais missões centra-se na promoção da melhoria dos cuidados de saúde para a população, que será sempre o centro da nossa atividade.

A SPG tem também como missão a partilha de conhecimentos entre os médicos da especialidade. É uma verdadeira Escola de Vida: a formação contínua é assegurada, em grande parte pelas Sociedades Científicas, pela partilha do conhecimento entre especialistas de várias gerações. E somos hoje 500 especialistas.

O GASTRENTEROLOGISTA

Quais são os órgãos principais do aparelho digestivo? Esófago, estômago, intestino delgado (inclui o duodeno), cólon e reto, ânus, fígado e vias biliares, vesícula biliar e pâncreas. Tantos para um fim comum.

A função do gastrenterologista – ou o “gastro” na nossa gíria – assenta em três pilares:

  • Execução de exames para observar por dentro o corpo humano, muitos deles aproximando-se da atividade de um cirurgião. São eles a endoscopia alta, para ver o esófago, estômago, duodeno; colonoscopia, para o cólon; cápsula endoscópica, para o intestino delgado; CPRE, para os canais do pâncreas e das vias biliares, entre outros. Atualmente, até se consegue realizar uma ecografia aos órgãos internos com um aparelho chamado ecoendoscópio (endoscopia e ecografia), com a possibilidade de realizar biopsias e fazer alguns tratamentos.
  • Por outro lado, lida com doenças graves, potencialmente mortais, como sejam os cancros digestivos e as doenças do fígado. Os cancros do aparelho digestivo representam 1/3 de todos os cancros dos portugueses, sendo responsáveis por 10% das mortes anuais. Um deles é o cancro mais frequente em termos de novos casos por ano, o cancro do cólon e reto, com pouco mais de 10.000 casos em 2018. Ou seja, na próxima década irão aparecer 100.000 novos casos. Três das entidades onde o gastrenterologista tem um papel vital estão no Top 10 da mortalidade em Portugal: cancro do estômago, cancro do cólon e doenças do fígado.
  • Por último, lidamos com outras doenças menos graves, mas que afetam milhões de pessoas (obstipação com 2 milhões, doença de refluxo com 3 milhões, síndroma do intestino irritável com 1 milhão) ou alguns milhares, como a doença de Crohn e a colite ulcerosa.

EXCELENTE ESPERANÇA MÉDIA DE VIDA

O primeiro presidente da SPG foi o Prof. Cascão de Anciães. Outros 26 se seguiram. Todos eles deram e receberam, contribuindo para que os portugueses tenham hoje uma das melhores ofertas europeias e mundiais no domínio das doenças do aparelho digestivo.

Um dos aspetos que ilustra o progresso do conhecimento médico é o facto que a esperança média de vida em Portugal ter aumentado, desde 1960, quase 20 anos, de 64 para 81,6 anos.

Temos hoje uma das melhores esperanças médias de vida do Mundo. Temos a quarta população do mundo com maior percentagem de população (22,7%) com mais de 65 anos.

Um dos aspetos que contribuiu para esta longevidade foi a criação e implementação do Serviço Nacional de Saúde, em 1979, que gerou ganhos de saúde a todos os títulos notável. No ano 2000, foi classificado pela Organização Mundial de Saúde como o 12º melhor do Mundo, entre 191 países.

Dado as doenças que acima descrevemos, a atividade especializada do gastrenterologistas contribuiu, de forma bem marcada, para a excelente esperança média de vida dos portugueses, agora os nossos pais, avós e bisavós.

SUCESSO NA SAÚDE DIGESTIVA

Muita da atividade do gastrenterologista é centrada no diagnóstico, rastreio (deteção sem sintomas), tratamento e cura de muitas doenças graves e mortais.

A evolução da Gastrenterologia acompanha a evolução geral da sociedade em que vivemos: tecnologia, gestão, informática, biologia molecular, imunologia, virologia, bacteriologia, estatística, dados, epidemiologia, internet, publicação científica, facilidade de comunicação, etc.

E esta evolução tem sido notável. Salientaria duas áreas: a endoscopia digestiva e a área das doenças do fígado, a chamada hepatologia. A Sociedade de Portuguesa de Endoscopia Digestiva seria fundada em 1979 e o Núcleo de Hepatologia em 1983 (agora, Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado). São duas Sociedades com quem a SPG partilha o espaço e secretariado.

Durante estas seis décadas, a endoscopia tornou-se rotina, conseguindo observar praticamente toda a extensão dos 8 metros do aparelho digestivo com vários aparelhos (endoscópio, enteroscopia, cápsula endoscópica e colonoscopia). As vias biliares e os canais pancreáticos também se conseguem observar com um exame chamado CPRE.

Outras inovações na área da Radiologia permitem hoje uma maior eficiência: ecografia abdominal, TAC, ressonância magnética. Ou seja, temos hoje armas que permite ver com detalhe o interior do aparelho digestivo e os seus órgãos anexos, por dentro e por fora. Um aparelho semelhante a uma ecografia, chamado elastografia ou Fibroscan, permite em dois minutos, como que fosse magia, saber se alguém tem cirrose ou não, reduzindo o número de biopsias (com agulha espetada no fígado) em cerca de 90 por cento.

OBJETIVO: SALVAR VIDAS

Uma das doenças clássicas de há três décadas, a úlcera duodenal, deixou de o ser. De repouso, dieta e leite no passado, vários fármacos viriam a tornar esta entidade quase um não problema: cimetidina, ranitidina, inibidores da bomba de protões (omeprazol e os seus congéneres). A identificação de uma bactéria chamada Helicobacter pylori permitiu a sua cura e reduzir o grande problema de saúde que foi a úlcera duodenal e gástrica.

A intervenção na hemorragia digestiva (emissão de sangue pelas fezes e pelo vómito) tem sido cada vez maior: tratamento para as varizes que sangram, clips, eletrocoagulação, sprays, colas. O gastrenterologista tem hoje muitas armas para intervir e salvar vidas.

A intervenção nos cancros é cada vez maior, seja na prevenção, no diagnóstico, no tratamento ou na paliação. O paradigma é a importância do rastreio com a colonoscopia do cancro do cólon e do reto.

Nas doenças do fígado, os avanços são igualmente múltiplos: foram identificados cinco vírus (A, B, C, D, E) e produzidas vacinas para quatro deles (A, B, D, E). A vacina da hepatite B tem salvo muitas vidas. O transplante do fígado tornou-se hoje uma rotina, sendo Portugal um dos países que mais transplantes: cerca de 200-250 por ano. Quanto ao tratamento, foi conseguido o controlo da hepatite B e a cura da hepatite C, um dos maiores avanços da virologia moderna. É necessário ter presente que a epidemia do fígado gordo está à nossa porta: estima-se que um quarto da população mundial tenha esteatose hepática.

O avanço da microbiologia contribuiu sobremaneira para muitos destes avanços. A identificação do ADN em 1953 e a descoberta de algumas técnicas como o PCR (Polymerase Chain Reaction) permitiu conhecer muitos destes vírus e partir para a descoberta de curas e vacinas. Quem identificou o vírus da hepatite B e o Helicobacter foi agraciado com o Prémio Nobel em 1976 e em 2005, respetivamente. Qual o significado das cerca de 100 triliões de bactérias que temos no intestino e que connosco vivem em equilíbrio?

E DEPOIS DO ADEUS AO CORONAVÍRUS?

Com a pandemia de coronavírus, o País parou e deixaram de se fazer as 1000 colonoscopias que se realizavam num só dia. Sabemos que no espaço de um mês teremos o diagnóstico de 1500 novos casos de cancro digestivo, mais de metade correspondente a cancro do cólon.

A Gastrenterologia é hoje uma especialidade da maior relevância. Esta terrível pandemia veio chamar a atenção que o País não pode viver sem gastrenterologistas.

A saúde digestiva é, claramente, uma das componentes vitais da Moderna Saúde Pública, sendo da maior relevância insistir nos estilos de vida saudável, exercício físico, não fumar, não consumir álcool em excesso, comer frutas e vegetais e… tentar ser feliz!

 

 

 


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Hipertensão atinge mais de 40% da população portuguesa

1ª Semana da Hipertensão EM CASA| 17 a 22 de Maio

Webinares temáticos e atividades online no Facebook, Instagram, Youtube e site da SPH marcam a 1ª Semana da Hipertensão EM CASA. A 17 de Maio (domingo) iniciam-se as atividades que se mantêm depois durante a semana.

A Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) assinala a partir de 17 de Maio (domingo) a 1ª Semana da Hipertensão EM CASA tendo em conta as medidas de contingência devido à pandemia que se vive atualmente. A semana, que decorre de 17 a 22 de Maio, pretende sensibilizar a comunidade para o tema e alertar para a importância da prevenção e do tratamento adequado da hipertensão arterial (HTA), desta vez através de canais digitais para chegar a todos os que estão em casa.

Vítor Paixão Dias, presidente da SPH refere que “relativamente ao panorama atual da hipertensão e do risco cardiovascular global no nosso país, embora a prevalência da hipertensão arterial se mantenha relativamente estável nos últimos 15 anos, atingindo mais de 40% da população adulta, a mortalidade cardiovascular de que a hipertensão é o principal fator de risco, tem vindo sistematicamente a diminuir e veio para baixo dos 30%, o que é um marco histórico. No entanto, o principal fator de risco não modificável é a idade e o envelhecimento da população colocará cada vez mais desafios aos médicos e aos decisores políticos”.

As atividades online previstas passam por webinares temáticos em formato digital: sessões de cerca de 45 minutos realizadas através de plataformas web que vão permitir esclarecer dúvidas, orientar na prática do exercício físico e de uma alimentação adequada. A SPH quer desconstruir mitos relacionados com o dia-a-dia de um doente hipertenso, incentivar a atividade física regular e uma alimentação saudável com baixo teor de sal. E relembrar a importância de cumprir a toma da medicação prescrita.

No contexto do COVID-19, a Sociedade Portuguesa de Hipertensão esclarece que os doentes hipertensos com o vírus devem ter as mesmas precauções que indivíduos da mesma faixa etária e com o mesmo perfil de co-morbilidades não hipertensos e à luz do conhecimento atual não devem suspender o tratamento com iECAs (inibidores da enzima de conversão de angiotensina) ou ARAs (antagonistas dos recetores de angiotensina).

 

Sobre a Hipertensão

A hipertensão, ou também conhecida como ‘tensão alta’, é uma doença crónica que não apresenta sintomas mas afeta e danifica artérias e vários órgãos vitais do corpo humano. Mundialmente esta patologia mata cerca 9,4 milhões de pessoas por ano, estimando-se que afete outros 1.5 biliões.

Em Portugal, a hipertensão atinge 42,2% da população adulta, mas cerca de ¼ dos hipertensos desconhece que tem a doença e só 74,9% dos hipertensos estão medicados. Atualmente 42,6% das pessoas com hipertensão têm a doença controlada. Um outro fator preocupante é que uma percentagem cada vez maior dos jovens e crianças sofre de hipertensão, o que se deve ao consumo excessivo de sal aliado à falta de exercício físico e à obesidade que se verifica.

 


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Hipertensão arterial e insuficiência cardíaca: relação próxima e perigosa

Existem uma relação muito próxima e perigosa entre a hipertensão arterial e a insuficiência cardíaca. Controlar uma significa prevenir a outra.

 

Artigo da responsabilidade da Dra. Paula Felgueiras, secretária adjunta Norte da Direção da Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH)

 

A hipertensão arterial (HTA) é um dos problemas de saúde pública mais importantes a nível mundial, acarretando enorme impacto, quer a nível económico, quer na qualidade de vida das pessoas, pelas complicações a esta associadas (sejam as doenças cerebrovasculares, como o acidente vascular cerebral, e/ou as cardíacas, como o enfarte agudo do miocárdio e a insuficiência cardíaca).

A prevalência global de HTA em adultos é de aproximadamente 30 a 45%, aumentando tendencialmente com a idade. Estima-se que, em pessoas com idade superior a 60 anos de idade, a prevalência ultrapasse os 60%, isto é, mais de metade desta população será hipertensa.

O QUE É A HTA?

Define-se HTA como sendo uma pressão arterial sistólica no consultório maior a ou igual 140mmHg e/ou diastólica maior ou igual 90mmHg.

Na maioria das vezes, a HTA é silenciosa, representando por si só um fator de risco para muitas outras doenças, como sejam a doença arterial coronária, o acidente vascular cerebral ou a insuficiência cardíaca. Em muitos casos, a HTA está associada a outras patologias, como a diabetes e a dislipidemia, aumentando o risco de desenvolvimento de doença cardíaca, particularmente insuficiência cardíaca.

Sabemos que uma pessoa de 60 anos de idade com doença cardiovascular e diabetes tem, em média, menos 12 anos de esperança média de vida, relativamente a uma pessoa sem tais patologias.

CONTROLO DOS FATORES DE RISCO

Desde modo, torna-se fundamental o controlo dos fatores de risco cardiovasculares, de modo a evitar o aparecimento das lesões dos órgãos alvo (coração, vasos, rim e cérebro). Assim, o controlo da HTA, da diabetes, da dislipidemia, e a cessação tabágica, resulta num cenário em que a mesma esperança média de vida passa a ser equivalente à dos indivíduos sem fatores de risco.

Consequentemente, a visão do médico passou do controlo/tratamento de cada patologia de forma independente, para uma perspetiva global, para cada indivíduo (daí a designação de terapêutica individualizada), mediante a idade da pessoa, o sexo, os hábitos de vida (tabaco, consumo de álcool, sedentarismo), obesidade, dislipidemia, HTA e diabetes, entre outros.

As consultas de Risco Cardiovascular são de elevada importância, na medida em que, para cada paciente, é avaliado o risco específico, bem como traçados objetivos pessoais de controlo de tensão, dos lípidos, da diabetes, do peso e dos hábitos de vida. A terapêutica individualizada é fundamental para controlo dos fatores de risco, evitando assim o desenvolvimento da insuficiência cardíaca, que se torna a fase avançada do “continuum” cardiovascular.

E A INSUFICIÊNCIA CARDÍACA?

Quanto à insuficiência cardíaca, esta define-se como uma síndrome em que a pessoa desenvolve intolerância ao esforço na presença de disfunção cardíaca. As pessoas apresentam mais comummente sintomas como o cansaço/fadiga e a “falta de ar”, seja em esforços moderados e médios ou até mesmo em repouso (dependendo do grau de insuficiência cardíaca). Podem também apresentar edema, vulgarmente identificado como pernas “inchadas”, que se caracteriza pela acumulação de líquido e pelo urinar várias vezes durante o período noturno. Ainda que menos específicos, podem ainda surgir outros sintomas, como sejam a falta de energia crónica, a dificuldade em dormir, a confusão ou perda de memória, a tosse com expetoração espumosa, entre outros.

A insuficiência cardíaca é considerada o último estádio da doença cardíaca, surgindo devido a doenças específicas ou quando os fatores de risco, nos quais se inclui a HTA, não são devidamente controlados.

RELAÇÃO PERIGOSA

Uma hipertensão arterial não controlada conduz, ao longo do tempo, ao aumento do músculo cardíaco no ventrículo esquerdo (do coração), resultando num ventrículo com alterações do enchimento (diastólico) e, posteriormente, num ventrículo dilatado e cuja função cardíaca diminui, levando a que o sangue fique acumulado a montante, a nível pulmonar, e daí o aparecimento da “falta de ar”.

Por outro lado, a própria hipertensão arterial acelera a perda de “compliance”  arterial relacionada com o envelhecimento, aumentando a massa muscular do ventrículo esquerdo. Seguem-se alterações a nível das células do músculo cardíaco, com posterior dilatação das câmaras do coração e, consequentemente, surgem arritmias (fibrilhação auricular, entre outras).

Controlar a pressão arterial ajuda a prevenir a insuficiência cardíaca. Para prevenir o aparecimento da insuficiência cardíaca, os doentes hipertensos devem manter a pressão arterial dentro dos alvos, com recurso quer a terapêutica não farmacológica (através de mudanças de estilo de vida, como por exemplo a dieta hipossalina e a prática de exercício físico), quer a terapêutica farmacológica.

DIETA BAIXA EM SAL

É fulcral, a nível da terapêutica não farmacológica, a manutenção de uma dieta mediterrânica baixa em teor de sal. A população portuguesa consome em média, diariamente, mais do dobro do sal recomendado. A redução do consumo de sal é fundamental para o controlo da pressão arterial e da insuficiência cardíaca.

Quanto à terapêutica farmacológica, nos doentes com HTA e insuficiência cardíaca, e como primeira linha de terapêutica, surgem os antagonistas dos recetores de angiotensina (ARAS) e os inibidores de enzima conversora de angiotensina (IECAS), tendo vários estudos provado a redução da mortalidade com a sua utilização. Estão igualmente provados os benefícios do uso de beta-bloqueantes e de antagonistas dos recetores dos mineralocorticoides.

EM RELAÇÃO À COVID-19

Um apontamento relativamente à pandemia COVID-19: os doentes com doença cardiovascular parecem ter um aumentado o risco de efeitos adversos quando infetados pelo coronavírus, isto porque, apesar das manifestações clínicas mais frequentes serem os sintomas respiratórios, o vírus pode causar lesões cardiovasculares.

Segundo a posição das Sociedades Internacionais de Cardiologia, não existe evidência clínica ou experimental que mostre outcomes adversos na terapêutica com os ARAS ou os IECAS. Aliás, as várias sociedades científicas emitiram, em 17 de Março de 2020, uma declaração conjunta na qual recomendam a manutenção da terapêutica em curso para a HTA e para a insuficiência cardíaca.

 

 


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terça-feira, 5 de maio de 2020

Doenças cardiovasculares e a COVID-19

Os doentes com doenças cardiovasculares constituem um grupo com maior risco de contrair infeção e têm também um acréscimo significativo de complicações. Daí a importância da adoção de medidas preventivas adicionais, que devem ser seguidas com especial atenção e rigor.

 

Artigo da responsabilidade da Profª. Ana Teresa Timóteo, secretária-geral da Sociedade Portuguesa Cardiologia; cardiologista, Hospital Santa Marta, Centro Hospitalar Lisboa Central; professora auxiliar, Faculdade Ciências Médicas de Lisboa

 

Nos últimos 100 anos, temos assistido a episódios repetidos de pandemias, algumas com elevadíssima mortalidade. Durante a 1ª Guerra Mundial, a Gripe Espanhola dizimou milhões de pessoas em todo o mundo e, mais recentemente, tivemos em 2002 uma pandemia pelo coronavírus SARS-CoV1 (Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus), em 2009 a Gripe A, causada pelo vírus Influenza H1N1 e, em 2012, outro coronarivus, chamado MERS – CoV (Middle East Respiratory Syndrome Coronavirus). Em finais de 2019, apareceram os primeiros casos de uma nova doença por coronavírus ou Coronavirus Disease 2019 (COVID-19), causada pelo SARS-CoV2. Os primeiros casos foram descritos em Wuhan, na província de Huban, na China, mas rapidamente de propagou a toda a China e Ásia. A fácil circulação das pessoas facilitou a sua disseminação a outros países mais distantes, incluindo a Europa, que a partir de finais de janeiro começou a reportar os primeiros casos. Este rápido alastramento internacional levou à declaração de pandemia pela Organização Mundial de Saúde, em 11 de março de 2020.

GRUPOS COM MAIOR RISCO

O vírus transmite-se de pessoa a pessoa por contacto próximo, sobretudo através de gotículas respiratórias, com um período de incubação de cerca de 14 dias e tem maior contagiosidade que com os vírus anteriores. Diversas publicações científicas têm surgido sobre esta infeção, a maioria com origem na China, onde referem que 81% dos casos têm forma de apresentação ligeira, 14% grave e 5% critica ou muito grave.

Podem ser atingidas pela infeção pessoas de todas as idades e o risco de desenvolverem doença grave aumenta a partir dos 60 anos. A presença de comorbilidades ou doenças crónicas nos doentes infetados é frequente (cerca de 24% dos doentes), sobretudo a hipertensão arterial em 17%, a diabetes em 8% e as doenças cardiovasculares em 5%, bem como doenças respiratórias e cancro, com valores ainda mais elevados nos doentes que são internados (50% dos doentes, com 40% por doença cardio ou cerebrovascular) e, em particular, nos cuidados intensivos, mostrando assim que estas comorbilidades os tornam particularmente mais vulneráveis.

A taxa de mortalidade global pela infeção com COVID-19 situa-se nos 2,3%. Nos indivíduos sem outras doenças, é bastante baixa, de 0,9%, aumentando para 8% no grupo etário entre os 70 e 79 anos e 14,8% acima dos 80 anos.

A presença de outras doenças crónicas, confere também um risco aumentado de morte. Salientam-se as doenças cardiovasculares com uma mortalidade de 10,5%, seguida pela diabetes com 7,3%, doença respiratória crónica com 6,3%, HTA com 6% e cancro com 5,6%. Assim, os doentes com doenças cardiovasculares constituem, tal como os idosos (eles próprios portadores dessas doenças), um grupo com maior risco de contrair infeção e têm também um acréscimo significativo de complicações e de mortalidade.

COMPLICAÇÕES CARDÍACAS

As complicações cardíacas associadas à infeção por COVID-19 são semelhantes às produzidas pelos outros vírus referidos, podendo afetar o sistema cardiovascular, quer pelo desenvolvimento de nova doença ou por descompensação de situações previamente existentes.

Uma das formas mais frequentes de apresentação cardiovascular é a lesão do miocárdio, o músculo do coração, sendo também marcador de evolução clínica desfavorável. Pode ser resultado de agressão direta do vírus sobre o músculo do coração, por inflamação, por causar enfarte do miocárdio ao atingir as artérias coronárias que irrigam o coração ou pelos baixos níveis de oxigénio no sangue nas formas graves de pneumonia.

Os doentes que apresentam maior risco de lesão do miocárdio são os idosos e doentes com doenças cardiovasculares de base e diabetes, e este envolvimento associa-se a uma mortalidade substancialmente superior, em particular com doença cardiovascular de base.

Outras formas de manifestação cardiovascular, em particular nos doentes que necessitam de internamento em cuidados intensivos, são o choque, as arritmias e as alterações de coagulação, esta última com formação de coágulos em várias localizações, como o pulmão e as veias das pernas e resultante de um processo intenso de inflamação generalizada, que conduz também a perturbações da coagulação.

ORIENTAÇÕES SOBRE A MEDICAÇÃO

Os doentes com doenças cardiovasculares devem manter a medicação em curso e seguir os conselhos do seu médico assistente, garantindo que têm medicação em quantidade suficiente.

A segurança de alguns medicamentos para o tratamento da hipertensão arterial e insuficiência cardíaca, nomeadamente os IECA e ARA II, foi questionada em alguns artigos científicos, tendo sido sugerido que os doentes sob tratamento com estes medicamentos poderiam ter uma evolução mais grave da doença a coronavírus. No entanto, estudos com resultados opostos estão também publicados, pelo que, segundo as recomendações atuais, o tratamento com estes medicamentos não deverá ser interrompido.

Outra nota importante sobre medicação diz respeito aos diversos medicamentos que têm sido testados e utilizados para o tratamento desta infeção, alguns com efeitos deletérios diretos sobre o coração e outros que causam interferência com muitos dos medicamentos utilizados no tratamento das doenças do coração, podendo reduzir o seu efeito e colocar o doente em risco. Nestas circunstâncias, o médico que assiste o doente quando diagnosticada a infeção deverá analisar casos a caso a medicação a utilizar.

RECOMENDAÇÕES

É fundamental a sensibilização dos profissionais de saúde e dos doentes com doença cardiovascular crónica, seus familiares e cuidadores, para o potencial de risco acrescido de contrair infeção por COVID-19 e de complicações, para a adoção de medidas preventivas adicionais às estabelecidas pela Direção Geral de Saúde para a população em geral, devendo ser seguidas com especial atenção e rigor. Assim:

  • Evitar deslocar-se ao hospital ou centro de saúde, a menos que estritamente necessário, procurando contactar por via telefónica ou informática o seu médico assistente ou outros profissionais de saúde;
  • Permaneer no domicílio, deslocando-se ao exterior apenas se estritamente necessário;
  • Lavar as mãos com frequência, mesmo que esteja no domicílio, desinfetar regularmente os materiais tocados por outros (maçanetas de portas, corrimão, teclados de computador) e evitar contactos com outras pessoas;
  • Verificar a temperatura corporal do próprio e com quem contacte diariamente, ainda que no mesmo domicílio, se houver alguma suspeita de contágio;
  • Promover medidas genéricas de estimulação imunológica, nomeadamente alimentar-se bem, dormir adequadamente e reduzir os níveis de stress.

Não esquecer também que, em caso de sintomas sugestivos de enfarte ou AVC, deve contactar imediatamente o 112 que, em caso de confirmação destas situações, irá assegurar o transporte seguro e direto para um serviço de especializado para um rápido tratamento. Existem vias seguras de orientação destes doentes, pelo que o receio de contrair infeção no hospital não deve condicionar o doente no acesso aos cuidados de saúde.

Leia o artigo completo na edição de maio 2020 (nº 305)


Doenças cardiovasculares e a COVID-19 publicado primeiro em https://saudebemestar.com.pt/

Doenças cardiovasculares continuam a ser a principal causa de morte em Portugal e no Mundo

Neste mês de maio, o mês do coração, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) reforça que, apesar da situação pandémica que vivemos, as doenças cardio e cerebrovasculares não deixaram de existir e continuam a ser a principal causa de morte em Portugal e no Mundo.

“A Sociedade Portuguesa de Cardiologia quer deixar bem presente neste mês do coração, a importância das doenças cardio e cerebrovasculares que continuam a ser primeira causa de morte em Portugal e no mundo”, relembra o Presidente da SPC, Prof. Victor Gil. “O coração continua a bater e é importante estarmos atentos aos seus sinais. Escute o seu coração”, acrescenta.

“A existência de uma pandemia com as características que tem a Covid-19 não coloca as doenças cardiovasculares entre parênteses, elas continuam presentes e é de extrema importância estarmos atentos aos seus sinais e escutarmos o nosso coração”, reforça o Presidente da SPC.

O mês de maio é habitualmente celebrado por um conjunto de iniciativas de alerta e educação sanitária centradas na temática cardiovascular, no entanto, este ano a pandemia COVID-19 sobrepôs-se, naturalmente a todas as ações que a SPC tinha planeado.

A SPC deixa alguns conselhos para este mês do coração, cujo lema continua a ser ESCUTE O SEU CORAÇÃO:

  • Em plena pandemia, o coração continua a bater: esteja atento aos seus sinais;
  • Dor no peito, falta de ar, inchaço nas pernas, perda de consciência, palpitações, continuam a ser sintomas suspeitos de doença cardíaca! Procure ajuda médica;
  • Se tem doença cardiovascular crónica mantenha o acompanhamento médico por consultas presenciais ou teleconsulta;
  • Se tiver sintomas agudos – dor forte no peito, falta de ar aguda ou perda de consciência – chame o 112;
  • NUNCA interrompa ou modifique a medicação cardiovascular sem orientação médica;
  • Proteja-se!

 


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