terça-feira, 22 de outubro de 2019

10 coisas que você não sabia sobre a Quinoa - em NUTRIÇÃO

Resultado de um processo inovador, Nativa SPA Quinoa apresenta produtos que ajudam a combater os sinais de envelhecimento, deixam a pele mais firme e os cabelos mais fortes
10 coisas que você não sabia sobre a Quinoa - em NUTRIÇÃO publicado primeiro em https://vivasaude.digisa.com.br/

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Treino em ginásio: melhor remédio para a osteoporose

A osteoporose é uma condição patológica crónica associada à incidência de quedas e perda de autonomia funcional. Um estilo de vida que envolva a prática regular de exercício físico revela-se uma das melhores formas de prevenção. Venha descobrir quais os exercícios mais adequados para praticar no ginásio, para o combate à osteoporose!

 

Pela Profª Rita Franco

Licenciada em Ciências do Desporto e Educação Física pela Faculdade de Coimbra e em Fisioterapia pela Escola Superior de Saúde de Aveiro. Exerce funções no Holmes Place Arrábida como fisioterapeuta, personal trainer, instrutora de Pilates e Body Balance. Trabalha também como formadora na Holmes Place Training Academy, no âmbito do Pilates, Personal Training Foundation Course, Plataformas Vibratórias e Ginástica Abdominal Hipopressiva.

 

 

A osteoporose é definida como uma doença esquelética generalizada do tecido ósseo, caracterizada por diminuição da densidade mineral e alterações na arquitetura dos ossos, predispondo os portadores a fraturas. Uma queda, uma pancada ou até a ação de se levantar de uma cadeira, em portadores de osteoporose em grau mais avançado, pode provocar fraturas em um ou mais ossos. Devido à ausência de sintomas, as pessoas podem perder massa óssea durante anos (osteopenia), mas só perceberem da existência da doença na ocorrência de episódios mórbidos mais graves. Por este motivo, alguns autores e associações médicas designam-na como “doença silenciosa”.

Esta condição é mais frequente em mulheres depois da menopausa e em idosos após os 65 anos.

PROGRESSÃO DA OSTEOPOROSE

A densidade mineral óssea (DMO) aumenta durante o crescimento e

mantém-se constante até aos 20 anos. Na altura da menopausa, a mulher perde cerca de 2% ao ano, durante aproximadamente 5 a 10 anos. Até aos 75 anos, perde-se cerca de 10% de massa óssea por década e, depois, a perda abranda para 3 por cento.

Embora as perdas verificadas no homem sejam semelhantes às da mulher, normalmente não são tão problemáticas, pois os homens possuem ossos maiores e com mais mineral.

O diagnóstico da osteoporose tem por base a medição da DMO através da densitometria óssea. Para além da DMO, determinam-se dois índices, expressos em desvios-padrão:

  • O índice T: compara o valor medido com o pico de massa óssea;
  • O índice Z: compara com população da mesma idade, sexo e raça. 

    PAPEL DO EXERCÍCIO

    A atividade física tem um papel fundamental na massa óssea. Embora qualquer tipo de exercício físico seja benéfico, os exercícios com impacto têm maior ação ao nível da massa óssea. No entanto, a realização de exercícios de alto impacto deve ser evitada, se já existir osteoporose! E devem evitar-se esforços que possam provocar fraturas, principalmente vertebrais.

    Para além dos efeitos na massa óssea, a prática regular de exercício tem outros efeitos benéficos: força muscular, coordenação motora, equilíbrio, postura e flexibilidade.

    Estes benefícios são fundamentais para a redução do risco de quedas nas idades mais avançadas.

    Leia o artigo completo na edição de outubro 2019 (nº 298)


Treino em ginásio: melhor remédio para a osteoporose publicado primeiro em https://saudebemestar.com.pt/

Diga não à procrastinação

Todos nós temos tarefas pendentes que resultam pouco apetecíveis. Mas ao procrastiná-las continuamente, a única coisa que conseguimos é bloqueio e angústia.

 

Desculpas como “faço amanhã” ou “faço quando estiver motivado”, “quando tiver tempo”, “quando estiver preparado”, são apenas armadilhas que nos levam a adiar as tarefas mais difíceis, sem considerar que, quanto mais depressa as acabarmos, melhor nos sentiremos e mais rapidamente iniciaremos outras atividades mais agradáveis.

Consequências do adiamento

A consequência imediata de procrastinar uma tarefa é o alívio por não ter de realizá-la. A ideia de fazer algo que não nos apetece cria-nos mal-estar e, como tal, tentámos evitá-lo, seja de que maneira for.

Ao adiar determinada atividade – seja ela doméstica ou profissional –, libertamo-nos temporariamente da sua carga, mas esquecemos os benefícios que obteríamos se a realizássemos imediatamente. Por exemplo, classificar e arquivar documentos da casa – faturas, contas, receitas médicas, etc. – pode ser uma tarefa pouco gratificante, mas se os deixarmos acumular, cada vez será mais penoso ordená-los e tornar-se-á quase impossível encontrar aquele que procuramos.

Saber que determinada tarefa nos espera atua como um constante aviso que nos enche de intranquilidade e inquietação. Além disso, os nervos de fazer as coisas sempre à última hora, as pressas e os imprevistos acabam por alterar o nosso equilíbrio emocional. A autoestima vê-se, assim, afetada pela sensação de inutilidade provocada pelo facto de não conseguirmos cumprir as nossas obrigações.

Mãos à obra!

As pessoas que tendem a adiar assuntos considerados importantes para o seu desenvolvimento pessoal ­ – cursos de formação profissional, deixar de fumar, fazer desporto, etc. – sentem-se, ao fim de algum tempo, insatisfeitas e inseguras, com a sensação de que não conseguem organizar o seu tempo nem progredir na vida.

Por vezes, também envolvemos outras pessoas, quando nos comprometemos com algo que nunca chegamos a realizar. Neste caso, podemos perder a confiança e o respeito dos demais.

Para se sentir eficiente, organizado e relaxado na sua vida quotidiana, além de decidido a cumprir os desejos de melhoria pessoal e profissional, há que passar à ação e começar por não evitar as tarefas mais aborrecidas ou difíceis. Uma boa forma de as abordar é tentar ver o seu lado agradável – há sempre uma perspetiva positiva – ou os benefícios que obterá uma vez concluídas.

Distrações “justificadas”

Uma maneira de escapar justificadamente à sensação de incómodo que se produz quando enfrentamos uma tarefa que não nos apetece é encontrando desculpas ou atividades falsamente prioritárias. Assim, substituímos essa tarefa por outras que resultam menos desagradáveis nesse instante.

Outras vezes, complicamos demasiado o processo de preparação da tarefa, com o objetivo de atrasar o seu início. Isto acontece, por exemplo, com tarefas de classificação, ordenação ou documentação, as quais, embora tenham o objetivo de facilitar a execução de um bom trabalho, acabam por eternizar-se. Estas ocupações criam a impressão de que estamos a trabalhar em vez de adiar, quando, na realidade, entramos apenas numa forma subtil de adiar a tarefa principal.

Medo do fracasso

O medo do fracasso leva-nos, por vezes, a não acabar aquilo que começamos. Ao encontrarmos dificuldades uma vez iniciada a empreitada, tendemos a interpretá-las como um sinal de que vamos ser mal sucedidos e, consequentemente, abandonamo-la.

O medo de nos enganarmos trava, igualmente, a iniciativa de agir, fazendo-nos esquecer que é preferível arriscar e falhar do que ter um fracasso garantido, por não nos atrevermos a desenvolver a tarefa.

Uma forma de vencer os nossos próprios temores é consciencializarmo-nos de que se aprende mais com os erros do que com os êxitos. Reconhecer os equívocos ajudar-nos-á a modificar os comportamentos e, em última análise, a melhorar.

Leia o artigo completo na edição de outubro 2019 (nº 298)


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quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Terapia da arte: símbolos do inconsciente

A terapia da arte baseia-se na crença de que a experiência física pode ser expressa através de imagens, quer sejam os rabiscos de uma criança ou a obra de um escultor. Assim como o psicanalista dá importância ao sonho, o terapeuta da arte dá importância à imagem.

 

A terapia da arte tem as suas raízes em várias disciplinas, nomeadamente a psicanálise, a psiquiatria e a educação visual e tecnológica. Utilizada, primeiro, como uma ferramenta de diagnóstico nos hospitais psiquiatras, foi reconhecida, mais tarde, como um tratamento independente.

Existe um número de princípios-chave na sua prática. Reconhece-se que o valor terapêutico da arte produzida é mais importante do que o estético. É importante, na medida em que a capacidade artística é menos importante do que a capacidade de beneficiar da terapia da arte.

O que é fundamental na terapia da arte é a crença de que a capacidade de fazer marcas é virtualmente universal e que esta pode tornar-se numa linguagem simbólica, capaz de ser compreendida. A terapia da arte acredita que existem aspetos de nós mesmos que estão por detrás da nossa consciência e que estes podem ser alcançados através de símbolos que são dados a conhecer pelo nosso inconsciente. Na terapia da arte, o veículo para esta expressão simbólica é o desenho feito pelo paciente.

Materiais

Pode ser usado qualquer material para se exprimir os sentimentos. Os mais usuais são as tintas, o lápis, o carvão, o papel, o cartão e o barro. Nalguns casos, pode ser usado um número mais vasto de meios, permitindo que o trabalho seja mais experimental, num sentido mais lato. Poderá haver a oportunidade de trabalhar em grande escala ou de criar usando material que não está normalmente associado às convencionais aulas de desenho.

De uma maneira ou de outra, o importante não é usar uma grande quantidade de materiais de arte, mas a experiência de criar, no contexto de uma relação segura e terapêutica, com um terapeuta que possa ir, ao longo do tempo, compreendendo a linguagem visual, os temas recorrentes e o seu significado simbólico, em cada indivíduo.

Relação com o terapeuta

A relação com o terapeuta é fundamental para progredir. É o terapeuta que cria as condições físicas e psicológicas com as quais o paciente poderá sentir-se, com o tempo, suficientemente à vontade para exprimir emoções fortes. Através da capacidade de manutenção dessa relação e dos próprios desenhos, cria-se a oportunidade de exprimir sentimentos, que possam ser vistos normalmente como sendo demasiado ameaçadores, quer sejam positivos ou negativos. Sentimentos de amor e ódio, desejo e agressão, raiva, medo e dor, podem ser contidos com a terapia da arte.

Numerosas aplicações

A terapia da arte tem numerosas aplicações e é utilizada em muitos grupos de doentes. Nestes incluem-se os doentes que sofrem de doenças mentais graves, homens e mulheres reclusos, adultos e crianças com dificuldades de aprendizagem, idosos, pessoas incapacitadas de falar e doentes em fase terminal. É, contudo, cada vez mais utilizada em pessoas que procuram apenas aumentar o seu próprio nível de autoconhecimento e que querem resolver, de um modo criativo, as dificuldades das suas vidas.

A terapia da arte é feita em grupo ou individualmente e cada uma destas formas tem vantagens. Quando se faz em grupo, a própria dinâmica do grupo é parte integrante do trabalho terapêutico e as aprendizagens individuais sobre como ele ou ela funciona em situação de grupo. Há menos atenção individual, mas há uma grande sensação de não estar sozinho. Existe a possibilidade de dar e receber. Na terapia individual, há privacidade total e atenção exclusiva, sem se precisar de esperar ou partilhar a atenção do terapeuta. As sessões em grupo são, normalmente, mais longas do que as individuais.

Diferentes escolas

Existem diferentes escolas de terapia da arte, algumas humanistas e outras psicanalíticas. Alguns terapeutas dirigem e estruturam a sessão para o doente; outros não dirigem e apenas trabalham de acordo com as necessidades momentâneas.

Outra diferença diz respeito à conceção que cada terapeuta tem da importância da imagem artística, dentro da relação terapêutica. O mais usual entre os terapeutas é utilizar a imagem artística como um meio de comunicação, completado com as palavras.

Leia o artigo completo na edição de outubro 2019 (nº 298)


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Nova app para doentes crónicos e os seus cuidadores informais

A app Careceiver é uma solução inovadora que tem como objetivo facilitar a vida dos cuidadores de doentes crónicos, aliando a tecnologia à saúde e ao bem-estar.

 

Artigo da responsabilidade da Enfª. Joana Afonso, CEO da Careceiver, enfermeira e investigadora; cuidadora informal

 

A nossa jornada teve início em meados de junho, quando jovens finalistas do ensino superior dos cursos de Ciências Biomédicas, Enfermagem e Naturopatia, procuraram ajudar aqueles que se encontram atualmente mais vulneráveis e necessitados de auxílio: os doentes crónicos e os seus cuidadores informais.

A CAUSA

Esta classe de cuidadores tão abrangente surge como principal foco da nossa atenção, após termos verificado em contexto clínico as visíveis e alarmantes necessidades que estes têm diariamente com os escassos recursos disponíveis.

Averiguada a problemática inicial, decidimos investigar mais e chegámos a um conjunto de dificuldades insistentemente sentidas pelas famílias cuidadoras. Desse momento em diante, procurámos soluções e todas estas se mostraram incompletas ou desadequadas à verdadeira realidade das famílias.

Neste processo, percebemos a importância de milhões de pessoas que diariamente sacrificam o seu tempo para tomar conta dos seus familiares doentes. Estas constituem uma classe denominada por cuidadores informais, que correspondem a 25% da população europeia.

O seu trabalho e dedicação contínuos geram consequências adversas para as suas vidas pessoais e profissionais, dado que não podem estar disponíveis em todos os momentos. A nossa a missão é facilitar a vida destes cuidadores, aliando a tecnologia à saúde, para que possam cuidar melhor e eficazmente.

 

A JORNADA

Continuámos a nossa busca incessante por informação, que nos conduziu a diversas comunidades de cuidadores informais, os quais não só colaboraram connosco, dando-nos os seus testemunhos, mas também gradualmente validaram a nossa proposta de solução inovadora, dando-nos o incentivo para continuar a desenvolver o projeto através da participação em concursos para jovens empreendedores. No seguimento destes, fomos adquirindo cada vez mais a validação necessária para a continuação e progresso da ideia.

Ao longo do nosso percurso, fomos conquistando vários prémios e distinções: 1º Prémio e-Training Centre for Social Entrepreneurs Portugal; 2º Prémio Mostra Nacional de Jovens Empreendedores; Finalistas do Concurso Acredita Portugal; e Finalistas e-Training Centre for Social Entrepreneurs European Final.

Com estas experiências, fomos crescendo enquanto equipa e celebrando novas amizades cruciais ao nosso desenvolvimento enquanto Start Up, nomeadamente com o nosso colega CEO da SwimTogether, André Santos, que generosamente nos ofereceu o tão imperativo bilhete de acesso ao European Innovation Academy, sem dúvida, um ponto de viragem crucial para Careceiver.

EUROPEAN INNOVATION ACADEMY

A European Innovation Academy é reconhecida na educação de empreendedorismo tecnológico pelos seus programas educacionais sem fins lucrativos, que são desenvolvidos através de parcerias com profissionais das principais instituições do mundo, como a Universidade de Stanford, U.C. Berkeley, Google, entre outros.

O seu corpo estudantil, repleto de futuros empreendedores e líderes empresariais, mergulha num ecossistema multicultural de mais de 15.000 ex-alunos e professores vindos de mais de 85 países, com a missão de educar futuros empreendedores e crescer empresas com potencial desenvolvimento digital.

A APP

Na European Innovation Academy, foi-nos concedida a oportunidade única de expandimos os nossos horizontes, integrar novos elementos na equipa altamente qualificados, receber mentoria de profissionais internacionalmente reconhecidos e, por fim, aumentar os nossos conhecimentos sobre as diversas nas áreas de negócios, desenvolvimento de software, design e marketing, sob a orientação dos nossos mentores Rodrigo Alvarenga, Christina Vila Boa e Kristina McMenamim.

No concurso, desenvolvemos a App Careceiver, agora em fase de teste. Esta inclui diversas caraterísticas, como notificação sobre a toma de medicação, rede de cuidadores informais e profissionais de saúde, agenda, notícias dirigidas ao cuidador informal e um sistema de chamadas, tudo isto em conjunto com uma bracelete simples e discreta que possibilitará detetar quedas, recolher dados biométricos e determinar a localização em situação de emergência.

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Cancro de cabeça e pescoço: uma realidade que é preciso melhorar

Estamos a falar de uma doença que mata 3 portugueses por dia. Reflitamos sobre o que cada um de nós pode fazer para mudar a realidade do cancro da cabeça e pescoço.

 

Artigo da responsabilidade da Dra.  Ana Joaquim, médica oncologista do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho; secretária da Direção do Grupo de Estudos de Cancro de Cabeça e Pescoço

 

Num passado recente, o cancro de cabeça e pescoço era uma realidade escondida. E são várias as justificações. Se, por um lado, uma percentagem significativa de doentes são alcoólicos e/ou fumadores, com má higiene oral e de estratos sociais baixos, por outro, os tratamentos são agressivos e, por vezes, mutilantes, com consequente vergonha do próprio, da família e da comunidade. Por fim, até há pouco tempo, a própria investigação era escassa nesta área, com poucas alternativas terapêuticas médicas para o número elevado de situações avançadas.

Era uma realidade de tal forma escondida que era considerada uma doença rara. Hoje em dia, é de conhecimento geral que não é uma doença rara. Como se poderia continuar a considerar rara uma doença que, em Portugal, é diagnosticada em cerca de três mil doentes por ano? Segundo os últimos dados, a incidência deste cancro é de 43 novos casos por 100.000 habitantes na população masculina e de 7 novos casos por 100.000 habitantes na população feminina.

BOM PROGNÓSTICO QUANDO A DETEÇÃO É PRECOCE

Nos últimos anos, muito mudou na sensibilização da comunidade científica, médica e civil relativamente a esta doença. Felizmente.

Quando diagnosticado numa fase inicial, o cancro de cabeça e pescoço é habitualmente tratado com um tipo de tratamento apenas (cirurgia – frequentemente pouco agressiva – ou radioterapia), com uma taxa de sucesso entre os 80 e 90 por cento.

Por sua vez, quando é diagnosticado em fase avançada, o tratamento é multimodal, o que significa que inclui mais do que uma modalidade terapêutica, com cirurgias complexas de exérese tumoral e reconstrução e/ou esquemas de quimio e radioterapia tóxicos. Nestes casos, a esperança média de vida é de cerca de cinco anos e a taxa de sucesso de 50%. Infelizmente, a maioria dos doentes, mais propriamente 60%, ainda são diagnosticados em fase avançada.

SINTOMAS E SINAIS

Um dos motivos é o desconhecimento geral relativo aos sintomas e sinais que esta doença pode originar. Estes são facilmente compreensíveis, se soubermos as localizações possíveis do cancro de cabeça e pescoço. Este engloba qualquer tipo de cancro nas vias aéreas ou digestivas da região da cabeça e pescoço, com exceção do esófago cervical.

O cancro da cavidade oral, frequentemente, manifesta-se por lesões vermelhas, brancas ou vegetantes associadas – ou não – a dificuldade na deglutição e hemorragia. A nível da faringe, a dificuldade ou dor em engolir são possíveis manifestações. O cancro da laringe poderá cursar com rouquidão e dor. O cancro da cavidade nasal poderá condicionar entupimento nasal e hemorragia. O aumento dos gânglios do pescoço, cursando com nódulos ou massas cervicais mais ou menos volumosas, é, também, uma possível manifestação.

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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Preparação para o parto: qual é o interesse destas aulas?

Encontra-se no sétimo mês de gestação e, como tal, é o momento de iniciar as aulas de preparação para o parto. Nelas aprenderá a relaxar-se e a controlar melhor esse tão esperado momento. Mesmo que opte por um parto com epidural…

 

Faltam apenas três meses para conhecer o seu bebé. A longa espera torna-a cada vez mais intranquila, mas poderá contar com a ajuda daqueles que mais sabem sobre o tema: os profissionais em preparação para o parto.

Nas aulas de preparação, tanto as grávidas e respetivos companheiros, como os profissionais partilham experiências, num ambiente relaxado. Não se aborrecerá: pelo contrário, aprenderá aspetos de grande utilidade, para que o parto seja mais fácil e seguro. Além de ter a oportunidade de dar resposta a todas as dúvidas, de forma direta e rápida, sentir-se-á compreendida e atendida, nas últimas semanas de gravidez, que costumam ser as mais incómodas.

Programa completo

Não há nada que garanta a ausência de dor no parto, exceto a anestesia. Se decidiu ter um parto mais natural, poderá controlá-lo com a respiração e relaxamento aprendidos nos cursos. Mas as técnicas para aliviar a dor não são o mais importante nem o objetivo das aulas. Todo o processo da gravidez origina um grande número de incertezas, ansiedade e pequenas perturbações. Isto, aliado ao puerpério e aos cuidados físicos e psíquicos do bebé, são aspetos de vital importância, para os quais também receberá preparação nestas sessões.

Geralmente, os cursos constam de aulas teóricas e práticas, onde exercitará a ginástica específica para grávidas.

E se optar pela epidural?

Os cursos de preparação para o parto não estão ligados à anestesia epidural. No entanto, mesmo que a sua intenção seja levar epidural, pode acontecer que o obstetra decida não aplicar a anestesia, se as circunstâncias obstétricas forem adversas.

Independentemente do que acontecer, são numerosas as razões para assistir ao curso. Em primeiro lugar, ter uma informação correta e realista sobre o parto ajudará a saber o que está a acontecer em cada momento. É muito importante reconhecer as diferentes etapas, para que a atuação seja o mais eficaz possível.

Também deverá aprender e aplicar as técnicas de relaxamento e respiração, para controlar as contrações, até ao momento da anestesia. E o mais importante: adquirindo os conhecimentos adequados, poderá ajudar o bebé, empurrando bem, para que ele veja a luz do dia o mais depressa e da melhor forma possível.

Além disso, nas aulas, terá a oportunidade de praticar ginástica, preparando-se para o pós-parto e adquirir os conhecimentos necessários para acelerar a sua recuperação e para responder às exigências do seu filho nos primeiros meses de vida.

Também para os homens

Dar à luz deixou de ser uma coisa exclusiva das mulheres, pelo menos, em sentido figurado! A partir do momento em que o homem reivindica o seu lugar na sala de parto, tem uma cadeira reservada nos cursos de preparação. Também ele necessita de estar preparado para o grande acontecimento.

Nestes cursos, o futuro papá terá a oportunidade de esclarecer as suas dúvidas e de encontrar respostas, tanto quanto ao desenvolvimento do parto, como sobre o papel que lhe está reservado. Aprenderão, além disso, tarefas imprescindíveis, como pôr e tirar fraldas, dar o biberão ou dar banho ao bebé, que tornarão mais fácil a sua participação nos cuidados do filho, desde o nascimento.

Aprender a relaxar

Saber relaxar-se é tão importante como estar em forma. Não só é útil no momento de dar à luz, como ajudará a enfrentar situações quotidianas, que a ponham especialmente nervosa. Também favorecerá um descanso mais profundo e eficaz.

Esta aprendizagem não é tão complicada com parece. Embora para umas pessoas seja mais fácil do que para outras, com empenho todos podemos conseguir. É uma questão de prática e de um treino constante. Para encontrar a técnica que dê resultado, procure o momento e o local mais apropriados. Uma vez adquirida, poderá pô-la em prática em qualquer situação e ambiente.

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