quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Melhorar a vida das pessoas pode ser tão simples!

EXISTE UMA CLÍNICA, EM PLENA AVENIDA DA LIBERDADE, EM LISBOA, REALMENTE FOCADA NO SEU BEM-ESTAR.

 

Desde a sua abertura, em 2016, a Clínica Liberty tem como propósito melhorar a vida das pessoas, através de um conceito de “medicina gourmet”. Pioneira no tratamento da transpiração, foi o primeiro espaço, em Portugal, a especializar-se nas várias resposta, cirurgicas ou não, à hiperidrose (patologia caraterizada pelo excesso de suor), bem como no seu estudo, melhorando a vida dos seus pacientes desde o primeiro dia.

Hoje, é uma clínica de estética que, para além da Transpiração, atua nas áreas de Dermoestética, Cirurgia Plástica, Vascular, Obesidade e Cardio-Torácica, com uma filosofia simples: “Queremos que quem nos visita se sinta em casa e, para isso, tudo o que fazemos é de forma absolutamente personalizada e cuidada…gourmet!”, começa por explicar Rosália Pedrosa, gestora da marca.

O QUE É A MEDICINA GOURMET?

Segundo a administração da Clínica Liberty, a medicina gourmet é aquela que é desenvolvida e aplicada de acordo com cada paciente. “É certo que os tratamentos médicos são sempre personalizados de certa forma. Mas na Clínica Liberty o objectivo era mais do que isso. Quiseram – e conseguiram – implementar uma visão de saúde e de bem-estar global. Quem visita, para além de se sentir em casa, sabe que tudo o que lhe é recomendado e o plano que lhe é traçado, é só para si. Tem sempre a ver com o ritmo, objetivos, necessidades e até personalidade do paciente. É uma abordagem holística de várias especialidades complementada por um atendimento muito próximo e que acompanha o indivíduo a cada etapa.

Para dar vida a este conceito, a Clínica Liberty apostou em três grandes mais-valias – na sua opinião, a base desta “medicina gourmet”: 1) profissionais de confiança, extremamente reputados nas suas áreas e sempre disponíveis para encontrar soluções; 2) uma equipa técnica de apoio prática, que agilize processos e procedimentos burocráticos, sempre de forma a simplificar e acelerar os mesmos, facilitando a vida às pessoas, assumindo a eficiência um papel priimordial e 3) uma equipa constituída por profissionais  que consideram que o sorriso, a visão humana e genuinamente preocupada com o caso de cada paciente são a melhor forma de contribuir para  o bem-estar dos pacientes.

A EVOLUÇÃO DAS PATOLOGIAS EM PORTUGAL – MUDANÇA DE PARADIGMA NA CLÍNICA LIBERTY

Atualmente, a Clínica Liberty tem-se diferenciado na área da medicina estética, com tratamentos de rosto e corporais cirúrgicos (cirurgia plástica) mas também não-invasivos; e dos tratamentos cirúrgicos minimamente invasivos, nos segmentos da transpiração, cirurgia cardio-torácica (exemplo: pectus excavatum), cirurgia vascular e cardiologia.

Nesta última área, o Prof. Dr. Javier Gallego, um dos seus maiores especialistas ibéricos, após começar, desde cedo, a atuar na cirurgia torácica vídeo-assistida, contribuindo para simplificar a técnica cirúrgica para o tratamento da hiperidrose, defende as vantagens de uma abordagem minimanente invasiva sempre que possível, destacando a rapidez das intervenções e o menor tempo de recuperação do paciente.

Fruto do conceito de medicina gourmet, que foi evoluindo a par das necessidades e pedidos dos próprios pacientes, as especialidades da clínica foram assim aumentando como forma de resposta a algumas das patologias com maior prevalência no país e, consequentemente, nos seus pacientes. Vejam-se, por exemplo, os casos da obesidade e das doenças vasculares.

OBESIDADE – 1,4 MILHÕES DE OBESOS EM PORTUGAL

Os últimos dados do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge apontam para o excesso de peso em 39% da população adulta. Falamos, por isso, de quase 26 milhões de portugueses adultos com excesso de peso sendo que, desses, sabe-se que 1,4 milhões são obesos e 250 mil têm obesidade mórbida, segundo revelou a Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade no início de outubro de 2019.

De acordo com o Prof. Dr. António Albuquerque, um dos especialistas mais reputados no país em Cirurgia Bariátrica (ou Cirurgia da Obesidade) e um dos formadores do 1° Curso de Minibypass Gástrico em Portugal, “É muito importante percebermos que a obesidade é uma doença, não é só a questão da aparência. Muitas vezes acabamos por ouvir dizer ‘isso passa só com fechar a boca’. Não é verdade e este é um exemplo de algo que não se deve dizer a ninguém, muito menos a uma pessoa com obesidade, que é um doente e que precisa de ajuda”.

E é precisamente com o intuito de ajudar, humanizando o cuidado e acompanhamento, que na Clínica Liberty existe a área de Obesidade, que inclui não só a Cirurgia Bariátrica, mas também a Nutrição, a Psicologia e, por vezes, cirurgias plásticas complementares, dando vida ao gourmet anteriormente explicado, num apoio global ao paciente, nas várias áreas.

DOENÇAS VASCULARES, ARTERIAIS E VENOSAS

Também na mesma ótica, a área Vascular é hoje um dos segmentos da Clínica Liberty, acompanhando e colmatando outra necessidade dos seus pacientes. Em Portugal, os estudos revelam uma prevalência entre os 20 e os 25% de mulheres com Doença Venosa Crónica – varizes (veias dilatadas por baixo da pele) ou derrames (vasos pequenos na espessura da pele). Novamente, falamos de um problema que não é apenas uma questão de estética, mas que acarreta sintomas como a dor, o cansaço, a comichão nos membros inferiores, bem como o seu inchaço, entre outros.

O tratamento vascular, determinado pelo caso específico do paciente, “poderá envolver o recurso a cirurgia ou mesmo a métodos minimamente invasivos”, explica o Dr. Augusto Ministro, Cirurgião Vascular.

HUMANIZAÇÃO DA SAÚDE

As várias áreas de atuação da Clínica Liberty podem ser encontradas em clinicaliberty.pt, estando sempre adjacente a cada uma delas um acompanhamento global, proporcionado pelas diferentes abordagens dos profissionais que compõem a equipa, em que a oferta de uma solução é o objetivo. “Não queremos que as pessoas se sintam perdidas. Se existe um problema para resolver, relacionado com a sua saúde ou bem-estar, conseguem aqui obter o plano, passos e acompanhamento necessário para o resolver”, esclarece Rosália.

 


Melhorar a vida das pessoas pode ser tão simples! publicado primeiro em https://saudebemestar.com.pt/

10 diferenças entre a pele do homem e a da mulher

Antigamente, o cuidado do homem com a pele passava, simplesmente, pelo banho e pelo barbear diários. Porém, nos últimos anos, dermatologistas testemunharam uma mudança profunda na perceção que os homens têm da sua aparência. E ao analisarem as características fisiológicas da pele masculina, chegaram a interessantes conclusões.

 

Tradicionalmente, os homens têm estado mais concentrados em questões de preparação, como numa simples limpeza e barbear, do que em questões de anti-idade. Porém, nos últimos anos, o sexo masculino está a mostrar uma maior preocupação com a sua aparência e o respetivo papel nas suas relações pessoais e, também, nas relações profissionais.

Diferentes preocupações

Devido a uma combinação específica das características fisiológicas da pele, assim como dos efeitos relacionados com a exposição solar, as principais preocupações dos homens podem ser bem diferentes das preocupações das mulheres. Os sinais da idade que as mulheres enfrentam relacionam-se com as rugas, com a pigmentação e com um tom de pele e textura desiguais. No entanto, quando um homem se olha ao espelho, tem tendência a concentrar-se nos papos dos olhos e nas olheiras, assim como no controlo da oleosidade, tamanho dos poros, acne, na irritação proveniente da barba, vermelhidão e nas rugas mais profundas.

Diferentes características

De acordo com investigações, são 10 as razões pelas quais a pele do homem é diferente da pele da mulher. A saber:

  1. A PELE DOS HOMENS É MAIS ESPESSA – Contém mais de 25% de colagénio. Enquanto a diminuição anual deste componente essencial da estrutura da pele é comparável (aproximadamente 1% por ano) à das mulheres, como a pele dos homens é mais espessa, assim permanece toda a vida.
  2. A PELE DOS HOMENS FORMA RUGAS MAIS DENSAS – Uma quebra na quantidade e qualidade de colagénio na pele ocorre, não só pelo envelhecimento natural, mas também devido a fatores ambientais, incluindo danos UV. Mas como os homens têm uma quantidade grande de colagénio, quando isto acontece pode levar a um colapso de colagénio em certas áreas. E, assim, os homens têm tendência a desenvolver linhas menos finas que as das mulheres, sendo que, em certas áreas, eles formam vincos e rugas mais profundas.

Leia o artigo completo na edição de novembro 2019 (nº 299)


10 diferenças entre a pele do homem e a da mulher publicado primeiro em https://saudebemestar.com.pt/

Águas centenárias da Piedade estão de volta

A CIDADE DE ALCOBAÇA VOLTOU A TER ÁGUAS TERMAIS! APÓS 22 ANOS DE INTERRUPÇÃO, AS ÁGUAS DA PIEDADE ESTÃO DE NOVO DISPONÍVEIS, LOCALIZADAS NO COMPLEXO DO YOUR HOTEL & SPA ALCOBAÇA.

 

A utilização das águas da Piedade com fins terapêuticos recua vários séculos no tempo. Segundo estudiosos, as nascentes teriam sido exploradas desde a época da romanização. Inclusivamente, é sabido que no tempo do Cardeal-Rei D Henrique aqui se tomavam “banhos de cura”, tendo sido o primeiro estabelecimento termal a ser criado pelas ordens religiosas de Cister.

UM HOTEL PREPARADO PARA RECEBER AS ÁGUAS TERMAIS

Já no século XX, a exploração foi concedida a vários proprietários até chegar à atual sociedade Termas da Piedade Lda, que desde 1981 tem remodelado a unidade hoteleira. No entanto, em 1997, a atividade termal acabaria por ser interrompida, devido a alterações nas características das águas.

Em 2007, é criado o Your Hotel & Spa, já devidamente preparado para receber posteriormente as águas termais, mas focado apenas em programas de Lazer e Bem-Estar.
O Your Hotel & Spa sofreu vários melhoramentos ao longo dos anos, tendo uma panóplia de serviços adicionais, como restaurante; bar, piscina exterior, campos de ténis, entre muitos outros. Caracteriza-se como um hotel moderno, confortável e localizado no meio da natureza.

Contudo, ao longo destes 22 anos, nunca se desvinculou da sua origem e, no passado dia 12 de Setembro, são reabertas as portas das Termas da Piedade XXI, abrindo espaço novamente para o Termalismo Clássico.

TERMALISMO CLÁSSICO

As Termas da Piedade disponibilizam um conjunto de terapias de Termalismo Clássico que atuam na prevenção e tratamento de inúmeras patologias, através da utilização da água termal e outros meios complementares para fins terapêuticos, promoção de saúde, bem-estar e prevenção de doenças.

As águas termais da Piedade são captadas a 27 graus e com um pH neutro de 7.0, estando indicadas para tratar problemas do aparelho musculoesquelético, aparelho digestivo, aparelho urinário e também doenças de pele.

As Termas da Piedade disponibilizam um vasto leque de tratamentos termais, tais como: hidroterapia; fisioterapia; duche Vichy, duche agulheta, banhos termais, ingestão de águas termais e ainda um tratamento inovador, a hidrocolonterapia, que consiste numa limpeza e purificação do intestino através da utilização das águas para regeneração das células. Para aceder aos serviços terapêuticos deverá iniciar o processo com uma consulta com a nossa equipa médica.

PROGRAMAS DE LAZER E BEM-ESTAR

Para além do fim terapêutico, poderá continuar a usufruir das instalações do Your Hotel & spa numa ótica de Termalismo de Lazer e Bem-Estar, agora com o seu Spa Termal. Um fim de semana de relaxamento profundo torna-se mais fácil e cómodo graças aos vários programas e pacotes disponíveis no hotel.

Poderá consultar os programas mais adequados às suas preferências e necessidades ou outras informações em www.yourhotelspa.com ou solicitá-los através do email  termasdapiedade@yourhotelspa.com ou, ainda, pelo telefone 262 505 370.


Águas centenárias da Piedade estão de volta publicado primeiro em https://saudebemestar.com.pt/

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Taekwondo: chegue até onde nunca chegou!

Desenvolva a sua coordenação motora, flexibilidade, equilíbrio e mobilidade articular através da prática de uma arte marcial muito popular, o Taekwondo. Sentirá benefícios também a nível mental!

 

Pela Profª Rita Franco

Licenciada em Ciências do Desporto e Educação Física pela Faculdade de Coimbra e em Fisioterapia pela Escola Superior de Saúde de Aveiro. Exerce funções no Holmes Place Arrábida como fisioterapeuta, personal trainer, instrutora de Pilates e Body Balance. Trabalha também como formadora na Holmes Place Training Academy, no âmbito do Pilates, Personal Training Foundation Course, Plataformas Vibratórias e Ginástica Abdominal Hipopressiva.

 

 

As artes marciais têm vindo a ganhar cada vez mais adeptos em todo o mundo. Os seus exercícios possibilitam a promoção de um desenvolvimento tanto físico como mental e dão aos seus praticantes a capacidade de se defenderem e de submeterem os adversários às suas técnicas. E uma das mais “eficazes” é o Taekwondo, arte marcial de origem coreana.

No Taekwondo, as mãos e os pés são utilizados para vencer o opositor, mas o que distingue este desporto é a conjugação dos movimentos de pontapeio. Deste modo, é necessário um incremento de flexibilidade e mobilidade articular. Venha descobrir como o pode fazer!

O QUE É O TAEKWONDO?

O Taekwondo é uma arte marcial de defesa pessoal, cujo nome significa: TAE (té) “sistema de técnicas de pernas”, KWON (quon) “sistema de técnicas de mãos” e DO (dou) “a arte em si”, “o caminho” ou “o método”. Além de arte marcial, o Taekwondo desenvolveu uma vertente desportiva, sendo esta tutelada mundialmente pela World Taekwondo.

MODALIDADE DE COMPETIÇÃO

Como desporto olímpico, estreou-se nos Jogos de Seul em 1988, onde foi apresentado como desporto de exibição. Em 1993, foi adicionado ao Programa Olímpico, sendo integrando oficialmente nos Jogos de 2000, em Sidney.

BENEFÍCIOS

O Taekwondo é excelente para aqueles que procuram desenvolver uma atividade física completa e diferente daquilo que é habitualmente apresentado em ginásios ou academias.

Os principais benefícios do Taekwondo são:

  • Desenvolve as componentes física e mental do praticante;
  • Promove uma melhoria da coordenação motora, flexibilidade, equilíbrio e mobilidade articular;
  • Promove o ganho de resistência muscular e capacidade cardiorrespiratória;
  • Desenvolve a capacidade de defesa pessoal;
  • Promove o desenvolvimento da memória e da concentração;
  • Ensina o hábito da disciplina, bem como as noções de hierarquia e respeito;
  • Desenvolve o espírito competitivo, autoconfiança, autoestima, vontade de liderança, seriedade, paciência e humildade;
  • Pode ser praticado por crianças, mulheres e idosos.

FLEXIBILIDADE E MOBILIDADE ARTICULAR

Uma das principais diferenças do Taekwondo em relação aos demais desportos de combate é a utilização de um elevado volume de ações técnicas com os membros inferiores. Logo, existe uma relação direta com a necessidade de desenvolvimento da flexibilidade e mobilidade na articulação da anca e na musculatura envolvida.

A flexibilidade possui especificidade em relação à atividade física nas distintas articulações utilizadas para determinadas práticas desportivas. A sua garantia contribui para uma técnica mais apurada, aumentando a eficiência e a segurança do gesto motor (Bardaro et al, 2007).

O Taekwondo é uma modalidade que pode facilitar o aumento da flexibilidade, pois as técnicas fundamentais de pontapés exigem um amplo movimento articular, diminuindo o gasto energético e a possibilidades de lesões musculares, articulares e tendinosas. Segundo Fonseca (2004), o treino da flexibilidade é imprescindível para o Taekwondo, pois o desenvolvimento de altos níveis de mobilidade articular do tronco e dos membros inferiores contribui para um melhor desenvolvimento da capacidade de pontapeio.

Leia o artigo completo na edição de novembro 2019 (nº 299)

 


Taekwondo: chegue até onde nunca chegou! publicado primeiro em https://saudebemestar.com.pt/

Neurociências e saúde: o papel da ética na definição do novo campo

Os principais campos de atuação da área das neurociências clínicas, a prática clínica e a translação do resultado das investigações para a melhoria das condições dos doentes e novos desafios éticos foram alguns dos temas abordados nas recente edição da ICONE – International Conference on Neuroethics.

  

Artigo da responsabilidade do Dr. António Jácomo, Investigador do Instituto de Bioética da Universidade Católica Portuguesa, no Porto

 

Nos dias 16 e 17 de setembro, a Fundação Calouste Gulbenkian recebeu a 5ª edição da ICONE – International Conference on Neuroethics. Esta iniciativa, promovida pelo Instituto de Bioética da Universidade Católica Portuguesa, surgiu pela mão do professor Daniel Serrão e António Jácomo, com o objetivo de debater, com alguns dos maiores especialistas nacionais e internacionais, as questões relacionadas com os desafios éticos das neurociências, abrindo o debate entre neurocientistas e a bioética no sentido de encontrar as convergências éticas em relação a valores e princípios, numa metodologia para cooperação no futuro.

A história destas cinco edições confunde-se com a história do ciclo de seminários “Mente à Sexta-Feira”, no qual, ao longo de várias semanas, discutimos os temas bioéticos mais atuais na área das neurociências.

HISTÓRIA DE SUCESSO

A ICONE, realizada em Portugal, no Porto e Lisboa, alternadamente, tem contado, ao longos das suas edições, com a participação de reputados investigadores na área das neurociências e da bioética, como Elkhonon Goldberg, Nuno Sousa, Rui Costa, Zach Mainen, Jean Pierre Changeaux, Adela Cortina ou Kathinka Evers, tornando-se uma história de sucesso, não apenas pelo número de participantes, mas, também, pelas consequências na área do desenvolvimento da neuroética.

Nos últimos anos, o Instituto de Bioética tem conseguido agregar, efetivamente, investigadores e instituições, no sentido de criar parcerias nas quais questões éticas na área da neurociência foram relevantes.

CRIAÇÃO DE SINERGIAS

Na senda da criação de sinergias, a ICONE de 2019 teve uma dimensão especial ao acolher o Simpósio da rede europeia ERA-NET NEURON. A este nível, refira-se que as redes europeias de áreas de investigação (ERA-NETs) são projetos financiados pela Comissão Europeia em vários campos de investigação e que o seu objetivo é criar um Espaço Europeu de investigação conduzida e financiada em vários países, permitindo que os investigadores trabalhem em conjunto em problemas específicos, troquem ideias e se beneficiem com conhecimentos internacionais.

Acrescente-se, ainda, que a Rede de Financiamento Europeu para investigação em Neurociências (NEURON) foi iniciada em 2003 como uma ação piloto específica de apoio, ação essa que foi desenvolvida numa ERA-NET – NEURON I (2008 – 2011) e NEURON II (2012 – 2015).

NEUROCIÊNCIAS E SAÚDE

Subordinada ao tema “Neurociências e saúde: o papel da ética na definição do novo campo”, a ICONE desenrolou-se na forma de três mesas-redondas.

O primeiro painel começou por fazer uma síntese dos principais campos de atuação da área das neurociências clínicas. Entre as muitas novidades apresentadas, uma é especialmente animadora: o desenvolvimento de terapias não invasivas, através da Estimulação Magnética Transcraniana.

Já a segunda mesa-redonda abordou a prática clínica e a translação do resultado das investigações para a melhoria das condições de vida das pessoas doentes. Neste campo, foi salientada a importância da ligação cada vez mais estreita entre os centros de investigação e as unidades hospitalares, aproximação que tem consequências diretas na qualidade de vida das pessoas doentes.

A terceira mesa-redonda chamou-se a atenção para os desafios éticos que agora se colocam, em especial nas áreas do acesso às novas terapias, ao consentimento informado e ao bem-estar animal na área da investigação.

Para além das intervenções dos painéis, tivemos, ainda, a oportunidade de ouvir a professora Adela Cortina chamar a atenção para a importância da neuroética no desenvolvimento das questões bioéticas.

Durante o primeiro dia, tivemos a oportunidade de avaliar os 52 posters apresentados, dos quais 19 era da área da neuroética. Avaliada a qualidade destas apresentações científicas, foi atribuído o prémio Daniel Serrão a quatro trabalhos apresentados, sendo dois da área da neuroética e dois na área das neurociências.

Leia o artigo completo na edição de novembro 2019 (nº 299)


Neurociências e saúde: o papel da ética na definição do novo campo publicado primeiro em https://saudebemestar.com.pt/

Mielodisplasias e leucemia mieloide aguda: o que falta para melhorarmos o tratamento?

Recentemente, tem havido muita investigação no sentido de desenvolver tratamentos mais dirigidos a estas doenças. Temos grandes esperanças que estes novos tratamentos venham melhorar a qualidade de vida e a sobrevivência dos doentes.

Artigo da responsabilidade do Prof. António de Almeida, Diretor de Hematologia do Hospital da Luz e professor auxiliar convidado da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa.

 

As síndromes mielodisplásicas (SMD) e a leucemia mieloide aguda (LMA) são ambas cancros do sangue que ocorrem com maior frequência em indivíduos com mais de 60 anos. Estas doenças desenvolvem-se como resultado de acumulação de erros genéticos que surgem espontaneamente, ao longo do tempo, nas células que produzem o sangue. É esta a razão pela qual estas doenças são mais frequentes na população mais idosa, na qual a sobrevivência longa dá mais tempo para a acumulação destes erros.

CORRIGIR A ANEMIA

As características clínicas destas duas doenças são bastante semelhantes. Ambas se manifestam com redução de produção das células do sangue: anemia, redução de glóbulos brancos e de plaquetas. Estas reduções têm consequências clínicas importantes, como maior suscetibilidade à infeção no caso dos glóbulos brancos e hemorragia no caso das plaquetas.

No entanto, a anemia é aquela que gera mais sintomas, como cansaço, falta de ar e dificuldade em realizar tarefas diárias. O impacto da anemia é muito mais grave nos doentes idosos, que muitas vezes já sofrem de doenças de coração e pulmões. Neste contexto, a anemia agrava ainda mais os sintomas que as outras doenças produzem. Por esta razão, é tão importante corrigir a anemia nos doentes com SMD a LMA.

TRANSFUSÕES: ESSENCIAIS, MAS INCÓMODAS

As transfusões de sangue são o tratamento mais usado para corrigir a anemia nestes doentes. Estas são quase inevitáveis e podem salvar a vida dos doentes com anemia grave. As transfusões são o tratamento mais eficaz em situações de urgência para corrigir anemias graves e também podem ser usadas para tratar anemia em doentes com anemia crónica. No entanto, as transfusões obrigam a deslocação regular ao hospital, um tempo prolongado de administração e, apesar de corrigirem a anemia, só o fazem durante um curto período de tempo.

É frequente doentes com SMD ou LMA precisarem de transfusões quinzenais ou mesmo semanais. A anemia e e as transfusões têm, portanto, um impacto muito negativo na qualidade de vida dos doentes. Consequentemente, apesar de as transfusões de sangue terem um papel essencial no tratamento destas doenças, o ideal seria ter tratamentos que corrigissem a anemia de modo estável, sem haver necessidade de recorrer a transfusões.

TRATAMENTOS MAIS USADOS

Os objetivos de tratamento das SMD e LMA nos doentes mais idosos são semelhantes: corrigir a anemia e outros componentes do sangue, minimizando assim os sintomas que estes produzem e atrasando a evolução da doença. Para desenvolver estes tratamentos foi preciso perceber bem os mecanismos que estão por trás das SMD e da LMA.

Nas SMD, as alterações genéticas levam a que as células que produzem o sangue morram mais precocemente na medula. Este processo faz com que a medula esteja cheia de células que se dividem muito, mas morrem antes de produzir sangue eficazmente. Ao longo do tempo, acumulam-se mais erros genéticos e a doença transforma-se em LMA.

Mais de 80% dos doentes com SMD sofrem de anemia. Apesar de percebermos cada vez melhor os mecanismos que estão por trás desta doença, ainda temos poucos tratamentos eficazes para corrigir a redução de produção de sangue. Os tratamentos mais usados nestes doentes são:

 Eritropoetina, a hormona que estimula a produção de glóbulos vermelhos. Esta só resulta em cerca de 30% dos doentes e, quando há resposta, esta dura, em média, 2 anos.

 Lenalidomida, um fármaco novo que tem excelentes resultados num subgrupo de doentes com SMD com uma alteração genética específica. No entanto, somente cerca de 20% dos doentes com SMD é que têm esta alteração genética.

A LMA é causada por uma acumulação de células imaturas que não conseguem produzir sangue, mas que ocupam o espaço da medula, não deixando as células normais que restam produzir o sangue. Nos doentes mais jovens, a LMA é causada por alterações genéticas pontuais, mas a LMA no idoso é mais complexa, com muitas alterações genéticas mais parecidas com as SMD. Esta diferença entre os tipos de alterações genéticas faz com que os tratamentos intensivos, como a quimioterapia e o transplante de medula, que funcionam bem nos doentes mais jovens, sejam menos eficazes nos doentes idosos.

Quase todos os doentes com LMA têm anemia. Enquanto nas SMD os tratamentos visam estimular a produção de glóbulos vermelhos, na LMA os tratamentos visam levar a que as células imaturas que se acumulam se transformem em células normais, capazes de produzir sangue. O tratamento mais eficaz tem sido com os agentes hipometilantes, Azacitidina e Decitabina. Com estes tratamentos, cerca de 60% dos doentes com LMA ou com SMD em evolução para LMA melhoram da sua anemia. Estas respostas duram uma média de 2 anos.

INVESTIGAÇÕES RECENTES

Apesar de se terem conseguido grandes avanços no conhecimento dos mecanismos por trás destas doenças, ainda temos poucos tratamentos eficazes a oferecer aos nossos doentes.

Recentemente, tem havido muita investigação no sentido de desenvolver tratamentos mais dirigidos a estas doenças. Alguns destes fármacos estimulam a produção de glóbulos vermelhos por outras vias e outros alvejam alterações genéticas específicas que estão na origem da evolução para a LMA. Temos grandes esperanças que estes novos tratamentos venham melhorar a qualidade de vida e a sobrevivência dos doentes com SMD e LMA.

Leia o artigo completo na edição de novembro 2019 (nº 299)


Mielodisplasias e leucemia mieloide aguda: o que falta para melhorarmos o tratamento? publicado primeiro em https://saudebemestar.com.pt/

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Atividade física: não há desculpas para ficar parado

A prática de exercício físico traz inúmeros benefícios para o organismo, ao nível do bem-estar geral, do sono e da prevenção de doenças. No caso da diabetes tipo 1, é uma ajuda preciosa.

Artigo da responsabilidade da Dra. Susana Castilho, médica pediatra, diabética tipo 1 desde os 12 anos de idade, membro da direção da AJDP – Associação de Jovens Diabéticos de Portugal e coordenadora da equipa médica dos campos de férias da AJDP

 

No que toca a saúde e ao bem-estar, poucas coisas têm mais impacto do que a atividade física. Além de contribuir para a prevenção de várias doenças, a prática de atividade física traz inúmeros benefícios para o nosso corpo que, globalmente, nos fazem sentir melhor, dormir melhor e até raciocinar melhor. Alguns destes benefícios são imediatos: após uma única sessão de atividade física moderada a intensa, verifica-se logo uma redução da tensão arterial, melhoria do metabolismo, melhoria da qualidade do sono, redução de sintomas de ansiedade e uma melhoria da cognição. A realização de exercício físico de forma regular maximiza estes efeitos, o que, por sua vez, contribui para a redução do risco de desenvolver no futuro doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes tipo 2 e obesidade.

No caso particular de pessoas com diabetes mellitus (DM), um grupo de doenças crónicas associadas a alterações no metabolismo da glicose, ainda mais importante se torna a adoção de um estilo de vida ativo.

DIABETES TIPO 1 E TIPO 2

Para melhor perceber os efeitos da atividade física nestas doenças, convém esclarecer alguns conceitos. Existem vários tipos de DM, sendo os mais frequentes o tipo 1 e o tipo 2. A diabetes tipo 2 (DM2) é a mais predominante na população e ocorre quando a insulina, hormona que regula os níveis de glicose no sangue, não consegue atuar adequadamente, fazendo com que se acumule açúcar a mais (hiperglicemia). Este tipo de diabetes é diagnosticado mais frequentemente na idade adulta e pessoas com maus hábitos alimentares, sedentárias e com excesso de peso/obesidade têm maior risco de a desenvolver. A prática de atividade física regular contribui para a prevenção ativa da DM2.

Já a diabetes tipo 1 (DM1) é diagnosticada habitualmente em crianças ou adultos jovens e ocorre porque o pâncreas deixa de produzir insulina e, consequentemente, os níveis de açúcar no sangue sobem. Neste tipo de diabetes, a única forma de tratamento é a administração de insulina através de várias injeções diárias, não sendo possível controlá-la com a toma de comprimidos ou suplementos. É importante perceber que não existe forma de prevenir a DM1, não estando relacionada com a alimentação, sedentarismo nem outros hábitos de vida.

Apesar de a DM1 ser uma doença complexa, é possível controlá-la com a utilização de insulina e monitorização dos níveis de açúcar no sangue (glicemia), permitindo uma vida praticamente normal e sem limitações. Mas, então, e o exercício físico? Qual o seu papel neste tipo de diabetes?

PODEROSO ALIADO

A atividade física pode e deve ser integrada na rotina de uma pessoa com diabetes tipo 1. Além de beneficiar de todas as vantagens já referidas no bem-estar geral, no sono e na prevenção de doenças, a pessoa com DM1 vai encontrar na atividade física um aliado poderoso para a gestão da sua condição.

A insulina atua como uma chave que permite a entrada do açúcar que está no sangue para dentro das células, para que estas o possam usar para obter energia. O exercício físico facilita ainda mais esta entrada de açúcar para dentro das células, reduzindo a necessidade de insulina e ativando outras hormonas que melhoram o funcionamento e metabolismo dos músculos. Nas pessoas com DM1, estas alterações hormonais facilitam o controlo dos níveis de açúcar no sangue, com aumento do bem-estar e redução do risco de complicações a longo prazo.

Para que estes objetivos possam ser atingidos, a pessoa com DM1 deve aprender os cuidados e atitudes a adotar antes, durante e após o exercício físico, como, por exemplo, a monitorização frequente da glicemia, a alteração das doses de insulina e/ou da alimentação.

Leia o artigo completo na edição de novembro 2019 (nº 299)


Atividade física: não há desculpas para ficar parado publicado primeiro em https://saudebemestar.com.pt/