terça-feira, 5 de maio de 2020

Doenças cardiovasculares continuam a ser a principal causa de morte em Portugal e no Mundo

Neste mês de maio, o mês do coração, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) reforça que, apesar da situação pandémica que vivemos, as doenças cardio e cerebrovasculares não deixaram de existir e continuam a ser a principal causa de morte em Portugal e no Mundo.

“A Sociedade Portuguesa de Cardiologia quer deixar bem presente neste mês do coração, a importância das doenças cardio e cerebrovasculares que continuam a ser primeira causa de morte em Portugal e no mundo”, relembra o Presidente da SPC, Prof. Victor Gil. “O coração continua a bater e é importante estarmos atentos aos seus sinais. Escute o seu coração”, acrescenta.

“A existência de uma pandemia com as características que tem a Covid-19 não coloca as doenças cardiovasculares entre parênteses, elas continuam presentes e é de extrema importância estarmos atentos aos seus sinais e escutarmos o nosso coração”, reforça o Presidente da SPC.

O mês de maio é habitualmente celebrado por um conjunto de iniciativas de alerta e educação sanitária centradas na temática cardiovascular, no entanto, este ano a pandemia COVID-19 sobrepôs-se, naturalmente a todas as ações que a SPC tinha planeado.

A SPC deixa alguns conselhos para este mês do coração, cujo lema continua a ser ESCUTE O SEU CORAÇÃO:

  • Em plena pandemia, o coração continua a bater: esteja atento aos seus sinais;
  • Dor no peito, falta de ar, inchaço nas pernas, perda de consciência, palpitações, continuam a ser sintomas suspeitos de doença cardíaca! Procure ajuda médica;
  • Se tem doença cardiovascular crónica mantenha o acompanhamento médico por consultas presenciais ou teleconsulta;
  • Se tiver sintomas agudos – dor forte no peito, falta de ar aguda ou perda de consciência – chame o 112;
  • NUNCA interrompa ou modifique a medicação cardiovascular sem orientação médica;
  • Proteja-se!

 


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Vacina antipneumocócica salva vidas

A pandemia que estamos a viver mostrou-nos bem a nossa fragilidade. E se é verdade que a vacina antipneumocócica não tem qualquer ligação ao coronavírus, também é verdade que, se contrairmos uma pneumonia nesta altura, a recuperação poderá ser bem mais complicada.

 

Artigo da responsabilidade do Dr. Rui Costa, coordenador do Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar

 

A atualidade tem-nos mostrado, de forma clara e inequívoca, a importância da prevenção e da proteção, sobretudo entre as pessoas que se encontram mais vulneráveis e fragilizadas.

Para essas pessoas, doenças graves e potencialmente fatais como a pneumonia continuam a representar um risco acrescido, com a agravante do que representa contrair uma pneumonia nesta altura: uma recuperação, por si só, bastante mais complicada, quando sabemos que os equipamentos e os próprios profissionais de saúde estão sobrecarregados.

PNEUMONIA MATA TODOS OS DIAS

Apesar da disseminação de informação e das diferentes campanhas organizadas para sensibilizar a população, a pneumonia continua a matar todos os dias. Mesmo sendo prevenível por vacinação.

Os constrangimentos económicos serão a causa para alguns não se vacinarem, mas a falta de informação e de conhecimento é a principal causa apontada para a baixa taxa de imunização contra a doença. Cabe-nos continuar a falar sobre o tema, mostrar as vantagens de se estar protegido e assim apoiar quem se encontra em maior risco.

Crianças e pessoas a partir dos 65 anos são os mais vulneráveis à pneumonia, a par de adultos com doenças crónicas como diabetes, asma, doença pulmonar obstrutiva crónica, outras doenças respiratórias crónicas, doença cardíaca, doença hepática crónica, doentes oncológicos, portadores de VIH e doentes renais, entre outros. A fragilidade do seu sistema imunitário transforma-os em grupos de risco, por isso é um segmento da população que deve estar particularmente protegido.

RECOMENDAÇÃO DA DGS

Em junho de 2015, a Direção Geral da Saúde (DGS) lançou uma norma que recomenda a vacinação antipneumocócica a todos os adultos (pessoas com mais de 18 anos) pertencentes aos grupos de risco. Ao vacinarmos estas pessoas, estamos a protegê-las, a investir na sua saúde, a prevenir eventuais internamentos e, sem dúvida, a reduzir o número total de mortes por pneumonia.

E desengane-se quem acredita que a pneumonia é sazonal e que, por isso, não se terá de preocupar nos próximos meses. Há casos de pneumonia ao longo de todo o ano. Pode, por isso, vacinar-se em qualquer altura.

Não me canso de repetir, tal como muitos outros médicos, que a vacinação deve ser uma prioridade ao longo da vida. Se protegemos – e bem – as nossas crianças, porque não fazemos o mesmo com a restante população? Porque não fazemos o mesmo connosco? Sobretudo quando se trata de doentes crónicos ou quem tem mais de 65 anos.

INVESTIR NA PREVENÇÃO

A vacina antipneumocócica já está contemplada no Plano Nacional de Vacinação para as crianças e para alguns dos grupos de risco, e a sua eficácia está comprovada em todas as faixas etárias, incluindo na prevenção das formas mais graves da doença. Tal como a vacina da gripe é gratuita para quem tem mais de 65 anos, porque não fazer o mesmo com a vacina da pneumonia, estendendo a gratuitidade a pessoas a partir dos 65 anos?

Investir em prevenção é sempre preferível ao tratamento e à cura, até porque não sabemos como estes podem evoluir, mesmo nos casos mais simples. Para além disso, o envelhecimento saudável da população depende, também, de evitarmos mortes e sequelas provenientes de doenças potencialmente fatais.

Vinte e um por cento dos portugueses têm, atualmente, 65 ou mais anos. Caso fosse aprovada a gratuitidade da vacina antipneumocócica a esta faixa etária, cerca de dois milhões de pessoas beneficiariam desta medida e contribuiria para reduzir significativamente os custos anuais com internamento por pneumonia em Portugal: cerca de 80 milhões de euros. Valores bastante abaixo dos números reais, uma vez que não contabilizam despesas indiretas, como o absentismo ou a baixa rentabilidade, e muito menos aquilo que é o mais importante – as nossas vidas e as daqueles a quem queremos bem.

A vacinação salva vidas, por isso proteja-se e vacine-se.

Leia o artigo completo na edição de maio 2020 (nº 305)

 


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Doentes respiratórios e Covid-19 SUB: haverá sequelas?

Uma doença nova, com clínica desconhecida e com fisiopatologia intrigante. Assim é a Covid-19, uma doença vírica, maioritariamente respiratória, provocada por um novo coronavírus, o SARS-CoV 2.

 

Artigo da responsabilidade do Prof. José Alves, médico pneumologista e presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão

 

Antes de mais, são necessárias algumas noções básicas. Os vírus não se reproduzem autonomamente, precisam de outras células para o fazerem. Com a sua utilização, provocam a sua morte, impedindo-as de exercer a respetiva função, necessária ao bem-estar do organismo. Neste caso, as células usadas nos casos graves localizam-se nos pulmões, as que permitem as trocas gasosas com a hemoglobina. Ainda não se sabe o porquê de, por vezes, acontecer isso e outras não. Daí a divisão tão propalada em 80% de casos leves, 15% a precisar de internamento e 5% de cuidados intensivos.

O tempo de doença é demorado. A resposta imunológica do nosso organismo, para que os doentes deixem de o ser, demora. O tempo de internamento e de internamento nas UCI, com ou sem ventilação, é demorado pelas mesmas razões.

SABE-SE POUCO DA DOENÇA

Neste momento, sabe-se muito do vírus, mas pouco da doença. Acabou de chegar à Europa. Afogou-nos em números de infetados, de internados e de mortes. A epidemiologia ensinou-nos algumas coisas sobre os casos graves, a sua frequência e a sua relação com as patologias prévias da população.

É uma doença com letalidade significativa, muito mais alta no grupo etário superior aos 70 anos. É importante nos homens entre 60 e 70 (3%), sendo as mulheres deste grupo etário relativamente poupadas. Pensou-se que tal se poderia dever aos hábitos tabágicos, mas o ambiente hormonal pode ser outra explicação.

A relação com as patologias normalmente evocadas – insuficiência renal, doenças cardiovasculares, diabetes e doenças respiratórias crónicas – pode ser casual ou causal. Nos mais velhos, existem mais patologias.

Sabemos que os portugueses são saudáveis até aos 65 anos e que a necessidade de ventilação mecânica prolongada dificulta a sobrevivência em doentes com múltiplas comorbilidades, mais frequentes nas idades mais avançadas.

E QUANTO ÀS DOENÇAS RESPIRATÓRIAS?

Devemos dividir as doenças respiratórias em dois grandes grupos: as agudas (gripe, constipação, asma ligeira, etc) e as crónicas.

No caso das doenças agudas, a dificuldade é não confundir os sintomas e os diagnósticos. A ajuda de um médico avisado deve ser utilizada.

Quanto às doenças crónicas, a situação é diferente. A taxa de mortalidade sobe até 6%, em algumas séries, como é o caso da doença pulmonar obstrutiva crónica. Nestes casos, deve manter-se a medicação, continuando a controlar a doença.

As fibroses pulmonares intersticiais, quando se usam imunossupressores, como as neoplasias e as doenças autoimunes ou asma grave, facilitam, plausivelmente, a progressão da Covid-19. Em qualquer dos casos, sem imunidades específicas, arma de defesa biológica do nosso organismo, sem tratamento eficaz e sem vacina, só podemos recorrer ao isolamento profilático, tão anancástico quanto possível, nunca será demais.

Assim venceremos a primeira vaga, que terminará duas semanas depois de pararem os casos novos.

VIRÃO OUTRAS VAGAS

Virão outras vagas, porque a população em isolamento imita a imunidade, mas não a adquire, mantendo-se, portanto, suscetível. A sua ocorrência depende das características do vírus e das medidas tomadas pelas autoridades, que têm sido um exemplo de qualidade, tal como os profissionais de saúde, os bombeiros, os portugueses.

No nosso país, a taxa de internamento ronda os 9% e a necessidade de UCI os 2,5%. Pode piorar. Mas é admirável, e todos temos de agradecer, as medidas tomadas pelo Presidente da República, secundadas excecionalmente bem pelo Governo e pelo Serviço Nacional de Saúde.

Em qualquer dos casos, enquanto doentes e potenciais infetados, o que podemos fazer é o isolamento.

HAVERÁ SEQUELAS?

É impossível dizê-lo. Só com uma bola de cristal… Haverá consequências sociais e, eventualmente, sequelas. Não são prováveis nos casos mais ligeiros, mas podem aparecer, dentro de mais ou menos tempo, a todos os que passarem por ventilação mecânica e por pneumonias graves. Não sabemos como vão reagir os pulmões a estas agressões. Normalmente, reagem bem, com restituição da normalidade. Esperemos que, neste caso, também.

Ultrapassaremos esta crise, no caso de Portugal, com orgulho de sermos portugueses.

 


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segunda-feira, 4 de maio de 2020

Prosseguem as Conversas com Barriguinhas Live

Descubra os essenciais que não podem faltar na mala da maternidade e as vantagens do aleitamento materno nas Conversas com Barriguinhas Live

 

No próximo dia 5 de maio, às 17h, as Conversas com Barriguinhas, através de uma sessão live, vão permitir que todas as futuras mães conheçam os benefícios da amamentação e qual a melhor forma de amamentar o seu bebé, informação útil apresentada pela Chicco, para que se sintam mais confiantes durante o aleitamento materno.

No dia 7 de maio, pela mesma hora (17h), a Enfermeira Raquel Fonseca, especialista em Saúde Materna e Obstetrícia, estará disponível para explicar como organizar e quais os itens que não podem faltar na mala da maternidade, para a mamã e para o seu bebé.

Em ambas as sessões, estará presente um especialista em células estaminais da Crioestaminal que irá desmistificar e esclarecer a importância de criopreservar estas células presentes no cordão umbilical do seu bebé, que apenas podem ser colhidas no momento do parto e que são um bem único no tratamento de várias doenças em caso de necessidade.

As grávidas terão ainda a oportunidade de receber ofertas especiais, como um vale de desconto de 40EUR da Ecox 4D para uma sessão de ecografia 4D, uma sessão fotográfica com acompanhamento online, pela Carol Lau – Photography with Love ou pela Marisa Barbosa Fotografia, um dos 10 vales de desconto para uma Massagem de Relaxamento ou de Drenagem Linfática de 30 minutos da Laksya.

A participação nas sessões é gratuita, mas sujeita a inscrição obrigatória através dos respetivos links:

5 de maio | 17h: https://www.conversascombarriguinhas.pt/evento/conversas-com-barriguinhas-live-15/

7 de maio | 17h: https://www.conversascombarriguinhas.pt/evento/conversas-com-barriguinhas-live-16/

“Conversas com Barriguinhas” é uma iniciativa de âmbito nacional que junta parceiros e especialistas em saúde materna para levar às famílias o esclarecimento acerca de temas importantes e diversificados como a amamentação, a alimentação na gravidez, a sexualidade, as células estaminais, os cuidados com o bebé e com os pais e as situações de risco, além de deixar alguns conselhos práticos sobre as várias fases do período de gestação.

Desde 2009 a percorrer Portugal, as Conversas com Barriguinhas já realizaram mais de 3 mil eventos em mais de 500 espaços de excelência, impactando cerca de 100 mil casais, com o objetivo de esclarecer dúvidas e partilhar experiências sobre os mais variados temas ligados à gravidez e maternidade. Desde então, foram estabelecidas mais de 50 parcerias com marcas de referência no mercado da puericultura e partilhados inúmeros conteúdos sobre a gravidez e maternidade referenciados pelos melhores profissionais de saúde. Com cerca de 650 eventos previstos para 2020, este será um ano de enorme dinamismo e de consolidação da iniciativa, em que a promoção do bem-estar e a informação às famílias se manterão a principal prioridade.


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Plano de perda de peso

UMA DIETA ADEQUADA E A ADOÇÃO DE HÁBITOS DE VIDA SAUDÁVEIS SÃO ESTRATÉGIAS INDISPENSÁVEIS NO TRATAMENTO DO EXCESSO DE PESO E DA OBESIDADE. DE OUTRO MODO, O RISCO DE RECUPERAR OS QUILOS PERDIDOS É, INFELIZMENTE, MUITO ELEVADO.

Para os endocrinologistas, não existe uma dieta “standard”: há que definir o perfil da pessoa com excesso de peso ou obesidade e estabelecer o tratamento, que é sempre específico para cada caso. Há, igualmente, que procurar o momento adequado e estabelecer objetivos realistas: é melhor pequenas perdas de peso, capazes de serem mantidas, do que grandes perdas, com o inevitável risco de recuperação rápida dos quilos. Afinal, já se demonstrou clinicamente que perdas de peso de 5 a 10% são suficientemente importantes para reduzir o risco de sofrer doenças associadas ao excesso de peso e obesidade.

ESTABELEÇA OBJETIVOS REALISTAS

A redução de peso pode ter vantagens do ponto de vista estético – ficar mais elegante –, bem-estar físico – ficar mais leve, mais ligeiro –, psicológico – ficar mais ativo, mais autoconfiante – e pode ser uma medida importante para a prevenção e tratamento de certas doenças: hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia, diabetes, cálculos na vesícula, artroses, hipertensão arterial e a maioria das doenças cardiovasculares.

Se precisamos de perder peso por motivos de saúde, é o médico a pessoa mais indicada para estabelecer as metas. De uma maneira geral, podemos afirmar que uma perda de peso de 5 a 10% tem, desde logo, efeitos favoráveis, diminuindo as gorduras do sangue – colesterol e triglicéridos – e a tensão arterial.

É aconselhável para a maioria das pessoas perder peso calmamente, não ultrapassando meio a um quilograma por semana, o equivalente a 2-4 Kg por mês. Devemos procurar ser realistas na definição dos objetivos: se formos demasiadamente ambiciosos, podemos deitar tudo a perder.

DOIS GRANDES PILARES

A redução de peso assenta em dois grandes pilares: alimentação e exercício físico.

  • PLANO ALIMENTAR OU DIETA

Deve ser elaborado pelo médico, nutricionista ou dietista. No entanto, quando o excesso de peso é ligeiro, as pessoas bem informadas alteram naturalmente a sua alimentação, de forma a normalizar a situação.

As principais correções a fazer na alimentação são a limitação ou substituição de alimentos ricos em gorduras, açúcar e álcool – alimentos com muitas calorias – e o aumento do consumo de produtos da horta e do pomar.

A distribuição de alimentos ao longo do dia é também muito importante. Não devemos ficar muito tempo sem comer, nem “saltar” refeições; o resultado poderá ser uma fome incontrolável e desequilíbrios orgânicos.

  • PLANO DE EXERCÍCIO FÍSICO

É importante seguir um plano de exercício físico regular, que pode ser tão simples como andar a pé 30 a 60 minutos, três a cinco vezes por semana. Em tempos de isolamento social, pode substituir a caminhada pela prática de exercícios aeróbicos em casa. Existem inúmeras aplicações para telemóvel que ajudam, bem como aulas online oferecidas pela maioria dos ginásios.

Quando poder retomar a prática desportiva fora de casa, se optar por uma modalidade, não o faça sem consultar o médico.

 

IDENTIFICAR AS DIFICULDADES

Todas as pessoas com excesso de peso sabem que emagrecer não é fácil e que se encontram muitas dificuldades. São tantas, que às vezes se acaba por desistir.

Frequentemente, a melhor estratégia não é enfrentar os obstáculos, mas sim contorná-los, se soubermos quais são e onde estão.

Para isso, tentemos identificar, antecipadamente, os problemas que vamos encontrar, quando pusermos em prática o nosso plano para a redução de peso e pensar, desde já, numa forma de os solucionar.

Vejamos alguns exemplos, em relação ao plano alimentar:

  • São tantas as modificações que não vou conseguir aguentar mais de uma semana

Modificar radicalmente a alimentação pode ser um erro. Se o plano alimentar é para manter durante muito tempo, ou mesmo para toda a vida, mais vale introduzir as alterações gradualmente, semana a semana ou mês a mês, dando tempo para a adaptação.

  • Só de pensar que nunca mais posso comer sobremesas fico deprimido

É errado eliminar alimentos. Podemos retirá-los da rotina diária, para que não nos façam mal e comê-los, por exemplo, uma vez por semana, num dia em que se fez exercício físico mais prolongado. E é sempre possível substitui-los por outros, como fruta em vez de doce, por exemplo.

É tudo uma questão de hábito e, passado algum tempo, já nem vamos sentir a sua falta. Entretanto, podemos utilizar a técnica das metades: sempre que um alimento não nos seja favorável, mas tivermos dificuldade em lhe resistir, podemos comer apenas metade da dose.

  • Gosto de acompanhar as refeições com vinho

As bebidas alcoólicas têm muitas calorias, mas são muito pobres em elementos nutritivos. Por isso, recomenda-se uma grande moderação no consumo de álcool.
Se nos for difícil suprimir totalmente as bebidas alcoólicas, podemos utilizar, também aqui, a técnica das metades: beber só a uma refeição, metade da dose habitual. Pouco a pouco, tornar-se-á mais fácil não ultrapassar as quantidades recomendadas.

  • Sempre que me enervo, vingo-me nas bolachas

Se não conseguimos evitar certas situações emocionais, podemos seguramente evitar ter em casa certos alimentos que nos fazem engordar. A nossa família vai aceitar estas medidas – e até beneficiar com elas –, se explicarmos o porquê.

Existem alguns truques para evitar esta vontade compulsiva de ingerir alimentos: esperar 10 minutos antes de começar a comer, beber um copo de água gelada, ouvir uma música relaxante, entre outros.

  • Quando vejo muitos alimentos, tenho dificuldade em evitá-los

Então, o melhor é evitar frigoríficos cheios, despensas recheadas, festas e outros locais tentadores. Também podemos preparar os pratos na cozinha e não levar as travessas para a mesa; e levantar da mesa assim que tenhamos terminado. Nos restaurantes, depois de nos servirmos, podemos pedir ao empregado para levar as travessas para dentro. Perante uma mesa de festa, antes de começar, devemos decidir aquilo que vamos comer.

  • Os meus familiares querem ajudar-me, mas a única coisa que fazem é repreender-me

Há muitas formas de sermos ajudados pelos nossos familiares e amigos. Uma delas é partilharmos com eles as nossas dificuldades, em conversa responsável de adulto para adulto; para além do apoio que eles podem dar, têm, por vezes, ótimas ideias para resolver os problemas.

Também podemos solicitar a sua companhia para o programa de exercício físico, que se torna, deste modo, muito mais agradável.

E porque não pedir aos amigos que nos arranjem receitas de bons pratos com poucas calorias?

  • Tenho dificuldade em encontrar qualquer coisa para comer, a meio da manhã ou da tarde

Se frequentarmos habitualmente os mesmos estabelecimentos, há que expressar as nossas preferências! Se muitas pessoas fizerem o mesmo, será possível alargar as ofertas alimentares das pastelarias, cafetarias e snack-bares.

Enquanto não conseguimos resolver o problema, o melhor será levar de casa os alimentos, para comer nos intervalos das refeições principais.

  • Não consigo avaliar a quantidade daquilo que como

De facto, não é fácil avaliar instantaneamente a quantidade de determinado alimento num recipiente comum. Assim, há que experimentar e estabelecer bitolas: saber qual a capacidade do nosso copo ou chávena, pesar alimentos, medir quantas colheres de sopa de gordura utilizamos para temperar ou cozinhar os alimentos, entre outros.

  • Fico com uma sensação de mal-estar, se não comer uma quantidade razoável

Se estivermos habituados a comer muito, devemos reduzir as quantidades de forma gradual. Podemos substituir alimentos com muitas calorias por outros mais saudáveis, como, por exemplo, legumes em vez de batatas fritas. Começar a refeição com uma salada ou uma sopa – com mais cenoura ou abóbora do que batata – pode ajudar.

Também é importante aprender a comer calmamente e a mastigar bem os alimentos.

  • A dieta da vizinha é melhor que a minha

Basta anunciar que estamos a tentar perder peso e não falta quem venha com conselhos e dietas milagrosas. Na maior parte dos casos, só servem para nos desmoralizar ou desviar do bom caminho. Mais vale não dar ouvidos.

CONTROLAR A PERDA DE PESO

O médico, nutricionista ou dietista deve controlar, periodicamente, como está a decorrer a perda de peso, de forma a detetar e corrigir eventuais problemas. As pessoas que estão a tentar perder peso sem a ajuda daqueles profissionais devem efetuar esse controlo ainda mais frequentemente.

Depois de atingido o peso ideal, a fase de manutenção também requer um controlo, para não recuperar os quilos perdidos.

Assim, de tempos a tempos – todos os dias, semanal ou mensalmente, conforme os casos –, devemos averiguar e, se possível, escrever:

PESO – Pesar-se sempre nas mesmas condições – mesma balança, mesma hora do dia, mesma roupa, por aí fora. Verificar se está de acordo com a perda de peso programada.

ALIMENTAÇÃO – Registar tudo o que se come ao longo do dia. Verificar se está de acordo com o plano alimentar.

EXERCÍCIO FÍSICO – Registar o exercício físico efetuado. Verificar se está de acordo com o plano de exercício.

LEVANTAMENTO DAS DIFICULDADES – Registar quais os “deslizes”e dificuldades; procurar as soluções, para evitar estas situações no futuro. Registar quais as dificuldades que foram bem resolvidas. Registar as dúvidas surgidas e o que vamos fazer para as esclarecer.

Estes registos são confidenciais e o principal interessado é o próprio indivíduo. Por isso, não nos vamos enganar. Mesmo que, de momento, não saibamos como solucionar determinado problema, é sempre preferível reconhecê-lo, do que recusarmo-nos a encará-lo.

 

EM RESUMO

Ter peso a mais, significa que existe um desequilíbrio entre o que se come e a energia que se despende.

Os alimentos em excesso são transformados em gordura, que é armazenada em várias partes do corpo e que pode ser causa de muitas doenças.

Para perder peso, é necessário:

  • Saber para quê e quanto peso é desejável perder;
  • Saber como deve ser a alimentação e o exercício físico;
  • Saber identificar as dificuldades;
  • Saber fazer um controlo periódico.

Reunidos estes saberes, é lançar mão à obra e não desistir às primeiras dificuldades, que vão, sem dúvida, teimar em aparecer.

Leia o artigo completo na edição de maio 2020 (nº 305)


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Grupo Egor lança serviço para precaver riscos de contágio da Covid-19

No contexto da abertura em maio de muitas das empresas portuguesas o Grupo Egor lançou o serviço MedOut SCAN destinado a proteger quer os clientes, quer os próprios colaborares. Em regime de ocupação ocasional ou permanente, a MedOut Scan é serviço preventivo de saúde e bem-estar que tem como objetivo antecipar medidas de proteção da Covid-19 através da deteção de pessoas que manifestem, quando observadas, sintomas de estado febril.

Este serviço tem o objetivo de minimizar os riscos de contágio comunitário em situações no mundo dos negócios ou de intenso tráfego humano e garantir a segurança e a saúde das pessoas. Pode ser utilizado com colaboradores, receções de empresas ou estabelecimentos, e ainda em qualquer tipo de eventos sociais.

Sob a orientação de profissionais de saúde, as equipas da MedOut SCAN, utilizam” tactless equipments” para assegurar a deteção instantânea de pessoas que apresentem indícios de febre ou proceder ao respetivo encaminhamento – quando solicitadas – para um serviço de marcação de consultas médicas.

Lançado no âmbito do Dia do Trabalhador, Afonso Carvalho, CEO do Grupo Egor sublinha que “este serviço reflete a nossa capacidade de reinvenção e adaptação rápida às situações de contexto. Acreditamos que este serviço, tal como já estamos a sentir, irá ter uma aderência massiva por parte das empresas que procuram uma solução preventiva, credível e desempenhada por profissionais qualificados.”

OMS – A Organização Mundial da Saúde é taxativa: uma temperatura corporal superior a 37.4 º pode constituir apenas o início de uma simples gripe ou passageira constipação, mas pode também ser um sintoma do Covid-19.

O Grupo EGOR, que celebra em Maio o 34º aniversário, reúne um conjunto de profissionais especializados em todas as áreas de atividade na prestação de serviços de desenvolvimento de pessoas e negócios.


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quinta-feira, 30 de abril de 2020

A SAÚDE E BEM-ESTAR continua a refletir sobre a pandemia, mas sem fazer dela o tema único da revista. Pelo contrário, desejamos reforçar toda a problemática da prevenção e tratamento das doenças que continuam a afligir a população, muitas delas negligenciadas face à emergência sanitária que vivemos.

Mantemos, assim, as nossas secções e rubricas, rumo à normalidade possível, debruçando-nos sobre as múltiplas dimensões da Saúde e do Bem-Estar, da beleza e estética à nutrição e estilos de vida saudáveis, da sexualidade e gravidez à infância e adolescência, da psicologia às terapias alternativas, passando por numerosas outras especialidades médicas.

E, como sempre, com a preciosa colaboração dos “nossos” médicos e especialistas, transmitindo opiniões e conselhos fundamentados, para uma informação rigorosa e credível, tal como habituámos os nossos leitores.

Além disso, para acompanhar os novos hábitos de leitura, passámos a disponibilizar a edição mensal também em formato digital, completa e gratuita, esperando, desta forma, aumentar o alcance e o impacto das nossas mensagens.

 

Aqui fica a edição de MAIO– nº 305, que também poderá adquirir na banca, a partir da próxima semana.

Leia ONLINE aqui

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SAUDE E BEM-ESTAR 305 Mai20 – 12Mb


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